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IA no Marketing: Ferramenta, Não Estratégia

Equipe de marketing em brainstorm com um robô de inteligência artificial, colaborando na criação de ideias em um ambiente de trabalho.
Quem trabalha com marketing sabe que a Inteligência Artificial foi um divisor de águas na prática profissional. Otimizando processos, trazendo insights criativos, revisões e análises, enfim, uma grande ferramenta em praticamente quase todas as áreas de atuação do marketing. Os benefícios são tantos que praticamente não se fala em outra coisa, e gente que até então não era da área de marketing já se aventura através da IA. Contudo, existem casos em que o uso dessa ferramenta pode prejudicar ou pelo menos não ajudar tanto o profissional. Mas, calma! Não quero desmerecer a tão amada IA, mas, junto com dicas de sua utilização, fazer um alerta. Leia até o final e te contarei como tenho usado e quais problemas já percebi com a Inteligência Artificial.

Canivete Suíço

Precisou de uma imagem? A IA faz. Precisou de um texto publicitário? A IA faz. Precisou de um site? A IA faz. Precisou de uma apresentação? A IA faz. Vai fazer uma análise com relatório? A IA ajuda. Planejamento, seja de mídias ou editorial? Pode usar a IA. Vídeo? IA também. Um artigo, como esse? Pode contar com a IA. Sim, tudo ficou mais fácil com o uso da IA. A meu ver, isso é maravilhoso. As possibilidades são incríveis e o profissional que dominar a ferramenta, conseguirá ter resultados cada vez melhores.

Porém, quero fazer um contraste. A IA fará uma imagem que você pediu, mas a ferramenta não é um designer profissional, nem um copywriter, nem um webdesigner, enfim, ela precisa do profissional para realmente chegar num resultado de qualidade. Já ouvi pessoas dizendo que não precisam mais dos profissionais, por usarem a IA; que reduziram a equipe pela metade, por usar a IA. E na maioria das vezes em que vi o resultado disso, só comprovou que o profissional era muito importante. A culpa certamente não é da ferramenta. Você consegue fazer muitas coisas, sim, vai ficar bom, depende.

Deixe-me exemplificar com um caso. Um amigo empresário, muito empolgado com o uso da IA, começou a fazer alguns comunicados ilustrados no Chat GPT. Apesar de ter uma funcionária responsável pelo design e artes da empresa, ele refutava as ideias dela e acabava usando as próprias. Dos comunicados passou para panfletos, placas e em pouco tempo o que percebi foi a perda da identidade visual da empresa. Cancelou o fee com a agência que cuidava do site e gestão do Google Meu Negócio e resolveu fazer ele mesmo. Resultado, site fora do ar e prejuízo para a marca mais uma vez. Fez falta o olhar técnico, o tempo dedicado do profissional e as estratégias. Ao meu ver, a facilidade de usar as IAs, a fascinação de ver o resultado pronto em instantes trouxe uma falsa sensação de “poder” e profissionalismo a ele, ignorando a curva de aprendizado para cada uma dessas áreas e como utilizar cada ferramenta. O problema não foi usar IA, mas, confundir acesso à ferramenta com domínio da profissão. 

Reflita comigo, um sujeito pode gerar uma arte excelente no ChatGPT, mas isso não significa que saiba:

  • hierarquia visual;

  • tipografia;

  • composição;

  • identidade de marca;

  • acessibilidade;

  • consistência visual;

  • produção para diferentes formatos.

Da mesma maneira, gerar uma landing page não significa saber:

  • UX;

  • CRO;

  • SEO;

  • arquitetura da informação;

  • performance;

  • segurança;

  • analytics.

Veja bem, a grande questão não é que a IA faça muitas coisas. É justamente essa capacidade que cria a ilusão de que podemos fazer tudo. Porém, o profissional ampliará essa capacidade e trará resultados melhores. Uso a seguinte analogia, não é porque eu aprendi como usar um torquímetro que virei especialista em regular cabeçote do motor. Ou seja, não é porque você usa a IA que virou profissional naquela área, o que não quer dizer que não possa se tornar, mas tem que dedicar tempo no aprendizado. Assim como o olhar do mecânico experiente é tão importante quanto apertar o cabeçote com o torque certo, o olhar e experiência do profissional traz mais qualidade ao resultado e evita problemas. A IA diminuiu brutalmente a complexidade para executar determinadas tarefas. Isso é fantástico! Mas diminuir a barreira de execução não significa diminuir a complexidade da profissão, não elimina o conhecimento necessário para avaliar se aquilo deveria ser produzido daquela maneira.

GENTE NOVA NO TIME

O meu primeiro contato com IA foi em 2019, contudo, ainda era no âmbito acadêmico, ou seja, muito na teoria. A grande mudança começou a acontecer alguns anos depois, quando trouxe a ferramenta para os processos de marketing. Lembro-me que fui fazer um brainstorm para a escolha de um nome para uma marca, o trabalho de branding estava no início. Junto com o time buscamos um nome com ideias de acordo com o briefing, dei um breve resumo para a IA e pedi sugestões de nomes. Juntamos as ideias de todos, inclusive da IA e fomos peneirando até chegar nas três opções finais, daí fizemos uma pesquisa com esses nomes para saber qual era mais marcante e fácil de se lembrar. Note que não chegamos na IA e pedimos diretamente um nome para a marca, ela fez parte do processo de criação, nesse caso do brainstorm. Daí, ela passou a ser utilizada para criação de textos, análises de dados e praticamente tudo mais. Mas, repito, a IA não era o fator decisor, era como se fosse um integrante do time, fazendo parte dos processos de marketing. 

Confesso que, geralmente, os resultados obtidos pela IA são muito bons. Por isso, eu entendo que a tentação de pegar logo o resultado e usar é grande. Por exemplo, você precisa de um mote para uma campanha. Nessa criação geralmente temos, briefing - pesquisa - brainstorm - análise - produção de vários títulos (pelo menos uns 50) - pesquisa - decisão. Caso faça diretamente com a IA você fará: o prompt - resultado - decisão. Sim, é tentador. Já vi influenciador sugerir um prompt onde você pede 10 opções, depois pede as 3 mais adequadas, ou seja, pede para a IA fazer as opções de mote e ela mesma escolher as finalistas. Você não sente que algo foi perdido no caminho? No processo de criação podemos desenvolver:

  • repertório;

  • reflexão;

  • associação de ideias;

  • discussão com outras pessoas;

  • percepção de nuances;

  • amadurecimento da ideia;

  • confronto com o briefing.

O que sugiro é, insira a IA em todo o processo, porém, não abra mão do seu olhar e reflexão. Ainda sugiro uma técnica que uso para decisões assim, quando chegar ao resultado final, espere uma noite de sono e veja se no outro dia aquele resultado ainda soa tão atrativo. O que quero dizer é, em nosso mundo imediatista e na correria do dia-a-dia, fuja da tentação de “terceirizar” todo o seu processo de marketing.

Processo tradicional

Briefing → Pesquisa → Brainstorm → Análise → Produção → Validação → Decisão

Processo potencializado por IA

Briefing → Pesquisa (com IA) → Brainstorm humano + IA → Análise humana + IA → Produção → Validação humana → Decisão

Note que, a IA entra no processo, mas não vira o processo. 

O MODELO LLM E SEUS VÍCIOS

Ao usar uma IA no modelo LLMs, como ChatGPT e Cloude, você já teve a sensação que as respostas tendem a te agradar? Os modelos conversacionais são otimizados para produzir respostas úteis, relevantes e alinhadas às instruções e preferências do usuário, e isso pode fazer com que eles acompanhem premissas equivocadas ou sejam excessivamente concordantes em determinadas situações. Nesse intuito, a resposta acaba sendo um pouco tendenciosa. Tendo consciência disso, treine os seus prompts para que extraia respostas cada vez mais fidedignas. Seja nas análises ou nas produções, a qualidade das respostas pode estar diretamente ligada ao prompt. Por exemplo, se você pedir: “Analise minha estratégia e diga se ela está boa.” Provavelmente terá uma resposta mostrando o que há de bom nela. Mas, ao usar: “Analise esta estratégia procurando especificamente inconsistências, premissas frágeis, riscos e pontos que eu possa estar ignorando. Não parta do pressuposto de que minha estratégia está correta.” Provavelmente, retornará com um resultado melhor mostrando onde ajustar a estratégia.

Outro equívoco que vejo muitos usando é a tal de persona. Sabe aquele prompt do tipo, “haja como um copywriter expert de uma grande agência famosa” e pede um roteiro de VSL de sucesso. Veja que, sem fornecer as informações necessárias, que um copywriter exigiria, certamente o resultado não será exatamente de um profissional expert. O que quero apontar é que apenas o prompt nem sempre é suficiente. Para respostas de um expert é preciso, qualidade do contexto + qualidade da pergunta + conhecimento do usuário + capacidade de avaliação + qualidade do modelo + processo de interação. Veja que mais uma vez esbarramos na questão que apontei acima, a IA ajuda, mas, é necessário o olhar profissional para avaliar a resposta. Uma pessoa pode escrever: “Atue como o maior copywriter do mundo...” e receber um texto aparentemente maravilhoso. Mas se ela não sabe avaliar copy, como saberá se recebeu uma boa copy? 

Pedir à IA para assumir uma profissão não transfere para ela todo o conhecimento contextual daquela profissão. Escrever: “Seja um especialista em marketing”, não fornece:

  • público;

  • posicionamento;

  • produto;

  • concorrência;

  • histórico;

  • objetivos;

  • restrições;

  • diferenciais;

  • dados;

  • orçamento;

  • canal;

  • estágio do funil.

Ou seja: Não existe prompt mágico capaz de substituir briefing.

O PROFISSIONAL COMO FILTRO

A IA tornou mais fácil produzir. Por isso mesmo, tornou-se ainda mais importante saber o que produzir, por que produzir e como avaliar o resultado. Essa capacidade de avaliar aquilo que ela produz é que diferencia os bons profissionais. O bom profissional irá:

1. ContextualizarDar à IA aquilo que ela precisa saber. Informações pertinentes que impactam no resultado.

2. QuestionarFazer as perguntas certas e guiar a IA em boas práticas.

3. AvaliarJulgar se aquilo realmente faz sentido. O olhar atento no resultado final.

4. DecidirAssumir a responsabilidade pelo resultado. Ter clareza do processo e do porque aquele resultado é satisfatório.

O profissional de marketing utiliza a IA, potencializando o seu uso, e trazendo melhores resultados, especialmente por filtrar respostas e apontar aquilo que é importante. A seguir darei um exemplo em um caso concreto.

IA NO PLANO DE SOCIAL MEDIA

A missão era fazer um planejamento para a conta do Instagram. A Social Media trouxe os dados e fomos fazer uma analise. Começamos com um pequeno brainstorm, coletando algumas ideias e coisas que estavam na mente. Depois fomos para um “pente fino” nas métricas do perfil. Após o nosso olhar, pedimos um diagnóstico ao Cloude em busca de algo mais que poderíamos ter deixado passar. De fato veio muita coisa, e seria fácil perdemos o foco se não tivéssemos claro na mente quais indicadores buscávamos e os objetivos pretendidos. Então foi a hora de olharmos para a concorrência, e fazermos aquele benchmark. 

Utilizamos o Manus para “bisbilhotar” o que estava funcionando melhor para os concorrentes. Veio muita coisa, de novo, e o Manus ainda trouxe por conta própria, uma espécie de planejamento baseado no que ele encontrou. Facilmente aqui, pela qualidade do material que chegou, poderíamos dar o trabalho por encerrado e usar o plano que ele trouxe. Mas, o que dá certo para o seu vizinho não é necessariamente o que dará certo no seu perfil. O olhar experiente nos levou a rejeitar a tentação e continuamos nas análises confrontando os resultados obtidos.

O ChatGPT nos ajudou a desenhar a estratégia da linha editorial e finalizamos no Claude, montando o calendário de postagem com clareza em todo o processo. Destaco que em quase todo o processo, tivemos que fazer uma espécie de curadoria nas respostas separando o que realmente interessava e guiando a IA em busca do que realmente queríamos. Isso aconteceu em todos os passos:

  1. Diagnóstico - definição de objetivo e do problema que enfrentamos, seguido de breve brainstorm;

  2. Pesquisa - olhando para o perfil, como o nosso público reagia, e em busca do público-alvo (definindo a persona), além de benchmark (o que funciona para esse público na concorrência;

  3. Construção da linha editorial e calendário;

  4. Análise e otimização do plano para apresentação.

Note que a escolha da ferramenta depende da necessidade de cada etapa e da complexidade do projeto. Não existe uma combinação fixa que funcione igualmente bem em todos os trabalhos. Perceba também que, se pedíssemos para o Claude montar o planejamento ele o faria do bom grado. Porém, ao participarmos de todo o processo, temos ao final muito mais clareza dos porquês e como fazer. Isso facilitará para o criativo e produção de vídeos, além das análises futuras das métricas.

IA NO MARKETING - CONCLUSÃO

Como vimos, a IA virou parte natural do marketing. É fantástica, mas existe uma diferença entre utilizar a ferramenta e entregar a ela o processo. Entender esse conflito é perceber onde ela realmente ajuda e onde pode atrapalhar. A IA não diminuiu a importância do profissional de marketing. Ela aumentou o alcance de quem sabe utilizá-la. Hoje, posso dizer que no dia-a-dia do meu trabalho, a IA é uma espécie de colega de equipe que nunca substitui o responsável pela decisão. Ao conversar com ela trago a experiência, o briefing, o contexto e a intenção. A IA ajuda a:

  • provocar;

  • questionar;

  • estruturar;

  • pesquisar;

  • encontrar alternativas;

  • revisar;

  • apontar inconsistências;

  • acelerar tarefas.

Mas a decisão continua sendo minha. Assim, ela me auxilia, mas, se eu cair na tentação de apenas copiar e colar, posso sair perdendo. Facilmente isso aconteceria com essa postagem do blog. Poderia pedir um texto de 1200 palavras que falasse sobre o uso da IA no marketing e simplesmente copiar e colar. Só que aí não traria a minha experiência e visão pessoal. Ou seja, o próprio processo de produção deste artigo é uma demonstração da tese. E você, como tem usado a IA no marketing? Montou os agentes e eles fazem todo o trabalho por você? Como tem sido a sua experiência?

A Inteligência por Trás do Edge e Bing


A nova integração do Bing com o Skype permite que os usuários realizem pesquisas em chamadas em grupo ao adicionar o chatbot à conversa. Além disso, o novo Bing no Skype pode fornecer respostas úteis e em tempo real a todas as suas perguntas. O Bing é ótimo para conversar com amigos e familiares porque pode fornecer informações úteis, jogos divertidos e sugestões. O novo Bing no Skype é seu copiloto alimentado por IA e pode fornecer respostas úteis às suas perguntas. Se você precisa de uma resposta rápida ou algo mais detalhado, o Bing usa os últimos avanços na tecnologia de IA para você. Acrescento que, este parágrafo foi o próprio Bing no Skype quem o criou.

 Já faz uns dias que estou querendo tratar desse assunto aqui, mas, estava esperando as novidades se concretizarem. Enfim o dia chegou, e falaremos sobre a inteligência artificial por trás do navegador  Microsoft Edge e do seu buscador Bing. 

Acontece que em fevereiro a Microsoft anunciou a chegada do novo Microsoft Edge e da nova versão do Bing. De fato, o navegador web que já vinha desde o ano passado recebendo muitas integrações e melhorias, foi "bombado" com inteligência artificial. A recente ação da Microsoft investindo bilhões na OpenAi, startup que fez o ChatGPT, trouxe frutos em vários aplicativos, especialmente nesses focados na web. Até mesmo o Skype que recebeu a integração do Bing, trazendo o buscador para sua interface. E nessa semana finalmente saiu o "Criador de Imagens" do Bing. É tipo um MidJourney, só que da Microsoft e dentro do Bing. Claro que testei tudo e gostei bastante do resultado!


A Microsoft na Guerra dos Dados

O que a Microsoft ganha investindo bilhões em seus aplicativos web, como o navegador Edge? E o que isso tem a ver com marketing? Bom, se você assim como eu, acompanhou a guerra dos navegadores nos anos 90 (conhecida como guerra dos browsers), sabe que esse é um terreno muito lucrativo. Simplesmente por causa dos dados da sua navegação. Sim, isso vale muito dinheiro, especialmente multiplicado por milhões de pessoas. As recentes leis de proteção de dados e acordos em toda parte do mundo são justamente por causa disso. Ou seja, até alguns anos atrás, se você acessasse um blog sobre veículos, em pouco tempo estaria visualizando propaganda sobre venda de carros em suas navegações na web, e-mail e por aí vai. Daí, a empresa que fosse detentora do seu navegador preferido, receberia os seus dados. Estavam fortes nessa briga o Internet Explorer, da Microsoft e o Netscape, que depois lançou o Projeto Mozilla (que conhecemos hoje como Firefox). Por muitos anos a Netscape dominou o mercado, depois a Microsoft chegou à liderança; e em 2008 entrou na briga o Chrome da Google. Apesar de estar sendo extremamente superficial ao falar de browsers, pois existem vários outros não citados, o meu foco é enfatizar essa briga comercial pelos dados e como os usuários podem pular de um navegador para outro no decorrer dos anos.

A mesma lógica aplica-se aos buscadores, como o Bing e o Google. Que além de coletar dados das suas buscas, ainda vendem espaço publicitário. Quanto mais usuários em determinado buscador, maior o interesse dos anunciantes nesses espaços. E para o meu espanto, percebi um aumento de anunciantes no Bing num diagnóstico que fiz para um cliente no início de março. Ou seja, os investimentos da Microsoft já estão trazendo resultados ao Bing. A meu ver ela (Microsoft) ganhou muitos pontos nessa corrida, e a Google ainda não conseguiu dar uma resposta com a sua inteligência artificial "Bard".
Claro que ainda veremos muito mais no decorrer desse ano, que já se mostrou um marco no uso da I.A.. Porém, uma coisa que a história nos mostra é que o mercado pode mudar abruptamente nessa guerra, e há indícios fortes dessa mudança. Caso você seja um gestor de tráfego e nunca tenha anunciado no Bing ainda, sugiro fazer uma pesquisa e teste. A grande verdade é que, o Microsoft Edge com o Bing podem até não ser o seu navegador e buscador preferidos, mas, que eles estão bem melhores do que antes, sem dúvida. Vou além, em minha opinião, melhores que o Chrome e Google, graças à inteligência artificial. Porém, ainda é muito cedo para falar numa virada, especialmente pela Google possuir sua gigante base de dados e capilaridade em todo o mundo.


Claro que cada navegador terá o seu ponto forte e fraco. No caso do Edge, ele tem algumas vantagens bem convincentes. Uma delas é que ele é mais rápido e menos pesado. Quem usa computadores mais antigos devem saber bem que o terror do consumo de memória e desempenho são os navegadores. Especialmente quando várias abas são abertas. Não preciso citar nenhum benchmark específico, faça você mesmo o teste e verá. Outra vantagem, especialmente para os usuários de aplicativos da Microsoft, principalmente do Microsoft 365, é a sua integração. Através da conta Microsoft, pode facilmente gerencia tudo que há nele, inclusive ao ecossistema da empresa. Mas, confesso que a função que mais me agrada nele é o modo leitor. O modo de leitor é uma ferramenta que permite que você leia artigos da web sem distrações. Ele remove anúncios, imagens e outros elementos da página para que você possa se concentrar no texto. Além disso, o Edge tem funções de privacidade e segurança reforçadas para usuários no iOS e no Android. O navegador também é compatível com extensões do Chrome e tem customização de perfis. Junte tudo isso à inteligência artificial e, Bing! (desculpe o trocadilho)

Quando você está navegando através do Edge, o Bing já é nativo, o buscador está lá. O Bing tem uma interface limpa e fácil de usar. Você notará a diferença nas respostas de sua busca, com algumas sugestões e opções, como busca com imagens, voz e até o chat (você conversa com o buscador como se ele fosse um assistente). Especialmente a função de chat, muda a abordagem na busca. Por exemplo, ao invés de fazer a busca colocando um termo: "opções para jantar", você pode ser mais intimista: "Preciso fazer um jantar para 6 pessoas que não comem nozes ou frutos do mar. Você pode sugerir um menu de 3 pratos?". Parece algo simples, mas, essa abordagem te faz ganhar muito tempo abrindo os resultados das buscas para encontrar algo que o agrade. E como disse, o Bing tem o "Criador de Imagens". Não é uma busca de imagens, mas, ele irá criar uma imagem nova de acordo com a sua descrição. A ilustração no topo do artigo foi feita lá. Como já falamos sobre o uso da inteligência artificial no marketing em outro post (clique), não preciso entrar nesse mérito por aqui. Mas, para produtores de conteúdo, poder fazer pesquisa, ter sugestões de texto e ainda ilustrar no mesmo lugar, é muito bom. Sem falar que na outra aba já está aberta a página do blog ou rede social onde será inserido o conteúdo.

Comunicando a Gente Se Entende


Precisamos falar do
Skype. Ele faz parte dessa onda de inteligência artificial da Microsoft, mas, não é só isso. Apesar de não pretender contar a história do Skype aqui, esse aplicativo já tem alguns anos no mercado e com melhorias impressionantes. Vou resumir apenas dizendo que se não fosse pelo WhatsApp, provavelmente você o estaria utilizando em seus negócios e até com amigos e familiares. E só vou falar dele aqui, graças à integração com o Bing.

Em março de 2020, o Skype foi usado por 100 milhões de pessoas em um único mês e por 40 milhões de pessoas diariamente. O novo Skype está disponível em todo o mundo e a nova versão saiu primeiro nos dispositivos móveis para depois chegar ao desktop. Como disse, a nossa percepção do Skype talvez não seja tão boa graças à popularização do WhatsApp no Brasil. Mas, no mundo todo o contexto muda, e a Microsoft pontua mais uma vez, tendo em vista que o Meet da Google não cumpriu o que prometeu (não se compara em termos de ligações e integrações, pode ser que mude).

Ao anunciar essa nova tecnologia sendo incorporada no navegador e buscador, a Microsoft não liberou o uso imediato, mas, fez uma espécie de "lista de espera", onde a pessoa deveria se inscrever para usá-lo no lançamento. Nessa época o ChatGPT da OpenAI estava com quedas frequentes no servidor devido ao excessivo acesso à plataforma em todo o mundo. Note que, duas semanas após o anúncio do novo Edge e Bing, turbinados com inteligência artificial, a Microsoft já havia recebido mais de um milhão de registro de 169 países para experimentar sua novidade. E chegou a ter um feedback positivo de mais de 70% dos utilizadores. Daí vieram o preview das versões mobile, e da atualização do Skype, especialmente nos smartphones. Ou seja, a novidade do Skype chegou num momento de hype e boas experiências, o que eleva o seu uso. De fato, ele já foi atualizado para mais de 100 idiomas, e possui mais de 36 milhões de usuários ativos diariamente. Haja servidor!


Portanto, sendo um pouco repetitivo, estamos vivendo um momento histórico no uso da inteligência artificial. E se 2023 é um marco, uma das estrelas dessa história certamente será a Microsoft. Independente de preferências e usos, ao incorporar a inteligência artificial em seu navegador, buscador e comunicador, deu uma importante contribuição na popularização da IA. Os capítulos que se desenrolarão disso, como a concorrência reagirá, como os profissionais de marketing e o mercado tratará a questão, parece só melhorar essa história. E você, já fez seus testes? Conta pra gente!

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Fonte

Criador de Imagens

ChatGPT Passa em Prova de MBA

 


Ainda nessa semana conversando sobre o ChatGPT e os testes que havia feito nele, cheguei a tocar no assunto do iminente impacto da inteligência artificial na educação. Como professor, sei que o uso da tecnologia tem sido muito usado pelos alunos, por vezes, incentivado até pela preguiça de pensar. Então, nessa semana, deparo-me com a notícia de testes realizados com a inteligência artificial em uma universidade dos Estados Unidos.

Trata-se de uma pesquisa realizada na Wharton School, universidade da Pensilvânia, liderada pelo professor Christian Terwiesch. A ideia era saber se o ChatGPT conseguiria um MBA da renomada faculdade de administração. E por incrível que pareça, a inteligência artificial do ChatGPT-3 (a versão atual é a 3.5) foi capaz de obter média "B" no exame final, passando nos testes. O bot só não tirou nota maior, pois, segundo o professor, “não é capaz de lidar com questões de análise de processo mais avançadas, mesmo quando são baseadas em modelos bastante padronizados”, acrescentou Terwiesch. “Isso inclui fluxos de processo com vários produtos e problemas com efeitos estocásticos, como variabilidade de demanda. ”

Conforme o professor, também impressionado, o resultado "mostra sua capacidade notável de automatizar algumas das habilidades de trabalhadores do conhecimento altamente remunerados em geral e, especificamente, dos trabalhadores do conhecimento nos cargos ocupados por graduados em MBA, incluindo analistas, gerentes e consultores".

O trabalho do professor foi publicado no dia 17 deste mês, e traz elogios não apenas nas respostas lógicas, mas, nos estudos de casos e nas explicações, com respostas muito parecidas com humanas. O desempenho positivo do bot levanta questões não apenas com relação aos benefícios e avanços da tecnologia, mas, especialmente quanto ao seu uso indevido. Recentemente fizemos uma analise sobre o impacto da inteligência artificial no marketing. Contudo, agora, questões morais e éticas devem ser abordadas também.

O MBA do bot acende uma luz aos educadores e instituições que devem se preocupar com possíveis fraudes e uso indevido da inteligência artificial e do próprio ChatGPT, que já pode ser incorporado ao WhatsApp. Apesar do uso da inteligência artifical e de chatbots não ser algo novo, tinha um uso mais específico. Contudo, no final do ano passado, e especialmente no início desse ano, essa tecnologia viralizou no mundo todo e tem sido muito utilizado. O Departamento de Educação da cidade de Nova York já anunciou o banimento do ChatGPT dos dispositivos e redes de suas escolas.

Quem já tem usado a tecnologia na produção de copywriting e textos publicitários, sabe o quanto é difícil distinguir as respostas do bot de humanas. Livros tem sido escritos e publicados utilizando o ChatGPT. Obviamente, alunos não irão descartar o uso dessa tecnologia. Apenas a proibição talvez não seja a melhor solução. Mas, é algo que todos teremos que aprender a lidar, como foi a chegada do smartphones.

Com o impacto na área de marketing e comercial, o provável impacto na educação, e quem sabe futuramente, teremos uma nova relação com a inteligência artificial. Tudo isso ainda soa meio estranho, porém, acredito que fará parte do nosso dia a dia. Ou seja, a tecnologia deve ser aproveitada para o uso educacional e não proibida (a meu ver). Entretanto, num Brasil onde a educação não é lá uma das prioridades, esse será um grande desafio.

Essa não é uma discussão para pedagogos e educadores apenas. Os profissionais, deverão saber lidar com a tecnologia. Conforme disse o professor, "implicações importantes para a educação em escolas de negócios, incluindo a necessidade de políticas de exame, design de currículo com foco na colaboração entre humano e IA, oportunidades para simular processos de tomada de decisão do mundo real, a necessidade de ensinar problemas criativos resolução de problemas, melhor produtividade de ensino e muito mais.” Isso me deixa muito animado com as possibilidades de analises em marketing e processos estratégicos.

E você o que acha disso tudo? Vai acrescentar "domínio com chatbot" em seu currículo? Mande-me sua opinião!

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Fonte

O Uso da Inteligência Artificial e o Marketing de Conteúdo

 


A inteligência artificial (IA) é um tema que tomou grandes proporções atualmente. Estávamos acostumados a vê-lo em livros e filmes de ficção científica. Onde geralmente, robôs com forma humana entravam em um dilema ao perceberem emoções em si. Quem assistiu (ou leu) Blade Runner, ou A.I. - Inteligência Artificial, sabe do que estou falando. Longe dessas obras, as discussões e desenvolvimento desse tema aconteciam no meio acadêmico.  Porém, parece que hoje em dia, ela está bem presente em nosso dia a dia, e alguns ainda nem perceberam.

Lembro-me quando ainda cursava a faculdade e o professor trazia a grande novidade da computação que era o uso da IA na programação. O programa com inteligência artificial não só criava o algoritmo, como fazia o teste, e caso desse um erro já corrigia o mesmo. E ele aprende com o erro, de forma que, da próxima vez, já faz da maneira certa. Acredito que assim como eu, os colegas da turma, que já sofreram por desenvolver por horas um algoritmo e o bendito dar erro por causa de uma vírgula, desejavam por a mão nessa IA. Contudo, a questão é que a gente tinha a impressão que a IA seria uma coisa de filmes e de experimentos acadêmicos, algo longe da nossa realidade, de meros mortais.

Então, surgiram os assistentes pessoais, smartphones, alexias e o mundo mudou. Mas, e no marketing? Será que a IA trouxe algum impacto?

ChatGPT, Midjourney, Canva e Cia

"A Inteligência Artificial é um campo de estudo em rápida evolução e que promete trazer grandes benefícios para o futuro. É um ramo da tecnologia que usa algoritmos e técnicas de aprendizagem automática para criar sistemas de computação que simulem o comportamento humano. A Inteligência Artificial tem aplicações em muitos campos, desde marketing e vendas até saúde e serviços financeiros. O uso da Inteligência Artificial possibilita que as empresas possam usar a tecnologia para aprimorar seus produtos, aprimorar os serviços que oferecem e desenvolver novas maneiras de abordar problemas existentes. Além disso, a Inteligência Artificial também pode ajudar a tornar as organizações mais eficientes e melhorar a satisfação do cliente. Com o uso da Inteligência Artificial, as empresas podem economizar tempo e recursos, melhorar a qualidade de seus serviços e oferecer novas soluções para os problemas atuais. É uma área fascinante que certamente trará muitos benefícios para as organizações no futuro próximo."

O parágrafo acima foi escrito por uma IA. Sim, o marketing de conteúdo está sendo bombardeado pela IA, e isso parece bom. O texto foi escrito no Canva, plataforma famosa para designers, mas, incluiu textos automáticos feitos pela IA em suas funcionalidades. Para o desespero, ou alegria, de redatores e copywriters, essa tecnologia já caiu no agrado de muitos profissionais de marketing. O que não é muito difícil de acontecer, dado meu recente teste com o ChatGPT. Fiquei impressionado com a fluidez e qualidade da produção do OpenIA.

"A Inteligência Artificial do ChatGPT é uma tecnologia que permite aos usuários interagir com bots de maneira mais natural e intuitiva. O ChatGPT usa algoritmos de aprendizado para compreender e reagir aos usuários. Ele é capaz de processar linguagem natural, entender o contexto das conversas e responder de forma fluida e natural. O ChatGPT também pode ajudar os usuários a encontrar informações, criar conteúdo personalizado e aprimorar a experiência do usuário. Esta tecnologia está se tornando cada vez mais popular em empresas de todos os tamanhos, e é uma ferramenta poderosa para melhorar a comunicação com os clientes."

Funciona assim, você diz o que quer, e o robô por trás da aplicação "cria" o conteúdo com sua IA. Pode ser usado para textos, roteiros, títulos, frases, histórias, poemas, e por aí vai. Sim, dá para escrever um livro com IA. Aliás, já tem livro na Amazon sendo vendido, criado inteiramente através do ChatGPT. E que tal um livro infantil que foi escrito por IA e ilustrado também? Isso mesmo, através do Midjourney é possível criar ilustrações através da IA.

O Midjourney funciona como um chat dentro do Discord. É um aplicativo de inteligência artificial que permite aos usuários criar imagens incríveis usando uma variedade de ferramentas. Os usuários podem usar a IA para aplicar filtros e efeitos diferentes a suas imagens, além de gerar automaticamente imagens a partir de suas próprias criações. O Midjourney Discord também oferece recursos de compartilhamento e colaboração, permitindo que os usuários trabalhem juntos para criar imagens incríveis. A inteligência artificial do Midjourney é extremamente avançada e permite aos usuários criar imagens de qualidade profissional com facilidade. A imagem em destaque desse post foi feita lá!

O que temos visto hoje é a aplicação da IA em diversas áreas do marketing, até mesmo para ações de SEO. Minha percepção é mais ou menos a seguinte: Pense num problema ou situação de marketing, provavelmente já deve ter uma solução em IA sendo desenvolvida, ou já pronta.

O Fim dos Profissionais de Marketing

E a questão que trago aqui é mais profunda. Alguns profissionais insistem em dizer que nunca poderemos substituir a área criativa de um copywriter, um designer, ou um analista de marketing, ou um planner estrategista, por uma plataforma de IA. Entretanto, o que tenho percebido é que essa mudança não é um "se" para o futuro, já está acontecendo. E por pior que pareça esse cenário, tenho ouvido mais elogios do que reclamação.

Parece um cenário apocalíptico, profissões morrendo? Claro que não. Ao meu ver, e testes, a IA não substitui bons profissionais, apenas ajuda-os. Perceba que eu disse "bons profissionais", pois os ruins e medíocres perdem feio para a IA. E desabafando um pouco, com a facilidade de informações e cursos rápidos, o mercado foi infestado de profissionais ruins, oferecendo todo o tipo de serviço que se pode imaginar (com resultados horrorosos). Viva a IA, pelo menos agora eles podem usá-la!

Certamente a IA é algo que contribui. Espero apenas que sejamos desafiados a melhorarmos cada vez mais como profissionais e não fiquemos presos na zona de conforto de soluções rápidas oferecidas pela IA. E você, o que pensa sobre esse assunto? Já testou alguma IA? Vai lá, testa e me conta depois, vou deixar os links abaixo. Voltaremos nesse assunto em breve.

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Links:
* ChatGPT;
* Canva;
* Midjourney - (não se assuste, a página é diferentona mesmo).

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