A Inteligência por Trás do Edge e Bing


A nova integração do Bing com o Skype permite que os usuários realizem pesquisas em chamadas em grupo ao adicionar o chatbot à conversa. Além disso, o novo Bing no Skype pode fornecer respostas úteis e em tempo real a todas as suas perguntas. O Bing é ótimo para conversar com amigos e familiares porque pode fornecer informações úteis, jogos divertidos e sugestões. O novo Bing no Skype é seu copiloto alimentado por IA e pode fornecer respostas úteis às suas perguntas. Se você precisa de uma resposta rápida ou algo mais detalhado, o Bing usa os últimos avanços na tecnologia de IA para você. Acrescento que, este parágrafo foi o próprio Bing no Skype quem o criou.

 Já faz uns dias que estou querendo tratar desse assunto aqui, mas, estava esperando as novidades se concretizarem. Enfim o dia chegou, e falaremos sobre a inteligência artificial por trás do navegador  Microsoft Edge e do seu buscador Bing. 

Acontece que em fevereiro a Microsoft anunciou a chegada do novo Microsoft Edge e da nova versão do Bing. De fato, o navegador web que já vinha desde o ano passado recebendo muitas integrações e melhorias, foi "bombado" com inteligência artificial. A recente ação da Microsoft investindo bilhões na OpenAi, startup que fez o ChatGPT, trouxe frutos em vários aplicativos, especialmente nesses focados na web. Até mesmo o Skype que recebeu a integração do Bing, trazendo o buscador para sua interface. E nessa semana finalmente saiu o "Criador de Imagens" do Bing. É tipo um MidJourney, só que da Microsoft e dentro do Bing. Claro que testei tudo e gostei bastante do resultado!


A Microsoft na Guerra dos Dados

O que a Microsoft ganha investindo bilhões em seus aplicativos web, como o navegador Edge? E o que isso tem a ver com marketing? Bom, se você assim como eu, acompanhou a guerra dos navegadores nos anos 90 (conhecida como guerra dos browsers), sabe que esse é um terreno muito lucrativo. Simplesmente por causa dos dados da sua navegação. Sim, isso vale muito dinheiro, especialmente multiplicado por milhões de pessoas. As recentes leis de proteção de dados e acordos em toda parte do mundo são justamente por causa disso. Ou seja, até alguns anos atrás, se você acessasse um blog sobre veículos, em pouco tempo estaria visualizando propaganda sobre venda de carros em suas navegações na web, e-mail e por aí vai. Daí, a empresa que fosse detentora do seu navegador preferido, receberia os seus dados. Estavam fortes nessa briga o Internet Explorer, da Microsoft e o Netscape, que depois lançou o Projeto Mozilla (que conhecemos hoje como Firefox). Por muitos anos a Netscape dominou o mercado, depois a Microsoft chegou à liderança; e em 2008 entrou na briga o Chrome da Google. Apesar de estar sendo extremamente superficial ao falar de browsers, pois existem vários outros não citados, o meu foco é enfatizar essa briga comercial pelos dados e como os usuários podem pular de um navegador para outro no decorrer dos anos.

A mesma lógica aplica-se aos buscadores, como o Bing e o Google. Que além de coletar dados das suas buscas, ainda vendem espaço publicitário. Quanto mais usuários em determinado buscador, maior o interesse dos anunciantes nesses espaços. E para o meu espanto, percebi um aumento de anunciantes no Bing num diagnóstico que fiz para um cliente no início de março. Ou seja, os investimentos da Microsoft já estão trazendo resultados ao Bing. A meu ver ela (Microsoft) ganhou muitos pontos nessa corrida, e a Google ainda não conseguiu dar uma resposta com a sua inteligência artificial "Bard".
Claro que ainda veremos muito mais no decorrer desse ano, que já se mostrou um marco no uso da I.A.. Porém, uma coisa que a história nos mostra é que o mercado pode mudar abruptamente nessa guerra, e há indícios fortes dessa mudança. Caso você seja um gestor de tráfego e nunca tenha anunciado no Bing ainda, sugiro fazer uma pesquisa e teste. A grande verdade é que, o Microsoft Edge com o Bing podem até não ser o seu navegador e buscador preferidos, mas, que eles estão bem melhores do que antes, sem dúvida. Vou além, em minha opinião, melhores que o Chrome e Google, graças à inteligência artificial. Porém, ainda é muito cedo para falar numa virada, especialmente pela Google possuir sua gigante base de dados e capilaridade em todo o mundo.


Claro que cada navegador terá o seu ponto forte e fraco. No caso do Edge, ele tem algumas vantagens bem convincentes. Uma delas é que ele é mais rápido e menos pesado. Quem usa computadores mais antigos devem saber bem que o terror do consumo de memória e desempenho são os navegadores. Especialmente quando várias abas são abertas. Não preciso citar nenhum benchmark específico, faça você mesmo o teste e verá. Outra vantagem, especialmente para os usuários de aplicativos da Microsoft, principalmente do Microsoft 365, é a sua integração. Através da conta Microsoft, pode facilmente gerencia tudo que há nele, inclusive ao ecossistema da empresa. Mas, confesso que a função que mais me agrada nele é o modo leitor. O modo de leitor é uma ferramenta que permite que você leia artigos da web sem distrações. Ele remove anúncios, imagens e outros elementos da página para que você possa se concentrar no texto. Além disso, o Edge tem funções de privacidade e segurança reforçadas para usuários no iOS e no Android. O navegador também é compatível com extensões do Chrome e tem customização de perfis. Junte tudo isso à inteligência artificial e, Bing! (desculpe o trocadilho)

Quando você está navegando através do Edge, o Bing já é nativo, o buscador está lá. O Bing tem uma interface limpa e fácil de usar. Você notará a diferença nas respostas de sua busca, com algumas sugestões e opções, como busca com imagens, voz e até o chat (você conversa com o buscador como se ele fosse um assistente). Especialmente a função de chat, muda a abordagem na busca. Por exemplo, ao invés de fazer a busca colocando um termo: "opções para jantar", você pode ser mais intimista: "Preciso fazer um jantar para 6 pessoas que não comem nozes ou frutos do mar. Você pode sugerir um menu de 3 pratos?". Parece algo simples, mas, essa abordagem te faz ganhar muito tempo abrindo os resultados das buscas para encontrar algo que o agrade. E como disse, o Bing tem o "Criador de Imagens". Não é uma busca de imagens, mas, ele irá criar uma imagem nova de acordo com a sua descrição. A ilustração no topo do artigo foi feita lá. Como já falamos sobre o uso da inteligência artificial no marketing em outro post (clique), não preciso entrar nesse mérito por aqui. Mas, para produtores de conteúdo, poder fazer pesquisa, ter sugestões de texto e ainda ilustrar no mesmo lugar, é muito bom. Sem falar que na outra aba já está aberta a página do blog ou rede social onde será inserido o conteúdo.

Comunicando a Gente Se Entende


Precisamos falar do
Skype. Ele faz parte dessa onda de inteligência artificial da Microsoft, mas, não é só isso. Apesar de não pretender contar a história do Skype aqui, esse aplicativo já tem alguns anos no mercado e com melhorias impressionantes. Vou resumir apenas dizendo que se não fosse pelo WhatsApp, provavelmente você o estaria utilizando em seus negócios e até com amigos e familiares. E só vou falar dele aqui, graças à integração com o Bing.

Em março de 2020, o Skype foi usado por 100 milhões de pessoas em um único mês e por 40 milhões de pessoas diariamente. O novo Skype está disponível em todo o mundo e a nova versão saiu primeiro nos dispositivos móveis para depois chegar ao desktop. Como disse, a nossa percepção do Skype talvez não seja tão boa graças à popularização do WhatsApp no Brasil. Mas, no mundo todo o contexto muda, e a Microsoft pontua mais uma vez, tendo em vista que o Meet da Google não cumpriu o que prometeu (não se compara em termos de ligações e integrações, pode ser que mude).

Ao anunciar essa nova tecnologia sendo incorporada no navegador e buscador, a Microsoft não liberou o uso imediato, mas, fez uma espécie de "lista de espera", onde a pessoa deveria se inscrever para usá-lo no lançamento. Nessa época o ChatGPT da OpenAI estava com quedas frequentes no servidor devido ao excessivo acesso à plataforma em todo o mundo. Note que, duas semanas após o anúncio do novo Edge e Bing, turbinados com inteligência artificial, a Microsoft já havia recebido mais de um milhão de registro de 169 países para experimentar sua novidade. E chegou a ter um feedback positivo de mais de 70% dos utilizadores. Daí vieram o preview das versões mobile, e da atualização do Skype, especialmente nos smartphones. Ou seja, a novidade do Skype chegou num momento de hype e boas experiências, o que eleva o seu uso. De fato, ele já foi atualizado para mais de 100 idiomas, e possui mais de 36 milhões de usuários ativos diariamente. Haja servidor!


Portanto, sendo um pouco repetitivo, estamos vivendo um momento histórico no uso da inteligência artificial. E se 2023 é um marco, uma das estrelas dessa história certamente será a Microsoft. Independente de preferências e usos, ao incorporar a inteligência artificial em seu navegador, buscador e comunicador, deu uma importante contribuição na popularização da IA. Os capítulos que se desenrolarão disso, como a concorrência reagirá, como os profissionais de marketing e o mercado tratará a questão, parece só melhorar essa história. E você, já fez seus testes? Conta pra gente!

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Fonte

Criador de Imagens

WhatsApp Traz Melhorias


Quem lida com comunicação e marketing aqui no Brasil, fatalmente deve utilizar o WhatsApp. Aliás, todo mundo usa o W.A., não é verdade? Mas, neste mês o aplicativo trouxe duas novidades que são bem-vindas na área de comunicação e marketing. E antes que pense em comparar o aplicativo com o Telegram, a questão aqui é que você deve pensar no W.A. por causa dos usuários do aplicativo e não pelas funcionalidades, ou seja, a decisão não é técnica e sim estratégica. Caso o seu público já esteja no outro aplicativo, tudo bem. Vamos às novidades!

Gestão de Grupos No WhatsApp

Os grupos são uma ferramenta importante no WhatsApp. A Meta sabe disso e tem investido nessa funcionalidade. Não é por menos que existem várias plataformas pagas que atuam justamente nessa funcionalidade, para ajudar na gestão dos grupos. No ano passado foi incorporado ao aplicativo a função de "Comunidades", que já é foi um avanço na gestão dos grupos. Juntar vários grupos numa comunidade ajudou. Mas, ainda faltava algo para a gestão específica do grupo. Finalmente chegou! Agora os administradores dos grupos tem maiores poderes na gestão e os participantes podem navegar mais tranquilamente. 

O Administrador no Controle


Quando você compartilhava um link de convite para alguém entrar num grupo, essa pessoa que recebia podia divulgar o link e mais pessoas poderiam entrar através do mesmo link. Com isso, você meio que perdia o controle de quem estava entrando no grupo, a não ser que ficasse fiscalizando ali o tempo todo. Agora, foi implementada uma ferramenta que permite ao administrador decidir quem pode participar de um grupo, ou seja, a pessoa não entra automaticamente. Parece básico, mas, faz diferença. Ao compartilhar um link numa comunidade, ou deixar o grupo aberto, o admin tem mais controle da entra dos membros. O futuro participante entra com o link no grupo, mas, fica aguardando a autorização (entrada pendente), num sistema bem prático (veja na imagem). Tá, não é lá a grande sacada em gestão de grupos, mas, já ajuda.

Veja facilmente os grupos em comum


Sabe aquele grupo que você quer mandar o convite para um colega mas não sabe se ele já está no grupo ou não? Agora ao pesquisar o nome de um contato você pode ver se em quais grupos você e ele estão. Dessa forma, você pode saber quais grupos tem em comum com seus contatos. Você não lembra o nome do grupo mas sabe que fulana está nele, pode pesquisar pelo nome dela e verá o(s) grupo(s) em que vocês estão. Para quem é esquecido (como eu) a novidade é muito boa. 

Acredito que essas novas funcionalidades nos grupos apontam para uma tendência no aplicativo. Como disse, desde o ano passado eles tem investido na questão dos grupos e acho que não para por aí. A concorrência e as plataformas de W.A. demonstram que ainda há várias funcionalidades a serem implementadas e que seriam ótimas. Talvez, a chegada do Business Premium traga muito mais funcionalidades nos grupos. Inclusive, a próxima novidade já pode ser um indício que estão trabalhando nisso, a atualização do aplicativo para PC.

WhatsApp na Tela do Computador

Utilizar o WhatsApp no computador é muito útil. Apesar do aplicativo para o PC ou tablets não possuir todas as funcionalidades, o W.A. foi desenvolvido mesmo para smartphones, já ajuda muito. Além de agilizar o atendimento, você não precisa ficar o tempo todo olhando o celular. Ou seja, mais produtividade. E a boa notícia é que chegou uma atualização para o aplicativo no Windows.

Apesar de não haver mudanças na interface, os usuários de PC Windows notarão mais velocidade e estabilidade no aplicativo. Contudo, a grande novidade dessa atualização está nas chamadas de vídeo. Já dá para fazer uma videoconferência com até oito pessoas e chamada de áudio com até 32 pelo aplicativo. Certamente isso agiliza reuniões e assuntos, especialmente quando o grupo tem pessoas trabalhando no PC e outras na rua.  Com a atualização, houve melhorias na sincronização, prévias de links e figurinhas. Isso tudo sem deixar de lado o bordão "criptografia de ponta a ponta" independente do dispositivo. E caso você seja um feliz usuário de Mac, não se preocupe, o aplicativo já está na versão beta.

Por mim, quanto mais melhorias o WhatsApp tiver melhor. Conheço pessoas que dependem desse aplicativo para trabalhar, outras que o app tornou-se o principal canal de comunicação. Tudo indica que veremos em breve novas melhorias no aplicativo, e olha que no ano passado não foram poucas. Aguardemos!

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fonte

Mini Curso Canva - 01


Com mais de 15 bilhões de artes o Canva já se tornou a plataforma de design mais usada do planeta. Esse sucesso se deve em parte à facilidade de uso do aplicativo, onde até um leigo consegue utilizá-lo satisfatoriamente. Observe que eu não disse que se trata do melhor aplicativo, nem do único. Certamente existem muitas outras ferramentas por aí, mais profissionais, mais focadas em determinados usos. Contudo, o Canva traz um conjunto bem completo e certamente auxilia muito tanto profissionais quanto amadores. Incluo nesse grupo, estudantes em geral, professores, profissionais social media, comunicadores, secretárias, palestrantes, políticos, webdesigners, e por vai. Já vi muita gente utilizando o aplicativo a contento. Mas, gosto sempre de lembrar que, na frente da tela do aplicativo é que está o verdadeiro artista. Ou seja, mesmo com toda a ajuda e facilidade do Canva (inclusive em inteligência artificial) ele não substitui a “mão” do profissional. Dito isso, eu sei que com prática e uma ajudinha (tutorial) você poderá fazer bonito com o Canva.

Achei bem interessante, até aprendi bastante, esse mini-curso (com cara de tutorial) da Camila Alberti. Vou replicá-lo abaixo com o vídeo dela ensinando passo a passo. Ela dá aula sobre Canva já tem um tempinho e tem bastante alunos, com resultados incríveis. Deixarei o banner do curso dela também, caso tenha interesse em se aprofundar (vale muito a pena).

 




Primeiro Acesso

Caso já tenha uma conta no Canva, pode pular essa parte.

  1. Acesse o site: https://www.canva.com/pt_br/ .
  2. Clique no botão “registre-se grátis” - você poder se registrar com a sua conta do Google, Facebook ou através de um e-mail. Caso seja com e-mail, você deverá completar os seus dados: seu nome, seu e-mail e sua senha. Preencha o formulário e clique em "comece já a criar".
  3. Chegará em seu e-mail um código para ativar a conta. Na próxima tela que aparece você deve inserir esse código. Clique em "Pronto". Caso não tenha recebido o código no e-mail, clique em "reenviar o código" logo abaixo do botão.
  4. Agora sua conta foi ativada e aparece uma tela onde o Canva pergunta para qual uso você irá usar a plataforma. Escolha um clicando em cima da opção desejada.
  5. Em seguida, o Canva pede para você criar uma equipe. Isso não é necessário, é opcional. Caso queira criar uma, preencha o formulário, e clique em "Criar equipe". Caso contrário, clique em "Mais tarde". Sim, você pode fazer isso depois.
  6. O Canva ainda perguntará se você quer assinar o "Pro" e ganhar 30 dias grátis. Caso deseje, preencha o formulário com os dados de pagamento e o plano escolhido. Caso contrário clique em "Mais tarde".
  7. Abrirá então a tela inicial do Canva.

A Página Inicial do Canva

A página inicial do Canva já apresenta alguns recursos que por vezes são ignorados. Conhecendo melhor a página inicial você pode ganhar tempo e ir direto ao que deseja. Vamos aos elementos dessa parte importante:

  • Menu oculto - clicando nos três tracinhos do canto superior esquerdo da tela abrirá um menu. O menu mostrará:
    • um ícone (círculo) com as iniciais da sua conta e o tipo de conta (equipe, pessoal, grátis ou Pro). Caso sua conta seja grátis, pode aparecer abaixo um botão para fazer upgrade a conta Pro. 
    • uma casinha - que dá acesso a essa própria página inicial ao clicar nela.
    • Projetos (ícone de pastinhas) - é onde estão os designs recentes que você criou. Aqui você poderá visualizar todas as criações que foram feitas tanto por você como para sua equipe. Nessa página tem filtros para lhe ajudar a encontrar algum projeto específico. Você pode criar pastas para organizar suas artes nesse espaço (clicando em "+ adicionar"). Você ainda pode ver como lista ou grade, clicando no ícone de quadradinhos na lateral direita.
    • Modelos - dá acesso a vários modelos prontos para você se inspirar e usar. No menu abrem subcategorias e na tela ao lado aparecem também os formatos e categorias. O próprio Canva traz algumas sugestões, baseadas no seu histórico, região ou mais populares. Contudo, você pode fazer uma busca pelo tema que preferir.
    • Marca - essa opção aparece com um selo de uma coroa, o que indica que é um conteúdo disponível para a versão Pro da plataforma. Caso tenha adquirido essa versão, aqui você poderá adicionar um verdadeiro manual de identidade de sua marca. Com as cores (monte suas paletas de marca), fontes e logo. E você pode criar seus próprios modelos também que ficarão guardados por lá (tipo, um timbrado, uma vinheta, um modelo para e-mail mkt, e por aí vai).
    • Apps - Essa é uma área onde você pode habilitar alguns aplicativos extras e fazer muito mais com o Canva. Vamos destacar alguns: 
      • Planejador de conteúdo - um calendário editorial onde você pode inclusive programar postagens nas redes sociais. Nele você pode planejar suas artes e jobs. Muito útil!
      • Smartmockups - essa maravilha ajuda muito! Com ele você pode colocar a arte que fez numa estampa de camiseta, caneca, livro, etc. Faça mockups facilmente com ele.
      • Text to Image - A inteligência artificial ao seu serviço neste app. Digite a arte que gostaria, e ele faz para você. 
      • Youtube - caso queira adicionar vídeos do Youtube a algum projeto (como uma apresentação).
      • Enfim, muitos apps úteis que tornarão sua vida mais fácil no Canva.
    • Criar Uma Equipe - um pouco abaixo no menu Apps você verá um ícone que parece um prediozinho. Lá você poderá convidar pessoas para fazer parte de sua equipe e participar dos designs. Ele abrirá aquele pop-up do início quando você desbloqueou a conta.
    • Lixeira - Aqui você pode ver as artes que excluiu.
  • Menu Superior - ao lado do ícone dos três risquinhos no canto superior esquerdo tem outras opções da plataforma. Algumas passam batido, vamos a elas:
    • Canva - ao clicar na logo da plataforma ela te leva para a página inicial. Como se fosse a home mesmo.
    • Destaque - O Canva vai te sugerir alguns designs para fazer (Comece a Criar), ou algumas funcionalidades para você saber mais sobre elas (Saiba Mais). Por exemplo, você sabia que pode editar arquivos pdf gratuitamente diretamente no Canva? Ao clicar na opção "Editor de PDF" no submenu, te leva a uma página explicando como funciona esse editor.
    • Empresarial - Nessa aba o Canva mostrará várias opções para gestão da comunicação da empresa. Tem artigos, ferramentas, designs e recursos.
    • Educação - recursos especiais do Canva para estudantes, professores, escolas e profissionais. Com recursos, artigos e programas exclusivos para a educação.
    • Planos e Preços - mostra as opções de assinatura do Canva. Tem planos especiais para ONGs e para Educação.
    •  Aprenda - Nesse submenu você tem acesso a muito, muito material para aprender sobre design, artes e muito mais. Inclusive com um campo para suporte técnico.
    • Ícone da Tela - para baixar o app, celular ou desktop.
    • Ícone da engrenagem - leva para as configurações de sua conta.
    • Botão "Criar um Design" - abre opções para o formato do design que você quer criar.
    • Círculo com as iniciais - abre opções de sua conta, como indicar um amigo, a política de privacidade, baixar o aplicativo e a ajuda da plataforma.


Ainda na página inicial, no quadro abaixo do menu superior, o Canva traz um campo de busca e sugestões para sua criação. O campo de busca é potencialmente poderoso, pois te levará a sugestões dentro do tema que você está buscando.

Como dizia um amigo meu programador, a melhor forma de aprender de fato um aplicativo é usando ele. Contudo, querida mostrar essa tela inicial, onde muitos usuários passam direto para a criação do design e deixam algumas funções poderosas para trás.
Assistindo ao vídeo da professora Camila Alberti você ainda verá as ferramentas na parte de criação do aplicativo. Mas, isso não é tudo, ainda há muito a ser explorado. Trarei semanalmente novas postagens do mini-curso, inclusive com as outras 3 aulas da Camila Alberti. Por isso, assine a nossa newsletter para receber as novidades. Gostou? Se sim, vai gostar ainda mais do curso completo, se não, o ideal é o curso completo para você aprender muuuuito mais. Clique no banner e confira!


A Gestão de Tráfego Pago


Uma das áreas muito importante do marketing digital é a gestão de tráfego. Gostaria de refletir um pouco sobre essa área, o profissional, as plataformas, os resultados e dicas, enfim. Chegou a hora de conversarmos um pouco sobre esse assunto que hoje é um dos pontos chaves na maioria das estratégias de campanhas e na comunicação efetiva de marcas e produtos. Certamente, ao falarmos deste assunto, seremos confrontados por outros correlacionados como, planejamento, diagnóstico, copywriting, e por aí vai. Ou seja, iniciaremos hoje uma série de postagens, onde pretendo chegar em estratégias e técnicas de tráfego que mais tem funcionado em minha experiência, obviamente passando por dicas e reflexões. Apesar de não ter a pretensão de curso, espero contribuir tanto para quem é iniciante, quanto para gestores de tráfego mais experientes. Fique à vontade para comentar, escrever-me, com opiniões, sugestões e sua experiência.

Entenda pela expressão "tráfego pago" toda forma de anúncios pagos à plataformas na internet, seja Google, Facebook ou outra qualquer, com a intenção de trazer pessoas ao seu site de vendas ou publicação.

Tráfego Pago e o Google Ads

A pandemia trouxe um processo de digitalização forçada no mercado. As empresas foram obrigadas a vir para a internet para poder vender os seus produtos ou serviços. Por incrível que pareça, muitos ainda eram resistentes em investir dinheiro em campanhas online. E para vender produtos e serviços na internet, você precisa de tráfego pago. Assim, de 2019 para cá, podemos dizer que o volume de anúncios aumentou, e com isso, a necessidade de profissionais que compreendam essa ação. Contudo, antes de falar do gestor de tráfego, vamos refletir um pouco sobre isso que acabamos de dizer. Por quê algumas empresas não tinham campanhas de tráfego pago como estratégia comercial antes da pandemia? Os anúncio já funcionavam antes da pandemia?

No ano 2000 o Google lançou o Adwords, sua plataforma de anúncios, o que viria a ser a sua principal fonte de renda. Mesmo com o lançamento do Google Play (loja de aplicativos) em 2012, o Adwords já havia se tornado uma máquina de dinheiro impressionante. Naquele ano, fiquei impressionado com a notícia que o Google havia sido a empresa que mais havia faturado com publicidade no mundo. Foi então que eu percebi que uma mudança tinha ocorrido no meio publicitário, a mídia online estava rendendo mais do que a televisiva, por exemplo. Em 2016, com o lançamento dos anúncios no celular, a empresa deixou Facebook e Microsoft para trás, faturando mais de 21 bilhões de dólares naquele ano (e a publicidade representava cerca de 90% do faturamento do Google). Ou seja, naquela época já haviam milhares de empresas anunciando no Google diariamente. E as empresas só continuavam anunciando porque os anúncios retornavam em lucros. Em 2020 o Google bateria um recorde faturando lucro de US$ 41,2 bilhões, com receitas totais de US$ 182,5 bilhões, conseguindo aumentar essa façanha em para US$ 61,2 bilhões em 2021 (o que chamamos de efeito pandemia)*.



Apesar de no ano passado, 2022, ter havido uma queda no faturamento em relação à 2021 (caiu de US$ 61,2 bilhões para US$ 59 bilhões), podemos dizer que a tendência é o volume de anúncios continuar crescendo. As empresas já perceberam que elas vão precisar cada vez mais investir no ambiente digital. Assim, ter um orçamento separado para anúncios no Google, Meta, e outros, faz parte da gestão da sobrevivência de qualquer negócio hoje em dia. Se não for questão de sobrevivência, pelo menos posso dizer que aquele que não está anunciando, possivelmente está perdendo negócios, "deixando dinheiro na mesa". Mesmo assim, ainda hoje, há empresas e profissionais que não anunciam na internet. Alguns por motivos plausíveis, outros nem tanto. 

Tive um cliente, para o qual fizemos um plano de crescimento dos negócios com estratégias de marketing para aumento do share no interior, que não poderia fazer anúncios pagos, devido a uma política da marca representada. Outro, para qual trabalhamos com estratégias de branding e posicionamento, não podia fazer tráfego pago, pois já não conseguia atender à demanda de clientes. Mas, a maioria de clientes que me deparei que não fizeram anúncios online, foi devido a dificuldades de enxergar um retorno financeiro plausível através desse canal. Ou seja, o comerciante investia a vida toda em panfletagem e acreditava que aquilo que estava dando certo não era pra mudar.

Ainda bem que os números acima mostram o movimento contrário. Com esse volume todo de dinheiro sendo investido pelas empresas, você deve imaginar que não é qualquer um que cuidará dessa área. Por isso, surgiu o gestor de tráfego. Vamos falar um pouco desse profissional a seguir.

O Gestor de Tráfego

Nas agências de publicidade que passei, tínhamos um profissional chamado de "mídia". Ele era o responsável por além de ajudar na estratégia de campanha, cotar e fazer as veiculações dos anúncios publicitários. Assim, ele era a ponte da produção com as rádios, emissoras de tv, jornais, e assim por diante. Além de entender de publicidade, o mídia entendia dos formatos de mídia, programação, campanhas, negociação, e por aí vai. Costumo fazer um paralelo dessa função com a do gestor de tráfego nas agências digitais. Ele é o profissional que irá ajudar na estratégia do anúncio, saber escolher as principais plataformas para anunciar, além de configurar o anúncio, veicular e acompanhar os resultados. O que quero dizer, é que essa não é uma função de apenas operar uma ferramenta de publicação, o gestor de tráfego precisa ter qualificações que vão além da configuração do anúncio.

Pense comigo! Tendo em vista que as plataformas de anúncio, como o Google, geram sua renda a partir dos anúncios, elas tentam deixar o processo de "criar um anúncio" o mais simples e intuitivo possível, para que cada vez mais pessoas possam anunciar, não acha? Na verdade, até ajudam nesse processo. Contudo, apenas montar e veicular o anúncio é apenas uma parte do processo, e nem considero a mais importante. Algumas habilidades o gestor de tráfego precisa desenvolver, e citarei algumas.

A primeira, que pode parecer óbvia, mas é fundamental, justamente é aprender sobre tráfego. Isso implica em entender da jornada do cliente no digital, conceitos de SEO, a importância da página de destino, cookies, pixel, e por aí vai. E a coisa pode complicar um pouco quando você passa a pensar em UX (experiência do usuário), mobile marketing, apps (como WhatsApp) e até ações que envolvem e-mail. Entender como o internauta trafega, como ele chega até o destino que você quer, como e onde ele vê o seu anúncio, os "caminhos" por onde ele irá passar até realizar a ação pretendida. Isso é o tráfego! 

O gestor de tráfego precisa entender também como funciona uma campanha. Aliás, esse é o nome que as plataformas dão aos anúncios seja um ou conjunto deles, "campanha". Uma campanha tem objetivos (metas), período de veiculação, mídia, verba, público, e por aí vai.  Por exemplo, no FacebookAds, o gestor deve entender que cada objetivo de campanha é para um nível de conscientização que o potencial comprador tem. Deve-se usar cada objetivo de campanha, considerando não apenas o que o anunciante quer, mas o estágio em que a pessoa que será impactada pelo anuncio está, isso também se aplica no Google Ads. Dessa forma, se você coloca como objetivo uma conversa direta via messenger ou WhatsApp, está considerando que a pessoa já está com algum interesse e a venda é mais consultiva. O seu anúncio irá utilizar um vídeo, imagem? Como e quando usar cada um desses formatos faz toda diferença na campanha. Caso seja um anúncio de teasing, ou remarketing, os públicos são bem distintos. Algumas campanhas são necessários fazer testes de criativos, para depois ajustar a verba de campanha. E para não se perder, o bom e velho planejamento de campanha é fundamental.

As habilidades não param por aí. Já que falamos da jornada do cliente e nível de conscientização dele, isso também implica em conhecer os funis de vendas. E mesmo que as estratégias de funis estejam num outro departamento, geralmente a nível de diretoria ou gestão da empresa, o gestor de tráfego deve conhecer a respeito para montar a estratégia de campanha. Não adianta gerar o tráfego pago se não tem o funil de venda planejado. Deparei-me com algumas situações onde o anúncio apontava para um público de topo de funil e a empresa queria clientes prontos para comprar (fundo de funil). O erro aqui foi do gestor de tráfego, que sabia tudo sobre a plataforma, mas, quase nada sobre funil de vendas. Ou seja o custo por aquisição (CPA) estava bem além do esperado. 

Como foi dito, entender sobre o cliente é muito importante, e acrescento que é igualmente importante saber se comunicar com ele em cada fase (seja do funil ou da jornada). Estou referindo-me à habilidade de copywriting. Obviamente, por se tratar de uma profissão à parte, o ideal é ter um copywriter focado. Mas, sabemos que nem sempre essa é a realidade da maioria. O gestor de tráfego deve ter um mínimo de conhecimento sobre redação publicitária. Não adianta ter um anúncio muito bem configurado, no sentido técnico, um funil definido, mas, a comunicação errada. Costumo dizer que o anúncio pode da mesma forma atrair ou afugentar o cliente, dependendo da copy. E não trata-se apenas de saber termos de persuasão, isso o ChatGPT faz com maestria. A grande questão é ter clareza na comunicação, fazer ressoar a sua proposta de valor nas dores do cliente, como uma solução plausível e que faça sentido para ele.

Agora já posso falar, o gestor de tráfego deve dominar a ferramenta de publicação. Claro que isso faz diferença! O monitoramento do anúncio é essencial e saber definir as KPIs, como mensurar as métricas, onde modificar para que melhorar determinado dado, isso é fundamental. Por exemplo, teve uma campanha que estava performando bem e de repente começou a cair muito o resultado. Ficamos sem entender, até que pensamos que o problema poderia ser justamente uma limitação do lance por clique. Aumentamos o valor, e a campanha voltou a performar bem. Naquele período a concorrência havia aumentado, e apesar de todas as configurações estarem ok, esse limitador tirava nosso anúncio do páreo. O gestor deve saber exatamente o que cada item da plataforma faz, e como utilizá-lo em benefício próprio. Enfim, tem que dominar mesmo. Seja GoogleAds ou TikTokAds, quanto mais domínio da plataforma, melhor. Isso dará mais segurança ao gestor de tráfego e trará melhores anúncios. Mas, isso também tem a ver com a experiência. 

Recapitulando, o gestor de tráfego precisa conhecer sobre:

  • Tráfego (orgânico e pago);
  • Funcionamento de uma campanha;
  • Funil de vendas;
  • Copywriting;
  • Ferramenta de publicação.

Acabou por aí? Por incrível que pareça, não. Ainda acrescentaria, saber fazer um diagnóstico da concorrência, teste de palavras-chave, segmentação, e por aí vai.

Portanto, o gestor de tráfego deve saber sobre marketing digital. Na verdade, é bem difícil separar as coisas, tanto o gestor de tráfego deve compreender o marketing digital, como quem busca compreender o marketing digital deve entender a gestão de tráfego. Porém, existe uma formação específica e mais aprofundada em gestão de tráfego. Irei abordar em outras postagens algumas dicas e técnicas que uso no tráfego pago. Caso deseje aprender a fundo, clique no banner abaixo. Viva o gestor de tráfego! Sem ele, os bilhões movimentados na internet não seriam os mesmos.



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fonte: INFOMONEY

Inbound Marketing Significado, como funciona e como atrair clientes

Imagem conceitual sobre Inbound Marketing, mostrando como conteúdos e pontos de contato ajudam a atrair, engajar e conduzir clientes até a compra.


- atualizado - 

Nem sempre você precisa interromper o que o interlocutor está fazendo para chamar atenção para sua mensagem, ou seja, nem sempre as ações de marketing/publicidade precisam chegar ao público em momentos aleatórios em que ele não está buscando por ela. Algumas estratégias trabalham de outra maneira: criam valor, ganham visibilidade e permitem que o público chegue até a marca quando existe interesse. Essa é a lógica do Inbound Marketing.

A grande chave aqui está na palavra “atrair”.

Inbound Marketing: por que atrair em vez de interromper?

Podemos pensar a comunicação de marketing a partir de duas trilhas principais: uma em que a marca busca ser encontrada pelo público e outra em que ela busca ativamente a atenção das pessoas.

Não gosto muito de chamar a primeira de comunicação “passiva”, porque isso pode transmitir a ideia de algo estático. Na verdade, existe bastante estratégia por trás dela. A empresa produz conteúdo, constrói sua presença, coloca sua proposta de valor à mostra e cria condições para que pessoas interessadas encontrem a marca.

Na segunda trilha, a lógica é diferente. A empresa procura ativamente a atenção do público e o convida a realizar alguma ação, como conhecer um produto, visitar um site ou fazer uma compra. Os anúncios são um dos exemplos mais conhecidos desse tipo de abordagem.

De forma simplificada, podemos associar a primeira lógica ao Inbound Marketing e a segunda ao Outbound Marketing.

O Outbound está mais relacionado à busca ativa pela atenção do público. Já o Inbound procura construir visibilidade e relevância para que potenciais clientes cheguem até a marca quando estão procurando informações, soluções ou respostas para alguma necessidade.

É uma pequena mudança de perspectiva, mas com consequências importantes: em vez de pensar apenas em como levar a mensagem até as pessoas, passamos a pensar também em como criar as condições para que as pessoas encontrem a mensagem.

Na prática, Inbound e Outbound não são mundos separados. Muitas vezes utilizamos as mesmas ferramentas — redes sociais, e-mail marketing, anúncios, sites, landing pages e conteúdos — mas com objetivos e abordagens diferentes.

No Inbound, o foco está em criar conteúdo útil e relevante para que as pessoas possam encontrá-lo.

Mais do que divulgar: criar valor para ser encontrado

Imagine, por exemplo, uma confeitaria especializada em bolos de casamento.

Em vez de simplesmente anunciar:

“Faça seu bolo de casamento conosco.”

A confeitaria pode produzir conteúdos que respondam às dúvidas de quem está planejando o casamento:

  • Como escolher o tamanho do bolo para um casamento?

  • Quais sabores de bolo de casamento são mais procurados?

  • Como calcular a quantidade de bolo por convidado?

  • Qual a diferença entre buttercream e pasta americana?

  • Quanto custa, em média, um bolo de casamento?

  • Como escolher o bolo de acordo com o estilo da cerimônia?

Perceba o que está acontecendo. A empresa continua divulgando o seu produto, mas não começa pela venda. Ela começa pela necessidade do público.

Ao responder perguntas que potenciais clientes já estão fazendo, a confeitaria cria oportunidades para ser encontrada justamente por pessoas que têm interesse naquele assunto e, possivelmente, estão se aproximando de uma decisão de compra.

É aí que começa a lógica do Inbound Marketing.

Inbound Marketing é criar as condições para que sua marca seja encontrada pelas pessoas certas, no contexto e no momento em que sua mensagem pode ser relevante para elas.

Esse processo também ajuda a construir uma relação diferente com a audiência. Em vez de sentir que está apenas recebendo uma mensagem comercial, a pessoa encontra algo que pode ajudá-la a tomar uma decisão.

Isso é especialmente relevante em um cenário em que somos constantemente expostos a mensagens publicitárias. A quantidade de anúncios e estímulos comerciais aumentou significativamente, tornando cada vez mais difícil conquistar atenção apenas interrompendo o que as pessoas estão fazendo.

O Inbound procura contornar esse problema de outra maneira: em vez de disputar a atenção a qualquer custo, procura construir relevância.

Outro benefício importante é a possibilidade de conhecer melhor o público ao longo dessa interação. À medida que as pessoas consomem conteúdos, preenchem formulários, assinam uma newsletter, respondem a uma comunicação ou avançam em uma jornada de compra, a empresa pode obter informações que ajudam a compreender melhor seus interesses e necessidades.

Com o apoio de ferramentas de relacionamento com o cliente, como um CRM, essas informações podem ser organizadas para melhorar a comunicação e tornar as interações mais relevantes.

A automação de marketing também pode fazer parte dessa estratégia. Uma sequência de e-mails, por exemplo, pode ser programada para acompanhar uma pessoa que demonstrou interesse em determinado assunto, oferecendo novos conteúdos ou apresentando uma solução no momento adequado.

A automação não substitui o relacionamento. Ela ajuda a empresa a manter consistência e escala na comunicação.

Em resumo, o Inbound busca atrair, informar, engajar e reter. Em vez de depender exclusivamente da interrupção para chamar atenção, procura construir um ambiente em que as pessoas tenham motivos para se aproximar da marca.

Como funciona o Inbound Marketing?

Uma estratégia de Inbound Marketing começa antes da produção do conteúdo. É preciso entender quem é o público, quais são suas necessidades e em que momento da jornada ele está.

Nesse contexto, o conceito de persona pode ser útil para representar grupos de clientes com características, necessidades e comportamentos semelhantes. Mais importante do que criar uma descrição detalhada e fictícia, porém, é compreender as pessoas reais que a empresa pretende alcançar.

Também é necessário compreender a jornada do cliente: quais perguntas ele faz, quais problemas procura resolver, quais alternativas considera e quais informações podem ajudá-lo a avançar em sua decisão.

De maneira simplificada, podemos observar três grandes momentos nessa jornada:

  • Atração: o público procura informações, ideias e respostas para suas dúvidas;

  • Engajamento: começa a considerar soluções e a se relacionar de maneira mais próxima com determinadas marcas;

  • Deleite: depois da compra, a experiência positiva ajuda a fortalecer o relacionamento e pode estimular novas compras, indicações e fidelização.

No estágio de atração, a pessoa ainda pode estar distante de uma decisão de compra. Ela está pesquisando, aprendendo e tentando compreender melhor o problema.

É nesse momento que conteúdos educativos e informativos podem ajudar.

No estágio de engajamento, a pessoa já possui mais conhecimento sobre o problema e começa a avaliar alternativas. Aqui, a empresa pode apresentar suas soluções de maneira mais direta, mostrando como pode ajudar e quais diferenciais possui.

No estágio de deleite, a relação não termina com a venda. A empresa continua oferecendo valor, ajudando o cliente a obter bons resultados e criando experiências que fortaleçam o relacionamento.

É importante compreender que essa jornada não é necessariamente linear. Uma pessoa pode voltar a pesquisar, consumir novos conteúdos, fazer outra compra ou indicar a empresa para alguém. O relacionamento com a marca pode se transformar em um ciclo.

Por isso, o objetivo do Inbound não é apenas conduzir alguém até uma compra. É criar condições para que a marca permaneça relevante ao longo de diferentes momentos da relação com o cliente.

Como implementar uma estratégia de Inbound Marketing?

Antes de pensar em conteúdos, canais ou ferramentas, é preciso olhar para o marketing como parte de uma estratégia maior de marca.

O marketing é um dos componentes de ativação de uma estratégia de marca. A gestão de um negócio envolve decisões sobre posicionamento, mercado, público, oferta, comunicação e relacionamento. O Inbound precisa estar conectado a esse contexto.

Por isso, não existe uma estratégia de Inbound que possa ser simplesmente copiada de uma empresa para outra.

O primeiro passo é conhecer o público. Quais são suas necessidades? Quais problemas procura resolver? Quais dúvidas possui? O que influencia suas decisões?

Mas é preciso subir um nível e conhecer também a própria marca.

Qual valor a empresa tem a oferecer? Que problema consegue resolver? Por que alguém deveria escolhê-la em vez de outra alternativa?

Aqui entra a proposta de valor — aquilo que conecta as necessidades do público àquilo que a marca efetivamente pode oferecer.

Com essas informações mais claras, torna-se possível estabelecer os objetivos comerciais e de marketing da estratégia.

Depois, é hora de observar a jornada do cliente e identificar os pontos de contato em que a marca pode contribuir com informação, relacionamento ou uma oferta.

A partir daí, constrói-se o plano de conteúdo.

Pense no que seu público quer ver, ler, ouvir e com o que deseja interagir. Os conteúdos devem partir de questões reais do público e, ao mesmo tempo, estar relacionados ao universo da marca, ao seu conhecimento, aos seus produtos e aos problemas que ela consegue resolver.

Se você deseja algumas ideias para produção de conteúdo, pode conferir também os artigos Produzindo Conteúdo Digital: ideias para não ficar sem assunto e Engajamento e Vendas.

Depois, é necessário escolher os canais em que a estratégia será desenvolvida e adaptar o conteúdo para cada ponto de contato.

Voltando ao exemplo da confeitaria:

  • Um artigo sobre “como escolher o tamanho do bolo de casamento” pode trabalhar o estágio de atração;

  • Uma sequência de conteúdos ou e-mails apresentando sabores, estilos de bolo e diferenciais da confeitaria pode contribuir para o engajamento;

  • Um atendimento personalizado, uma degustação e, finalmente, a contratação do bolo fazem parte da experiência que pode levar ao deleite.

Depois da compra, a comunicação continua. Pode haver uma mensagem de agradecimento, orientações para o evento, um contato pós-venda, uma oferta para outra ocasião ou até um pedido de indicação.

O mesmo princípio pode ser aplicado a diferentes canais: blog, YouTube, redes sociais, e-mail marketing, WhatsApp, landing pages e outros pontos de contato.

O importante é que esses canais não funcionem como peças isoladas. Eles devem fazer parte de uma estratégia de comunicação coerente, em que cada conteúdo tenha uma função dentro da jornada.

E há um ponto fundamental: conteúdo de qualidade é indispensável.

Se o conteúdo não ajuda, não informa, não entretém ou não resolve nenhuma dúvida relevante, ele pode produzir o efeito contrário ao desejado. Em vez de aproximar, pode afastar o público.

nfográfico sobre a jornada do cliente no Inbound Marketing, dividida em atração, engajamento e deleite, com objetivos e exemplos de conteúdos em cada etapa e como implementar o inbound marketing.


Inbound Marketing não é apenas produzir conteúdo

É comum associar Inbound Marketing à produção de conteúdo. Embora o conteúdo seja uma peça fundamental, ele não é a estratégia inteira.

Produzir dezenas de posts, vídeos ou e-mails não significa necessariamente fazer Inbound Marketing.

Existe uma diferença entre produzir conteúdo e usar conteúdo estrategicamente.

Uma estratégia de Inbound precisa estar conectada aos objetivos da empresa, ao posicionamento da marca, ao conhecimento do público, à jornada do cliente e à proposta de valor.

O conteúdo é o meio pelo qual a marca pode entregar valor e conquistar relevância. A estratégia é que determina o que dizer, para quem, em qual momento, por qual canal e com qual objetivo.

É essa conexão que transforma uma publicação isolada em parte de uma estratégia de marketing.

Ser encontrado é apenas o começo

Inbound Marketing não é simplesmente uma maneira diferente de anunciar. É uma mudança na lógica da comunicação: em vez de colocar a mensagem da marca no caminho das pessoas, a estratégia procura criar valor suficiente para que as pessoas tenham motivos para encontrar, conhecer e se aproximar da marca.

Isso não significa que o Outbound deixou de ter importância. Anúncios, campanhas e ações de prospecção continuam sendo ferramentas importantes de marketing. A questão é entender quando, por que e para quem cada estratégia deve ser utilizada.

O Inbound ganha força justamente quando a empresa consegue conectar três elementos: aquilo que o público procura, aquilo que a marca sabe fazer e aquilo que ela tem de relevante para oferecer.

Por isso, uma boa estratégia de Inbound começa muito antes da publicação do primeiro conteúdo. Ela começa com o entendimento do mercado, do público, da jornada do cliente e da própria proposta de valor da marca.

Quando esses elementos estão alinhados, o conteúdo deixa de ser apenas uma publicação e passa a cumprir uma função estratégica: atrair as pessoas certas, construir relacionamento e criar condições para que uma oportunidade de negócio aconteça.

No fim, talvez a melhor pergunta não seja apenas “como vender mais?”, mas:

O que a minha marca pode oferecer de valor para que as pessoas certas queiram encontrá-la?

Quer saber como o Inbound Marketing está sendo aplicado atualmente? Leia também: Inbound Marketing: ainda funciona em 2026?

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