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O Marketing Digital Mudou?

 Evolução do marketing digital do computador antigo ao smartphone com inteligência artificial

Outro dia fui surpreendido com uma pergunta: “O Marketing Digital mudou?”

Em vez de dar uma resposta direta, a pergunta me levou a uma reflexão mais profunda. Afinal, acompanho o marketing digital há bastante tempo e tive a oportunidade de vivenciar algumas dessas mudanças de perto.

Por isso, gostaria de compartilhar parte dessa reflexão aqui, trazendo alguns pontos que considero importantes — e algumas histórias que ajudam a demonstrar como o marketing digital foi se transformando ao longo dos anos.

Eu estava lá no começo

Lembro-me bem do início do que chamamos de marketing digital.

Eram campanhas de e-mail em massa, landing pages simples com formulários, banners clicáveis em sites, os primeiros anúncios no Google e as fanpages no Facebook. Também tivemos Google Plus, Orkut e Foursquare — redes sociais que fizeram parte dessa história, mas que hoje nem existem mais.

Havia ainda o uso de técnicas de black hat para tentar melhorar o posicionamento dos sites nos buscadores.

Sim, eu estava lá.

Muita coisa nem sempre era simples de se fazer. Haviam poucas ferramentas e poucos recursos disponíveis. Algumas estratégias funcionavam, outras acabavam se tornando pura perda de tempo. Mas uma coisa todos nós sabíamos: existia um potencial gigantesco no marketing digital.

Do início dos anos 2000 para cá, muita coisa mudou no mundo, especialmente no ambiente digital. E, claro, o marketing digital também mudou.

Ele amadureceu. Novas ferramentas surgiram. A forma de se comunicar mudou, o alcance aumentou, o envolvimento da sociedade com o ambiente digital se transformou e a presença das empresas nesse universo se tornou cada vez maior.

Eu diria que uma das maiores mudanças foi justamente esta:

O marketing digital deixou de ser uma promessa e tornou-se protagonista do mercado.

E tenho algumas experiências que demonstram muito bem essa transformação.

Quando o digital deixou de ser “uma aposta”

Em 2006, fui convidado para ajudar no início da formação do que chamaram de “equipe online” da área comercial de uma imobiliária em Brasília. Éramos três pessoas, colocadas em um quartinho minúsculo, numa espécie de porão do prédio. Quase ninguém ia até lá.

Nossa responsabilidade era montar os anúncios dos imóveis, fazer a divulgação por e-mail e realizar alguns atendimentos. Nenhuma gerência quis abraçar aquela equipe. A preferência deles era continuar focando no método tradicional de trabalho, especialmente em ações de rua. A equipe online era, de certa forma, ridicularizada pelos demais profissionais.

E isso acontecia justamente em um momento em que Brasília estava fervendo no mercado imobiliário, com a região Sudoeste em forte movimento e o lançamento da novíssima região Noroeste se aproximando.

Os três rapazes do digital ficaram sob a tutela direta de um dos diretores da empresa. Era ele quem acreditava no projeto. E, claro, nós também sabíamos muito bem o potencial do marketing digital. Trabalhamos muito!

Depois de dois anos, aquela pequena equipe havia chegado ao primeiro lugar nas vendas, batendo o recorde da imobiliária.

Não preciso dizer que, pouco tempo depois, aquela equipe se tornou uma gerência independente, com uma estrutura muito maior.

Aquele episódio representa, para mim, uma das primeiras grandes mudanças do marketing digital: ele começou a demonstrar sua força como ferramenta de comunicação e, principalmente, como canal comercial.

Hoje, aquela equipe não existe mais. Mas não porque o digital perdeu importância. É justamente o contrário.

Todas as equipes de vendas passaram a ser, obrigatoriamente, “online”.

E talvez essa seja outra grande mudança do marketing digital: ele deixou de ser uma opção de atuação comercial e passou a ser uma necessidade para quem deseja atuar comercialmente.

O mundo mudou. A forma como as pessoas se comunicam mudou. E o marketing foi junto.

A pandemia acelerou tudo

Se o marketing digital já vinha ganhando espaço, um acontecimento acelerou essa transformação de maneira extraordinária: a pandemia de COVID-19.

A pandemia não criou o marketing digital, mas acelerou sua adoção em uma velocidade que poucos poderiam imaginar. Em poucos meses, empresas e consumidores foram obrigados a transferir para o ambiente digital atividades que antes aconteciam presencialmente. Reuniões, aulas, atendimentos, compras, vendas, relacionamento com clientes e até pequenas interações do cotidiano passaram a acontecer pela internet.

O que antes era uma tendência passou, em muitos casos, a ser uma necessidade.

Em março de 2020, no início daquele período, escrevi sobre essa transformação no artigo “Marketing Digital em Tempos de...”, quando ainda estávamos tentando compreender o impacto que aquele novo cenário teria sobre a comunicação e os negócios.

Olhando hoje para aquele período, fica ainda mais evidente o quanto aquela mudança foi significativa.

Para muitas empresas, o digital deixou de ser apenas um canal complementar e passou a ser uma das principais — ou, em determinados momentos, a única — forma de manter o relacionamento com clientes e continuar vendendo. A pandemia não inventou uma nova realidade. Ela acelerou uma transformação que já estava acontecendo.

E esse talvez seja um dos aspectos mais interessantes da história do marketing digital: muitas das mudanças que pareciam distantes simplesmente passaram a acontecer muito mais rápido.

Quando o mobile marketing ainda era novidade

Outro exemplo prático dessa transformação aconteceu em um trabalho que fizemos para um restaurante. Na época, eu trabalhava em uma agência de publicidade e tínhamos a conta de um grande restaurante. Juntamente com um colega de trabalho, tivemos contato com uma matéria de um MBA da Flórida que apresentava uma novidade na época: o mobile marketing.

Apesar da realidade daquele mercado ser bastante diferente da nossa, sabíamos que aquilo era uma tendência que, mais cedo ou mais tarde, chegaria forte ao Brasil. E havia uma razão para acreditarmos nisso: os smartphones estavam começando a transformar a maneira como as pessoas acessavam a internet.

Em 2012, porém, os smartphones ainda não eram uma unanimidade no Brasil. Ter um celular com acesso constante à internet estava longe de ser uma realidade tão comum quanto é hoje. Mas já era possível perceber para onde o comportamento estava caminhando.

A popularização dos smartphones mudaria não apenas a forma como acessamos a internet, mas também a maneira como nos relacionamos com informação, marcas e publicidade. O celular passou a acompanhar o consumidor praticamente o tempo todo. Isso criou um novo contexto para a comunicação. O consumidor passou a estar conectado em diferentes lugares, momentos e situações, e isso também mudou a maneira como ele reage aos anúncios.

Aproveitamos aquele conteúdo sobre mobile marketing para criar uma ação para o restaurante.

Instalamos um totem que disparava um voucher com desconto para almoço diretamente no celular de quem passasse em frente ao estabelecimento. A tecnologia chamava bastante atenção. Muitos motoristas paravam o carro e vinham curiosos para saber do que se tratava e como havíamos feito aquilo.

Era uma ação inovadora. Mas, infelizmente, o custo da ação não foi tão compensador quanto esperávamos.

O motivo, olhando hoje, parece bastante claro: o público ainda não estava preparado para aquela experiência.

O mobile marketing era uma novidade em 2012 e ainda era uma opção — por vezes rejeitada — dentro do marketing digital. O que naquela época parecia uma novidade ou até uma aposta passou a fazer parte do cotidiano. Hoje, pensar em marketing digital sem considerar o ambiente mobile é praticamente impossível. O mobile deixou de ser uma possibilidade e passou a ser parte essencial de qualquer estratégia digital.

E esse caso demonstra algo importante: às vezes, a tecnologia chega antes do comportamento.

O profissional de marketing precisa não apenas enxergar o que a tecnologia permite fazer, mas também entender se o público está preparado para aquilo.

A terceira grande mudança: a Inteligência Artificial

A terceira grande camada de mudança no marketing digital que eu destacaria é a chegada da Inteligência Artificial, especialmente com a popularização dos modelos de linguagem de grande escala (LLMs). Depois da popularização da IA por meio de plataformas acessíveis ao público, o trabalho do profissional de marketing ganhou uma grande aliada.

Meu primeiro contato com Inteligência Artificial aconteceu ainda na faculdade de Gestão da Informação, em 2018, na UFG.

Naquele contexto, aprendi algo que considero fundamental até hoje: as informações de entrada — o prompt — interferem diretamente no resultado final. Ou seja, quanto mais clareza você tiver sobre aquilo que deseja obter, maiores são as chances de conseguir um resultado útil.

Durante o período da pandemia, vi muitos “gurus” confundirem o uso da IA, ensinando, por exemplo, prompts para fazer a ferramenta se comportar segundo personas criadas. Isso, na minha visão, demonstrava uma compreensão bastante limitada sobre o funcionamento da ferramenta. Não adianta simplesmente dizer ao ChatGPT:

“Comporte-se como um copywriter experiente de uma grande agência.”

Se eu não tiver o mínimo de conhecimento sobre o produto final que espero, se não fornecer informações relevantes para o trabalho — como público-alvo, objetivo do projeto e referências ou benchmarks — e, principalmente, se não souber estabelecer limites e dizer também o que não quero que seja feito, o resultado provavelmente não será aquilo que espero.

Por outro lado, um copywriter profissional pode utilizar a IA de uma maneira completamente diferente.

Ele já sabe quais informações são pertinentes, consegue fornecer um direcionamento mais preciso, avaliar criticamente os resultados e utilizar a ferramenta para ganhar tempo e ampliar suas possibilidades.

Imagine, por exemplo, precisar escrever 100 títulos para escolher apenas um para uma peça publicitária. Eu já passei por isso. Leva um tempão. Com a IA, leva cinco minutos.

Mas existe um detalhe importante: a velocidade da IA não substitui o olhar do profissional.

O profissional sabe avaliar melhor o resultado final, perceber se aquele título realmente conversa com o público, identificar problemas de comunicação e escolher o que faz sentido para o objetivo da campanha.

É aí que, para mim, está uma das grandes mudanças trazidas pela IA.

De ferramenta pontual a parceira de trabalho

No início, a Inteligência Artificial podia ser encarada como uma ferramenta para usos pontuais. Hoje, ela passou a fazer parte do dia a dia de muitos profissionais de marketing.

  • Pesquisa de mercado.
  • Produção de peças, incluindo imagens e vídeos.
  • Criação de textos para peças e anúncios.
  • Análise de relatórios.
  • Geração de ideias.
  • Pesquisa e organização de informações.
  • E muito mais.

Esse uso está se tornando cada vez mais natural. E, ao menos no marketing, acredito que estamos diante de um caminho sem volta. Isso não significa que a IA fará o trabalho do profissional de marketing. Significa que o profissional de marketing que sabe utilizar a IA passa a ter novas possibilidades para fazer seu trabalho.

A tecnologia mudou a velocidade, a escala e as possibilidades. Mas não eliminou a necessidade de estratégia.

Então, o Marketing Digital mudou?

Volto à pergunta inicial:

O marketing digital mudou?

Conforme tudo o que vimos, a resposta é sim.

Mudou muito!

  • Mudaram as ferramentas.
  • Mudaram os canais.
  • Mudou a velocidade de produção.
  • Mudou a forma como as pessoas consomem informação.
  • Mudou a maneira como as empresas se comunicam.
  • Mudou a relação entre marcas e consumidores.

E agora estamos vivendo mais uma transformação com a Inteligência Artificial.

Mas algumas coisas fundamentais do marketing digital não mudaram.

  • Ainda é necessário pesquisar para entender o mercado.
  • Ainda é necessário buscar estratégias para alcançar o público-alvo.
  • Ainda precisamos de criatividade para desenvolver peças e campanhas.
  • Ainda é necessário trabalhar com consistência.
  • E, principalmente, ainda precisamos analisar os resultados.

Talvez a grande mudança esteja no “como” fazer.

Mas o “o que” fazer continua valendo.

E talvez essa seja uma das maiores lições que essas mudanças me ensinaram ao longo dos anos:

As ferramentas mudam, os canais mudam, a tecnologia muda — mas os fundamentos do marketing permanecem.

Quem entende os fundamentos consegue aprender as novas ferramentas. Quem conhece apenas a ferramenta pode acabar ficando perdido quando ela mudar.

E você, percebeu essas mudanças?

Agora quero ouvir de você.

Você acompanhou alguma dessas transformações do marketing digital?

Lembra de algum formato de anúncio que hoje parece estranho, mas que já foi uma grande novidade?

E-mail marketing, banners, redes sociais, mobile, anúncios em buscadores, vídeos, influenciadores, Inteligência Artificial... Como foi a sua experiência com essas mudanças?

Compartilhe nos comentários.

Afinal, o marketing digital continua mudando — e essa história ainda está longe de terminar.


A Verdade no Copywriting

 


Recentemente presenteei-me  com o excelente livro do Paulo Maccedo intitulado: Copywriting - O Método Centenário de Escrita Mais Cobiçado do Mercado Americano. O livro é muito bem escrito, nem precisava dizer, recheado de dicas valiosas, e em breve poderei fazer uma analise dele (não é promessa). Porém, quero trazer aqui uma discussão, presente no livro, sobre a verdade no copywriting

A bem dizer, o livro não traz uma discussão, e sim cita um dos grandes (publicitários) copywriters da história, John Emory Powers, e seu estilo único. Um homem aparentemente sisudo, de difícil trato, com um início de vida que nada tinha a ver com a publicidade. O sr. Powers atuou principalmente no final do século XIX, quando a publicidade começava a ganhar força no pós revolução industrial. Nessa época a publicidade era principalmente escrita, com anúncios em jornais e revistas. Assim, Powers inovou com técnicas que mais tarde seriam bastante conhecidas, como, anúncios de uma página com storytelling, degustação de produtos e uma comunicação direta e com o uso da verdade.

Exatamente com frases curtas, diretas, uma mensagem certeira, firmou-se a marca desse grande copywriter. Mas, essa maturidade de escrita só veio após muita prática e treino. E vamos combinar que, precisou de muita confiança e coragem para o seu estilo de escrita. Veja alguns exemplos de chamadas publicitárias dele que ficaram famosas:

"Temos muitos tecidos podres e coisas das quais queremos nos livrar."

Ele escreveu esse anúncio quando trabalhava para a Wanamaker e foi-lhe dito que um departamento precisava se livrar de "tecidos podres. No dia em que o anúncio saiu, todo o estoque acabou antes do meio-dia, venderam tudo! Outro anúncio dele dizia:

"O preço é monstruoso, mas isso não é da nossa conta." 

Um que promovia gravatas dizia: 

"Elas não são tão boas quanto parecem, mas são boas o suficientes - e custam apenas 25 centavos."

Contudo, um que certamente precisou de muita coragem foi o que fez para uma empresa de roupas à beira da falência. Foi publicado assim:

"Estamos falidos. Este anúncio fará com que nossos credores acabem com a gente. Mas se você vier comprar amanhã, teremos dinheiro para atendê-los. Se não, iremos à falência." 

O resultado foi um aumento imediato nas vendas e a salvação da empresa.

John Powers é lembrado como o primeiro redator publicitário de tempo integral e abriu a era de ouro dos grandes copywriters. O estilo direto e de falar a verdade demonstrou que a comunicação não precisa ser floreada, hiperbólica e muitas vezes com inverdades, para se vender.  Ou seja, nada de enganar ou contar meias verdades para atrair o cliente. E a pergunta que me faço é, porque vemos tão pouco desse estilo hoje em dia?

Quando faço um diagnóstico buscando os diferenciais de um produto ou serviço a ser divulgado, a ideia inicial é entender o que é próprio daquilo, ou seja, qual a verdade sobre aquilo que pode ser um atrativo. Porém, já me deparei com empresários que simplesmente queriam divulgar características ou qualificações que simplesmente não existiam. O mais comum é ouvir de clientes que o produto (ou serviço) dele é "o melhor" ou que tem "o melhor custo-benefício" do mercado. Adjetivos que nem sempre são verdadeiros. Essa comunicação, ao meu ver, acaba gerando um efeito muito negativo para a marca, pois, a expectativa do cliente acaba sendo frustrada. E sim, tem um jeito certo de falar dos diferenciais sem enganar ou florear. E caso não exista, sejamos sinceros e que se busque a melhoria daquele produto/serviço.

Recentemente, fiz uma copy para uma campanha de uma escola que atendia a educação infantil. O foco era trazer matrículas de crianças (bebês) de 1 a 4 anos. A chamada que usei foi "O Segundo Melhor Lugar Para o Seu Filho Estar", e daí apareciam imagens, vídeos (dependendo da mídia) com os diferenciais. A pergunta que surgiria na cabeça do interlocutor seria "qual é o primeiro lugar?"; e a resposta, obviamente, é o lar da criança (para essa faixa-etária). Essa é a verdade! Seja pedagogicamente ou de qualquer olhar que você tenha no desenvolvimento infantil (emocional ou cognitivo). Mas, se os pais precisam trabalhar, o segundo melhor lugar, seria a escolinha, que no caso, era uma excelente escola. Porém, a campanha não foi aprovada. Por imposição da direção da escola, a chamada publicada foi "O Melhor Lugar Para o Seu Filho Estar". Nunca saberemos como seria o resultado em termos de matrículas da primeira opção, mas, o da segunda, não foi muito bom.

Em minha opinião, vivemos em dias de copys muito fracas que se valem de subterfúgios emocionais baratos, clickbaits, promessas falsas e técnicas para camuflar um produto para que seja vendido. Claro que não posso generalizar, pois, também vemos grandes e inteligentes anúncios, profissionais sérios e empresas que prezam pela sua marca. Mas, talvez, por causa do esquecimento das técnicas de Powers, da falta de verdade, algumas pessoas relacionam anúncios e propagandas como enganadores para fisgar o cliente desavisado. E eu nem estou falando de empresas fraudulentas e golpes que circulam por aí!

E você, o que achou da técnica de John Powers? Como vê os anúncios que aparecem diariamente em redes sociais, sites e buscadores? Será que a inteligência artificial conseguirá melhorar a qualidade do que vemos, no sentido de mais verdades, ou irá mais para o lado de gatilhos emocionais?
Para esse grande publicitário um bom anúncio mistura simplicidade, verdade e ousadia.


A Inteligência por Trás do Edge e Bing


A nova integração do Bing com o Skype permite que os usuários realizem pesquisas em chamadas em grupo ao adicionar o chatbot à conversa. Além disso, o novo Bing no Skype pode fornecer respostas úteis e em tempo real a todas as suas perguntas. O Bing é ótimo para conversar com amigos e familiares porque pode fornecer informações úteis, jogos divertidos e sugestões. O novo Bing no Skype é seu copiloto alimentado por IA e pode fornecer respostas úteis às suas perguntas. Se você precisa de uma resposta rápida ou algo mais detalhado, o Bing usa os últimos avanços na tecnologia de IA para você. Acrescento que, este parágrafo foi o próprio Bing no Skype quem o criou.

 Já faz uns dias que estou querendo tratar desse assunto aqui, mas, estava esperando as novidades se concretizarem. Enfim o dia chegou, e falaremos sobre a inteligência artificial por trás do navegador  Microsoft Edge e do seu buscador Bing. 

Acontece que em fevereiro a Microsoft anunciou a chegada do novo Microsoft Edge e da nova versão do Bing. De fato, o navegador web que já vinha desde o ano passado recebendo muitas integrações e melhorias, foi "bombado" com inteligência artificial. A recente ação da Microsoft investindo bilhões na OpenAi, startup que fez o ChatGPT, trouxe frutos em vários aplicativos, especialmente nesses focados na web. Até mesmo o Skype que recebeu a integração do Bing, trazendo o buscador para sua interface. E nessa semana finalmente saiu o "Criador de Imagens" do Bing. É tipo um MidJourney, só que da Microsoft e dentro do Bing. Claro que testei tudo e gostei bastante do resultado!


A Microsoft na Guerra dos Dados

O que a Microsoft ganha investindo bilhões em seus aplicativos web, como o navegador Edge? E o que isso tem a ver com marketing? Bom, se você assim como eu, acompanhou a guerra dos navegadores nos anos 90 (conhecida como guerra dos browsers), sabe que esse é um terreno muito lucrativo. Simplesmente por causa dos dados da sua navegação. Sim, isso vale muito dinheiro, especialmente multiplicado por milhões de pessoas. As recentes leis de proteção de dados e acordos em toda parte do mundo são justamente por causa disso. Ou seja, até alguns anos atrás, se você acessasse um blog sobre veículos, em pouco tempo estaria visualizando propaganda sobre venda de carros em suas navegações na web, e-mail e por aí vai. Daí, a empresa que fosse detentora do seu navegador preferido, receberia os seus dados. Estavam fortes nessa briga o Internet Explorer, da Microsoft e o Netscape, que depois lançou o Projeto Mozilla (que conhecemos hoje como Firefox). Por muitos anos a Netscape dominou o mercado, depois a Microsoft chegou à liderança; e em 2008 entrou na briga o Chrome da Google. Apesar de estar sendo extremamente superficial ao falar de browsers, pois existem vários outros não citados, o meu foco é enfatizar essa briga comercial pelos dados e como os usuários podem pular de um navegador para outro no decorrer dos anos.

A mesma lógica aplica-se aos buscadores, como o Bing e o Google. Que além de coletar dados das suas buscas, ainda vendem espaço publicitário. Quanto mais usuários em determinado buscador, maior o interesse dos anunciantes nesses espaços. E para o meu espanto, percebi um aumento de anunciantes no Bing num diagnóstico que fiz para um cliente no início de março. Ou seja, os investimentos da Microsoft já estão trazendo resultados ao Bing. A meu ver ela (Microsoft) ganhou muitos pontos nessa corrida, e a Google ainda não conseguiu dar uma resposta com a sua inteligência artificial "Bard".
Claro que ainda veremos muito mais no decorrer desse ano, que já se mostrou um marco no uso da I.A.. Porém, uma coisa que a história nos mostra é que o mercado pode mudar abruptamente nessa guerra, e há indícios fortes dessa mudança. Caso você seja um gestor de tráfego e nunca tenha anunciado no Bing ainda, sugiro fazer uma pesquisa e teste. A grande verdade é que, o Microsoft Edge com o Bing podem até não ser o seu navegador e buscador preferidos, mas, que eles estão bem melhores do que antes, sem dúvida. Vou além, em minha opinião, melhores que o Chrome e Google, graças à inteligência artificial. Porém, ainda é muito cedo para falar numa virada, especialmente pela Google possuir sua gigante base de dados e capilaridade em todo o mundo.


Claro que cada navegador terá o seu ponto forte e fraco. No caso do Edge, ele tem algumas vantagens bem convincentes. Uma delas é que ele é mais rápido e menos pesado. Quem usa computadores mais antigos devem saber bem que o terror do consumo de memória e desempenho são os navegadores. Especialmente quando várias abas são abertas. Não preciso citar nenhum benchmark específico, faça você mesmo o teste e verá. Outra vantagem, especialmente para os usuários de aplicativos da Microsoft, principalmente do Microsoft 365, é a sua integração. Através da conta Microsoft, pode facilmente gerencia tudo que há nele, inclusive ao ecossistema da empresa. Mas, confesso que a função que mais me agrada nele é o modo leitorO modo de leitor é uma ferramenta que permite que você leia artigos da web sem distrações. Ele remove anúncios, imagens e outros elementos da página para que você possa se concentrar no texto. Além disso, o Edge tem funções de privacidade e segurança reforçadas para usuários no iOS e no Android. O navegador também é compatível com extensões do Chrome e tem customização de perfis. Junte tudo isso à inteligência artificial e, Bing! (desculpe o trocadilho)

Quando você está navegando através do Edge, o Bing já é nativo, o buscador está lá. O Bing tem uma interface limpa e fácil de usar. Você notará a diferença nas respostas de sua busca, com algumas sugestões e opções, como busca com imagens, voz e até o chat (você conversa com o buscador como se ele fosse um assistente). Especialmente a função de chat, muda a abordagem na busca. Por exemplo, ao invés de fazer a busca colocando um termo: "opções para jantar", você pode ser mais intimista: "Preciso fazer um jantar para 6 pessoas que não comem nozes ou frutos do mar. Você pode sugerir um menu de 3 pratos?". Parece algo simples, mas, essa abordagem te faz ganhar muito tempo abrindo os resultados das buscas para encontrar algo que o agrade. E como disse, o Bing tem o "Criador de Imagens". Não é uma busca de imagens, mas, ele irá criar uma imagem nova de acordo com a sua descrição. A ilustração no topo do artigo foi feita lá. Como já falamos sobre o uso da inteligência artificial no marketing em outro post (clique), não preciso entrar nesse mérito por aqui. Mas, para produtores de conteúdo, poder fazer pesquisa, ter sugestões de texto e ainda ilustrar no mesmo lugar, é muito bom. Sem falar que na outra aba já está aberta a página do blog ou rede social onde será inserido o conteúdo.

Comunicando a Gente Se Entende


Precisamos falar do
Skype. Ele faz parte dessa onda de inteligência artificial da Microsoft, mas, não é só isso. Apesar de não pretender contar a história do Skype aqui, esse aplicativo já tem alguns anos no mercado e com melhorias impressionantes. Vou resumir apenas dizendo que se não fosse pelo WhatsApp, provavelmente você o estaria utilizando em seus negócios e até com amigos e familiares. E só vou falar dele aqui, graças à integração com o Bing.

Em março de 2020, o Skype foi usado por 100 milhões de pessoas em um único mês e por 40 milhões de pessoas diariamente. O novo Skype está disponível em todo o mundo e a nova versão saiu primeiro nos dispositivos móveis para depois chegar ao desktop. Como disse, a nossa percepção do Skype talvez não seja tão boa graças à popularização do WhatsApp no Brasil. Mas, no mundo todo o contexto muda, e a Microsoft pontua mais uma vez, tendo em vista que o Meet da Google não cumpriu o que prometeu (não se compara em termos de ligações e integrações, pode ser que mude).

Ao anunciar essa nova tecnologia sendo incorporada no navegador e buscador, a Microsoft não liberou o uso imediato, mas, fez uma espécie de "lista de espera", onde a pessoa deveria se inscrever para usá-lo no lançamento. Nessa época o ChatGPT da OpenAI estava com quedas frequentes no servidor devido ao excessivo acesso à plataforma em todo o mundo. Note que, duas semanas após o anúncio do novo Edge e Bing, turbinados com inteligência artificial, a Microsoft já havia recebido mais de um milhão de registro de 169 países para experimentar sua novidade. E chegou a ter um feedback positivo de mais de 70% dos utilizadores. Daí vieram o preview das versões mobile, e da atualização do Skype, especialmente nos smartphones. Ou seja, a novidade do Skype chegou num momento de hype e boas experiências, o que eleva o seu uso. De fato, ele já foi atualizado para mais de 100 idiomas, e possui mais de 36 milhões de usuários ativos diariamente. Haja servidor!


Portanto, sendo um pouco repetitivo, estamos vivendo um momento histórico no uso da inteligência artificial. E se 2023 é um marco, uma das estrelas dessa história certamente será a Microsoft. Independente de preferências e usos, ao incorporar a inteligência artificial em seu navegador, buscador e comunicador, deu uma importante contribuição na popularização da IA. Os capítulos que se desenrolarão disso, como a concorrência reagirá, como os profissionais de marketing e o mercado tratará a questão, parece só melhorar essa história. E você, já fez seus testes? Conta pra gente!

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Fonte

Criador de Imagens

A Gestão de Tráfego Pago


Uma das áreas muito importante do marketing digital é a gestão de tráfego. Gostaria de refletir um pouco sobre essa área, o profissional, as plataformas, os resultados e dicas, enfim. Chegou a hora de conversarmos um pouco sobre esse assunto que hoje é um dos pontos chaves na maioria das estratégias de campanhas e na comunicação efetiva de marcas e produtos. Certamente, ao falarmos deste assunto, seremos confrontados por outros correlacionados como, planejamento, diagnóstico, copywriting, e por aí vai. Ou seja, iniciaremos hoje uma série de postagens, onde pretendo chegar em estratégias e técnicas de tráfego que mais tem funcionado em minha experiência, obviamente passando por dicas e reflexões. Apesar de não ter a pretensão de curso, espero contribuir tanto para quem é iniciante, quanto para gestores de tráfego mais experientes. Fique à vontade para comentar, escrever-me, com opiniões, sugestões e sua experiência.

Entenda pela expressão "tráfego pago" toda forma de anúncios pagos à plataformas na internet, seja Google, Facebook ou outra qualquer, com a intenção de trazer pessoas ao seu site de vendas ou publicação.

Tráfego Pago e o Google Ads

A pandemia trouxe um processo de digitalização forçada no mercado. As empresas foram obrigadas a vir para a internet para poder vender os seus produtos ou serviços. Por incrível que pareça, muitos ainda eram resistentes em investir dinheiro em campanhas online. E para vender produtos e serviços na internet, você precisa de tráfego pago. Assim, de 2019 para cá, podemos dizer que o volume de anúncios aumentou, e com isso, a necessidade de profissionais que compreendam essa ação. Contudo, antes de falar do gestor de tráfego, vamos refletir um pouco sobre isso que acabamos de dizer. Por quê algumas empresas não tinham campanhas de tráfego pago como estratégia comercial antes da pandemia? Os anúncio já funcionavam antes da pandemia?

No ano 2000 o Google lançou o Adwords, sua plataforma de anúncios, o que viria a ser a sua principal fonte de renda. Mesmo com o lançamento do Google Play (loja de aplicativos) em 2012, o Adwords já havia se tornado uma máquina de dinheiro impressionante. Naquele ano, fiquei impressionado com a notícia que o Google havia sido a empresa que mais havia faturado com publicidade no mundo. Foi então que eu percebi que uma mudança tinha ocorrido no meio publicitário, a mídia online estava rendendo mais do que a televisiva, por exemplo. Em 2016, com o lançamento dos anúncios no celular, a empresa deixou Facebook e Microsoft para trás, faturando mais de 21 bilhões de dólares naquele ano (e a publicidade representava cerca de 90% do faturamento do Google). Ou seja, naquela época já haviam milhares de empresas anunciando no Google diariamente. E as empresas só continuavam anunciando porque os anúncios retornavam em lucros. Em 2020 o Google bateria um recorde faturando lucro de US$ 41,2 bilhões, com receitas totais de US$ 182,5 bilhões, conseguindo aumentar essa façanha em para US$ 61,2 bilhões em 2021 (o que chamamos de efeito pandemia)*.



Apesar de no ano passado, 2022, ter havido uma queda no faturamento em relação à 2021 (caiu de US$ 61,2 bilhões para US$ 59 bilhões), podemos dizer que a tendência é o volume de anúncios continuar crescendo. As empresas já perceberam que elas vão precisar cada vez mais investir no ambiente digital. Assim, ter um orçamento separado para anúncios no Google, Meta, e outros, faz parte da gestão da sobrevivência de qualquer negócio hoje em dia. Se não for questão de sobrevivência, pelo menos posso dizer que aquele que não está anunciando, possivelmente está perdendo negócios, "deixando dinheiro na mesa". Mesmo assim, ainda hoje, há empresas e profissionais que não anunciam na internet. Alguns por motivos plausíveis, outros nem tanto. 

Tive um cliente, para o qual fizemos um plano de crescimento dos negócios com estratégias de marketing para aumento do share no interior, que não poderia fazer anúncios pagos, devido a uma política da marca representada. Outro, para qual trabalhamos com estratégias de branding e posicionamento, não podia fazer tráfego pago, pois já não conseguia atender à demanda de clientes. Mas, a maioria de clientes que me deparei que não fizeram anúncios online, foi devido a dificuldades de enxergar um retorno financeiro plausível através desse canal. Ou seja, o comerciante investia a vida toda em panfletagem e acreditava que aquilo que estava dando certo não era pra mudar.

Ainda bem que os números acima mostram o movimento contrário. Com esse volume todo de dinheiro sendo investido pelas empresas, você deve imaginar que não é qualquer um que cuidará dessa área. Por isso, surgiu o gestor de tráfego. Vamos falar um pouco desse profissional a seguir.

O Gestor de Tráfego

Nas agências de publicidade que passei, tínhamos um profissional chamado de "mídia". Ele era o responsável por além de ajudar na estratégia de campanha, cotar e fazer as veiculações dos anúncios publicitários. Assim, ele era a ponte da produção com as rádios, emissoras de tv, jornais, e assim por diante. Além de entender de publicidade, o mídia entendia dos formatos de mídia, programação, campanhas, negociação, e por aí vai. Costumo fazer um paralelo dessa função com a do gestor de tráfego nas agências digitais. Ele é o profissional que irá ajudar na estratégia do anúncio, saber escolher as principais plataformas para anunciar, além de configurar o anúncio, veicular e acompanhar os resultados. O que quero dizer, é que essa não é uma função de apenas operar uma ferramenta de publicação, o gestor de tráfego precisa ter qualificações que vão além da configuração do anúncio.

Pense comigo! Tendo em vista que as plataformas de anúncio, como o Google, geram sua renda a partir dos anúncios, elas tentam deixar o processo de "criar um anúncio" o mais simples e intuitivo possível, para que cada vez mais pessoas possam anunciar, não acha? Na verdade, até ajudam nesse processo. Contudo, apenas montar e veicular o anúncio é apenas uma parte do processo, e nem considero a mais importante. Algumas habilidades o gestor de tráfego precisa desenvolver, e citarei algumas.

A primeira, que pode parecer óbvia, mas é fundamental, justamente é aprender sobre tráfego. Isso implica em entender da jornada do cliente no digital, conceitos de SEO, a importância da página de destino, cookies, pixel, e por aí vai. E a coisa pode complicar um pouco quando você passa a pensar em UX (experiência do usuário), mobile marketing, apps (como WhatsApp) e até ações que envolvem e-mail. Entender como o internauta trafega, como ele chega até o destino que você quer, como e onde ele vê o seu anúncio, os "caminhos" por onde ele irá passar até realizar a ação pretendida. Isso é o tráfego! 

O gestor de tráfego precisa entender também como funciona uma campanha. Aliás, esse é o nome que as plataformas dão aos anúncios seja um ou conjunto deles, "campanha". Uma campanha tem objetivos (metas), período de veiculação, mídia, verba, público, e por aí vai.  Por exemplo, no FacebookAds, o gestor deve entender que cada objetivo de campanha é para um nível de conscientização que o potencial comprador tem. Deve-se usar cada objetivo de campanha, considerando não apenas o que o anunciante quer, mas o estágio em que a pessoa que será impactada pelo anuncio está, isso também se aplica no Google Ads. Dessa forma, se você coloca como objetivo uma conversa direta via messenger ou WhatsApp, está considerando que a pessoa já está com algum interesse e a venda é mais consultiva. O seu anúncio irá utilizar um vídeo, imagem? Como e quando usar cada um desses formatos faz toda diferença na campanha. Caso seja um anúncio de teasing, ou remarketing, os públicos são bem distintos. Algumas campanhas são necessários fazer testes de criativos, para depois ajustar a verba de campanha. E para não se perder, o bom e velho planejamento de campanha é fundamental.

As habilidades não param por aí. Já que falamos da jornada do cliente e nível de conscientização dele, isso também implica em conhecer os funis de vendas. E mesmo que as estratégias de funis estejam num outro departamento, geralmente a nível de diretoria ou gestão da empresa, o gestor de tráfego deve conhecer a respeito para montar a estratégia de campanha. Não adianta gerar o tráfego pago se não tem o funil de venda planejado. Deparei-me com algumas situações onde o anúncio apontava para um público de topo de funil e a empresa queria clientes prontos para comprar (fundo de funil). O erro aqui foi do gestor de tráfego, que sabia tudo sobre a plataforma, mas, quase nada sobre funil de vendas. Ou seja o custo por aquisição (CPA) estava bem além do esperado. 

Como foi dito, entender sobre o cliente é muito importante, e acrescento que é igualmente importante saber se comunicar com ele em cada fase (seja do funil ou da jornada). Estou referindo-me à habilidade de copywriting. Obviamente, por se tratar de uma profissão à parte, o ideal é ter um copywriter focado. Mas, sabemos que nem sempre essa é a realidade da maioria. O gestor de tráfego deve ter um mínimo de conhecimento sobre redação publicitária. Não adianta ter um anúncio muito bem configurado, no sentido técnico, um funil definido, mas, a comunicação errada. Costumo dizer que o anúncio pode da mesma forma atrair ou afugentar o cliente, dependendo da copy. E não trata-se apenas de saber termos de persuasão, isso o ChatGPT faz com maestria. A grande questão é ter clareza na comunicação, fazer ressoar a sua proposta de valor nas dores do cliente, como uma solução plausível e que faça sentido para ele.

Agora já posso falar, o gestor de tráfego deve dominar a ferramenta de publicação. Claro que isso faz diferença! O monitoramento do anúncio é essencial e saber definir as KPIs, como mensurar as métricas, onde modificar para que melhorar determinado dado, isso é fundamental. Por exemplo, teve uma campanha que estava performando bem e de repente começou a cair muito o resultado. Ficamos sem entender, até que pensamos que o problema poderia ser justamente uma limitação do lance por clique. Aumentamos o valor, e a campanha voltou a performar bem. Naquele período a concorrência havia aumentado, e apesar de todas as configurações estarem ok, esse limitador tirava nosso anúncio do páreo. O gestor deve saber exatamente o que cada item da plataforma faz, e como utilizá-lo em benefício próprio. Enfim, tem que dominar mesmo. Seja GoogleAds ou TikTokAds, quanto mais domínio da plataforma, melhor. Isso dará mais segurança ao gestor de tráfego e trará melhores anúncios. Mas, isso também tem a ver com a experiência. 

Recapitulando, o gestor de tráfego precisa conhecer sobre:

  • Tráfego (orgânico e pago);
  • Funcionamento de uma campanha;
  • Funil de vendas;
  • Copywriting;
  • Ferramenta de publicação.

Acabou por aí? Por incrível que pareça, não. Ainda acrescentaria, saber fazer um diagnóstico da concorrência, teste de palavras-chave, segmentação, e por aí vai.

Portanto, o gestor de tráfego deve saber sobre marketing digital. Na verdade, é bem difícil separar as coisas, tanto o gestor de tráfego deve compreender o marketing digital, como quem busca compreender o marketing digital deve entender a gestão de tráfego. Porém, existe uma formação específica e mais aprofundada em gestão de tráfego. Irei abordar em outras postagens algumas dicas e técnicas que uso no tráfego pago. Caso deseje aprender a fundo, clique no banner abaixo. Viva o gestor de tráfego! Sem ele, os bilhões movimentados na internet não seriam os mesmos.



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fonte: INFOMONEY

A Importância dos KPIs e Métricas


 

"Um dado é necessariamente uma entidade matemática e, desta forma, puramente sintática. [...] Um dado é puramente objetivo não depende do seu usuário. Informação: é uma abstração informal, que representa algo significativo para alguém através de textos, imagens, sons ou animação. [...] A informação é objetiva-subjetiva no sentido que é descrita de uma forma objetiva, mas seu significado é subjetivo, dependente do usuário." (Setzer, 1999)

Sempre que penso na questão dos KPIs e das Métricas lembro-me da diferenciação entre dado e informação da época da faculdade de Gestão da Informação. Como são parecidos, acabam gerando confusão, mas, ao diferenciá-los, podemos tirar melhor proveito deles. Vira e mexe, por vezes, percebo algum desalinhamento, tanto por parte de leigos quanto por profissionais, ao se referirem às métricas e KPIs. Como veremos nesse artigo, ao trazer clareza sobre esse tema, podemos buscar melhores performances.

Saber a diferença entre KPI e métricas é muito importante para análises e gestão de projetos e negócios online. Estamos falando de e-commerce, blogs, sites, mídias sociais, ou qualquer outra área do marketing digital que envolva público, usuários, audiência e por aí vai. Em algumas áreas do marketing onde não é possível termos métricas exatas e automáticas, devemos nos valer de dados estatísticos e pesquisas. Dessa forma, esse tema abrange praticamente quase tudo no marketing, pois, como costumo dizer, no marketing não existe "achômetro", apenas os dados importam.

Qual a Diferença entre KPI e Métrica

Podemos entender como "métrica" todos os dados fornecidos pelas plataformas, aplicativos ou outros meios, sobre o comportamento ou ações realizadas pelos usuários, audiência ou visitantes, ao seu ambiente (negócio, site ou rede social). As KPIs (sigla para Key Performance Indicators) são indicadores que apontam para uma determinada performance das métricas. Conforme a professora Sandra Turchi (ESPM), "Métricas: mensuram, monitoram e gerem as estratégias de uma empresa. Apontam informações sobre estratégias e se devem ser continuadas, aperfeiçoadas ou abandonadas. KPIs: Indicam o desempenho das campanhas com base nas métricas. Apontam de forma percentual ou numérica o resultado de uma ação e avaliam o desempenho da organização." 

Dessa forma, podemos dizer que um é a base do outro. Ou, que as KPIs são quando você atribui algum significado a determinada métrica. Em termos práticos:

  • Métricas: Visitas ao site; visualizações do anúncio; número de seguidores;
  • KPIs: Número de inscritos na newsletter; adições ao carrinho de vendas; cliques no botão saiba mais.
Podemos perceber que as métricas são encontradas no Google Analytics ou Ads, Insights das redes sociais ou outras fontes que fornecem tais dados. Ao passo que os indicadores de KPI estão relacionados a metas ou objetivos realizados.

Monitoramento de Campanhas

Os KPIs começam a tornar-se especialmente importantes no monitoramento e análises de campanhas, como por exemplo do Google Ads. Assim, tudo começa quando estamos elaborando o planejamento da campanha. Naquele momento, precisamos definir as metas, os objetivos de determinada campanha. Sem um objetivo claro, não tem como mensurarmos a performance da campanha, se ela está dando certo ou não. E sem ter essa informação, não tem como sabermos o que deve ser alterado. Percebe como tudo fica meio nebuloso pelo erro lá no planejamento da campanha? Então, não adianta o gestor de tráfego ser um exímio "fazedor de anúncio", com copys maravilhosas, se no final não tem como saber se está dando certo.

Por exemplo, vamos supor que a campanha é de vendas de um produto, que traz de lucro por venda R$ 50,00. Já vi gestores de tráfego defenderem a qualidade do anúncio pela quantidade de cliques que ele teve. Mas, se a meta for "vendas", a quantidade de cliques no anúncio é apenas uma métrica, o grande KPI deveria ser a quantidade de carrinhos criados ou vendas realizadas. Ou seja, não importa se o anúncio gerou milhares de cliques, ou visualizações ou como está o CTR, o que faz a diferença é a meta definida. Essa meta é a grande "chave" para o monitoramento e análise da qualidade da campanha.

Indo um pouco além no exemplo acima, vamos colocar outra KPI. Já que o produto anunciado gera um lucro de cinquenta reais por venda, um importante indicador para monitorar é a venda de um produto num valor inferior àquele. Ou seja, o custo por aquisição (CPA) deve ser inferior aos R$50,00, caso contrário, a campanha estará dando prejuízo. Note que agora não é apenas o fato de vender, mas, vender a um custo inferior ao lucro do produto. Nesse ponto, configurar o Tag Manager do Google corretamente irá ajudar.

Quais as KPIs mais importantes? Isso depende das metas e objetivos da campanha. Dessa forma, dependendo da importância que você atribui a determinada métrica, ela pode se tornar um próprio KPI. Por exemplo, suponhamos que o seu objetivo seja atingir 50 mil visitas ao seu blog. Ao realizar uma campanha, deve ficar de olho no Analytics na quantidade de visitas. Se forem 50 mil visitas a um custo máximo de mil reais, deve configurar a meta no Ads e ficar de olho no CPA abaixo de cinquenta reais. Mas, se deseja que os visitantes tenham um tempo mínimo de visita, já é outro KPI, se deseja que os visitantes façam alguma ação em seu blog (como clicar em um banner ou inscrever-se na newsletter), o objeto de análise muda de novo. Compreende que a importância que você dá a determinada métrica é que faz o KPI surgir? Uma campanha bem planejada deve conter objetivos claros, público bem definido e verba ajustada, daí você pode começar a pensar nas estratégias da campanha.

Sites e Redes Sociais

A mesma lógica para as campanhas vale para os sites e redes sociais em geral, um bom planejamento ajuda a definir a principal KPI para monitoramento. No caso de websites, se você tem um objetivo com ele, fica mais fácil mensurar e analisar. Talvez, os objetivos mudem de acordo com as seções do seu site. Nesse caso, tenha KPIs diferentes para cada uma delas. Ou seja, em determinada página do seu site, é importante saber o tempo de permanência, em outra, onde o visitante clica. 

Certa vez, trabalhei com um cliente que dava extrema importância ao número de seguidores de seu perfil comercial no Instagram. Ao fazer uma análise, percebi o baixíssimo engajamento que o perfil tinha. Tentei conversar e convencer de algumas estratégias para gerar engajamento e assim fazer vendas. Contudo, após um tempo, percebi que eu estava em busca do objetivo errado. Na verdade, aquele cliente tinha a conta do Instagram como uma forma de alimentar o ego e se mostrar aos amigos e concorrentes. Ou seja, para ele, o mais importante era o número de seguidores. Assim, em eventos e feiras do ramo, ele podia abrir o Instagram da empresa e soltar a frase "olha quantos seguidores" e sorrir satisfatoriamente. Pouco se importava com as vendas pela rede ou conexões reais com os clientes por lá, pois, ele já fazia isso com maestria na loja física. Veja que nem sempre o objetivo está claro, pois, para mim seria óbvio que o maior objetivo era vender (ele até concordou com isso), mas, no fundo, não era. O KPI depende do seu foco com sua rede social. Contudo, na maioria das vezes o número de seguidores é apenas uma métrica.

Portanto, um dado sem um significado atribuído a ele não chega a ser uma informação. Mas, com uma importância atribuída, pode ser um fator importante para tomada de decisões. As métricas são importantes, mas, sem atribuir objetivos, não chegam a fazer diferença no seu negócio ou estratégias de marketing. Agora, quando definimos com clareza as metas, e sabemos onde precisamos chegar, daí conseguimos definir KPIs que serão verdadeiros faróis iluminando e apontando o rumo. E você, como tem usado os KPIs?

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O Ecommerce no Brasil em 2023


Esses dias, numa reunião de briefing para consultoria, quando questionei a motivação pelo nicho escolhido, o empreendedor me perguntou: "qual o nicho que está dando mais dinheiro na internet?". Bom, como o achismo é algo abominado no marketing, logo pensei nos relatórios anuais para ver se os prognósticos se confirmaram. Então, respondi que ainda não sabia ao certo, mas, iria verificar. E foi assim que busquei o relatório da Nuvemshop, uma das maiores plataformas de e-commerce atuais. Quero compartilhar alguns dados que julgo importantes e deixar um viés de minha opinião sobre o comércio digital.

Um Ano Complicado

Conforme o relatório o ano de 2022 definitivamente não foi para amadores no e-commerce brasileiro. Acompanhando clientes na consultoria pude perceber isso na prática, e os números só reforçam essas impressões. A onda gigantesca de 2020 no e-commerce "amadureceu", e o crescimento desacelerou com campanhas cada vez com um CPA mais apertado. Como bem diz o relatório, "os indícios de uma recessão global, a incerteza política e o poder de compra limitado dos consumidores tiveram impactos indesejados no e-commerce". No geral, houve uma queda de 23% no faturamento bruto do e-commerce no Brasil em relação a 2021. Esta queda foi vista no mundo inteiro, visto que, globalmente, o e-commerce teve a menor taxa de crescimento desde 2011. A minha percepção é que algumas áreas acabaram sofrendo um pouco mais, e as mudanças no comportamento das pessoas foi um fator determinante.

"Apesar da retração geral do mercado, em 2022, os lojistas que utilizam a Nuvemshop no Brasil atingiram 10,9 milhões de pedidos e movimentaram R$ 2,7 bilhões — um crescimento de 17% em vendas em relação ao ano anterior". Claro que esse crescimento no volume de vendas não traduz o resultado no caixa dos lojistas individuais. O que quero dizer é que, por se tratar do volume total das lojas da Nuvemshop, temos que levar em consideração o aumento no número de lojas, ou seja, novos lojistas que investiram no ano passado e que não contabilizaram 2021. E foi muita gente! Conforme o portal do governo foram mais de 3,8 milhões de empresas abertas no ano passado. Mas, essa é justamente uma das questões interessantes do ano passado, o número de players aumentou, a clientela ficou mais exigente, anúncios ficaram mais concorridos, alguns lucraram, outros nem tanto, muitos fecharam as portas (1,7 milhões). No geral, conforme o relatório produzido pela Nielsen|Ebit, o Brasil cresceu 2% no comércio online em 2022.

No mínimo, podemos dizer que foi um ano complicado. A considerada "retomada" da pandemia, onde muitos julgavam ser uma "corrida do ouro", mostrou-se bem conturbada. O desafio da última black friday mostrou isso a todos. Uma das coisas que ficou bem clara é que o mercado está se especializando e os consumidores mais amadurecidos. Nesse ponto, a consultoria de alguém que conhece o trajeto do e-commerce é muito bem-vinda.  

Nichos Que Mais Vendem Na Internet

Antes de soltar uma lista aqui e você sair correndo para montar sua loja quero diferenciar uma coisa, um nicho em alta não significa que você vai se dar bem nele. O volume de vendas, ou buscas, é apenas um dos fatores a serem levados em conta na escolha de um nicho. Por exemplo, uma pessoa pode escolher o nicho de "roupas e acessórios", o que ela encontrará nesse mercado? Concorrência com grandes players, muitos lojistas híbridos (loja física e online) e até mesmo concorrência com produtos estrangeiros (chineses inclusive). Devido a grande concorrência, será que essa pessoa deve desistir desse nicho? Isso já depende de outros fatores do negócio, do empreendedor em si e até de características que podem envolver subnichos. Mas, esse é um assunto para outra matéria (me escreva caso tenha dúvidas). Agora vamos à lista dos nichos que mais venderam na internet no ano passado.


A pesquisa feita entre os lojistas da Nuvemshop (na imagem) reflete bem o mercado online em geral. Talvez o nicho que você sinta falta na lista da Nuvemshop é o de Pets, que apesar da explosão de crescimento em 2021 (alta de 27%) teve um desempenho bem menor em 2022 (16%), contudo com crescimento também. A ausência específica desse nicho na lista pode ser pelo número reduzido de lojas desse nicho instaladas na Nuvemshop. Outro nicho é o de alimentação, que geralmente estão instalados em outras plataformas como iFood e UberEats.

Segundo a análise Nielsen|Ebit no Brasil, o ranking  ficaria assim:

  1. Perfumaria e Cosméticos - com crescimento de 21,2%. O setor se distanciou em quase 5 pontos percentuais do segundo colocado; 
  2. Pet Shop - com crescimento de 16,3%; 
  3. Eletrônicos - com crescimento de 10,5%; 
  4. Casa e Decoração - com crescimento de 9,6%;
  5. Alimentos e Bebidas - com um crescimento estrondoso de 71,7%, em relação a 2021.
Essas duas listas (Nuvemshop e Nielsen) mostram algo importante, o e-commerce brasileiro está crescendo e amadurecendo cada vez mais. Nichos que antes não ocupavam a lista ganham força e mostram o potencial desse mercado.

Como Estamos Em 2023

Este ano começou borbulhando a inteligência artificial e tecnologias novas apontando no horizonte. Certamente isso impactará positivamente o e-commerce. Ainda olhando para o relatório da Nuvemshop, notamos a importância dos aplicativos de comunicação nos negócios. "Além da loja virtual, lojistas contaram principalmente com o WhatsApp e Instagram como canais alternativos de venda. Apenas 11% venderam apenas com a loja virtual própria". Isso aponta para um caminho já falado, o social commerce. Não se trata apenas de vendas pelas redes sociais, essa é uma tendência onde o cliente faz a compra utilizando mais de um canal de atendimento, e o fator relacionamento conta cada vez mais.

Acima falei que o consumidor online está mais maduro, sim, e mais exigente. Conforme o relatório mundial CX Trends 2023, apresentado pela Zendesk, revela que os latino-americanos são os consumidores mais exigentes do planeta. Por isso o cargo de gestão de Custumer Experience (CX) tem entrado nos organogramas empresariais. Isso impacta diretamente o mercado de MARTECH, onde soluções e automações são muito bem-vindas. 

Ainda neste ano, provavelmente veremos o surgimento e crescimento de "novos pontos de compra", como metaverso, WhatsApp, e via comando de voz pelo Google e outras I.A. (voice commerce). Além da personalização da experiência de compra por cliente (já é possível). Ou seja, apesar das novas tecnologias, o bom e velho relacionamento e facilitação da compra. Tudo isso impulsionado pela rede 5G. Tendo em vista que a geração Z passa 58% do seu tempo livre jogando videogames, usando aplicativos de streaming e navegando nas redes sociais, esse tipo de comércio será bem natural para eles.

Todo esse ecossistema digital envolvendo o e-commerce trará um crescimento. Estima-se para 2023  um volume de R$ 185,7 bilhões (contra 150bi em 2021 e 169bi em 2022), segundo dados da ABComm Forecast (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) . Ainda segundo a pesquisa, o ticket médio pode subir para R$ 470 por compra. Ou seja, continuar crescendo com os pés no chão.

Quer montar a sua loja online? Está montando uma? Recomendo a Nuvemshop como plataforma de vendas. Aliás, somos parceiros especialistas Nuvemshop. Caso precise de uma consultoria para começar do jeito certo, ou queira uma avaliação da sua loja, é só entrar em contato.


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Fontes: 



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