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A Verdade no Copywriting

 


Recentemente presenteei-me  com o excelente livro do Paulo Maccedo intitulado: Copywriting - O Método Centenário de Escrita Mais Cobiçado do Mercado Americano. O livro é muito bem escrito, nem precisava dizer, recheado de dicas valiosas, e em breve poderei fazer uma analise dele (não é promessa). Porém, quero trazer aqui uma discussão, presente no livro, sobre a verdade no copywriting

A bem dizer, o livro não traz uma discussão, e sim cita um dos grandes (publicitários) copywriters da história, John Emory Powers, e seu estilo único. Um homem aparentemente sisudo, de difícil trato, com um início de vida que nada tinha a ver com a publicidade. O sr. Powers atuou principalmente no final do século XIX, quando a publicidade começava a ganhar força no pós revolução industrial. Nessa época a publicidade era principalmente escrita, com anúncios em jornais e revistas. Assim, Powers inovou com técnicas que mais tarde seriam bastante conhecidas, como, anúncios de uma página com storytelling, degustação de produtos e uma comunicação direta e com o uso da verdade.

Exatamente com frases curtas, diretas, uma mensagem certeira, firmou-se a marca desse grande copywriter. Mas, essa maturidade de escrita só veio após muita prática e treino. E vamos combinar que, precisou de muita confiança e coragem para o seu estilo de escrita. Veja alguns exemplos de chamadas publicitárias dele que ficaram famosas:

"Temos muitos tecidos podres e coisas das quais queremos nos livrar."

Ele escreveu esse anúncio quando trabalhava para a Wanamaker e foi-lhe dito que um departamento precisava se livrar de "tecidos podres. No dia em que o anúncio saiu, todo o estoque acabou antes do meio-dia, venderam tudo! Outro anúncio dele dizia:

"O preço é monstruoso, mas isso não é da nossa conta." 

Um que promovia gravatas dizia: 

"Elas não são tão boas quanto parecem, mas são boas o suficientes - e custam apenas 25 centavos."

Contudo, um que certamente precisou de muita coragem foi o que fez para uma empresa de roupas à beira da falência. Foi publicado assim:

"Estamos falidos. Este anúncio fará com que nossos credores acabem com a gente. Mas se você vier comprar amanhã, teremos dinheiro para atendê-los. Se não, iremos à falência." 

O resultado foi um aumento imediato nas vendas e a salvação da empresa.

John Powers é lembrado como o primeiro redator publicitário de tempo integral e abriu a era de ouro dos grandes copywriters. O estilo direto e de falar a verdade demonstrou que a comunicação não precisa ser floreada, hiperbólica e muitas vezes com inverdades, para se vender.  Ou seja, nada de enganar ou contar meias verdades para atrair o cliente. E a pergunta que me faço é, porque vemos tão pouco desse estilo hoje em dia?

Quando faço um diagnóstico buscando os diferenciais de um produto ou serviço a ser divulgado, a ideia inicial é entender o que é próprio daquilo, ou seja, qual a verdade sobre aquilo que pode ser um atrativo. Porém, já me deparei com empresários que simplesmente queriam divulgar características ou qualificações que simplesmente não existiam. O mais comum é ouvir de clientes que o produto (ou serviço) dele é "o melhor" ou que tem "o melhor custo-benefício" do mercado. Adjetivos que nem sempre são verdadeiros. Essa comunicação, ao meu ver, acaba gerando um efeito muito negativo para a marca, pois, a expectativa do cliente acaba sendo frustrada. E sim, tem um jeito certo de falar dos diferenciais sem enganar ou florear. E caso não exista, sejamos sinceros e que se busque a melhoria daquele produto/serviço.

Recentemente, fiz uma copy para uma campanha de uma escola que atendia a educação infantil. O foco era trazer matrículas de crianças (bebês) de 1 a 4 anos. A chamada que usei foi "O Segundo Melhor Lugar Para o Seu Filho Estar", e daí apareciam imagens, vídeos (dependendo da mídia) com os diferenciais. A pergunta que surgiria na cabeça do interlocutor seria "qual é o primeiro lugar?"; e a resposta, obviamente, é o lar da criança (para essa faixa-etária). Essa é a verdade! Seja pedagogicamente ou de qualquer olhar que você tenha no desenvolvimento infantil (emocional ou cognitivo). Mas, se os pais precisam trabalhar, o segundo melhor lugar, seria a escolinha, que no caso, era uma excelente escola. Porém, a campanha não foi aprovada. Por imposição da direção da escola, a chamada publicada foi "O Melhor Lugar Para o Seu Filho Estar". Nunca saberemos como seria o resultado em termos de matrículas da primeira opção, mas, o da segunda, não foi muito bom.

Em minha opinião, vivemos em dias de copys muito fracas que se valem de subterfúgios emocionais baratos, clickbaits, promessas falsas e técnicas para camuflar um produto para que seja vendido. Claro que não posso generalizar, pois, também vemos grandes e inteligentes anúncios, profissionais sérios e empresas que prezam pela sua marca. Mas, talvez, por causa do esquecimento das técnicas de Powers, da falta de verdade, algumas pessoas relacionam anúncios e propagandas como enganadores para fisgar o cliente desavisado. E eu nem estou falando de empresas fraudulentas e golpes que circulam por aí!

E você, o que achou da técnica de John Powers? Como vê os anúncios que aparecem diariamente em redes sociais, sites e buscadores? Será que a inteligência artificial conseguirá melhorar a qualidade do que vemos, no sentido de mais verdades, ou irá mais para o lado de gatilhos emocionais?
Para esse grande publicitário um bom anúncio mistura simplicidade, verdade e ousadia.


Twitter e TikTok em Busca de Anunciantes


Este mês de maio está bem agitado nas redes sociais, e digo a nível de direção dos negócios. Todos em busca de manter o seu público, especialmente os anunciantes, e se possível, crescer. O Twitter tem novo CEO, anunciado via tweet por Elon Musk, e visa crescimento de publicidade. O TikTok trouxe novidades em sua plataforma Business como o “TikTok World 2023”. E ainda, programas para criadores de conteúdo. A Meta também anunciou boas novidades com foco tanto para anunciantes e produtores de conteúdo, mas, sobre ela falaremos em outra postagem. 

O que temos visto é uma grande preocupação das mídias sociais em duas vertentes, anunciantes e produtores de conteúdo. Uma briga que promete render boas novidades. Como por exemplo, inteligência artificial e automação. Neste contexto, os profissionais de marketing devem se ater cada vez mais a um bom planejamento e diagnóstico, pra não ficar vendo a verba de campanha "escoando pelo ralo" nas plataformas. Ou seja, profissionalismo e dever de casa bem feito.

Twitter - Conheça Linda Yaccarino

Elon Musk anunciou em sua conta do Twitter no dia 12 de maio o nome da nova CEO do Twitter. Ela é uma especialista em publicidade global e parcerias, teve uma brilhante atuação na NBC Universal, e cuidará exatamente dessa área do Twitter. Sócios e analistas viram a mudança com otimismo, e parece que em breve veremos novidades nessa área do Twitter. A verdade é que houve uma queda de anunciantes na plataforma, o que deve mudar daqui para frente. Só o fato dessa notícia apaziguar a grande comunidade e acionistas, já foi uma grande vitória. (Outra vitória foi ver os memes da versão feminina do Elon Musk como sendo Linda Yaccarino, rsrs).

Você já anunciou no Twitter? Conte-me como foi a sua experiência! 

A verdade é que possivelmente ainda veremos outras mudanças no Twitter, e talvez até o nome possa mudar. Com uma CEO focada na área comercial, Elon Musk focará na inovação e melhoria do aplicativo. E acredite, nisso ele é muito bom! O Twitter tendo um gênio focado em melhorias tecnológica, e com recursos em abundância, eu já aposto que será um player muito forte em 2024. E pra finalizar, lembre-se que em termos de inteligência artificial, Elon Musk (e a Tesla) já está nesse ramo há um bom tempo. Tudo indica um novo Twitter melhorado em breve (Twitter X?). O que acha?

TikTok Preocupado com Engajamento e Performance

 A gigante chinesa TikTok anunciou o lançamento de ferramentas educacionais em sua plataforma TikTok Business, para ensinar as marcas como engajar melhor os anúncios na rede social. Trata-se do TikTok World 2023, com vídeos educacionais para ajudar possíveis anunciantes a entender melhor a publicidade na plataforma. Dentre os tópicos estão branding, comércio, desempenho e criatividade. E não são apenas videoaulas, o tal hub, traz ferramentas para ajudar gestores de marketing (especialmente gestores de anúncios) com a publicidade na plataforma.

Além do World Hub, a plataforma chinesa também trouxe o TikTok Fundamentals. A ideia é auxiliar os anunciantes melhorar os resultados de suas campanhas publicitárias na plataforma. Também na linha educacional, a empresa aconselha investir três pilares para o sucesso nos anúncios: 

  • Combustível - Fornecer corretamente os dados e material criativo para os anúncios.
  • Construção - Começar com uma estrutura de conta e campanha mais simples; partir para uma segmentação escalonável, não limitando o público; e programar um orçamento para conseguir passar da fase de aprendizado da campanha e ter resultados.
  • Automatizar - Utilizar as soluções da plataforma de anúncios como "desempenho inteligente" (SPC), "otimização do orçamento" (CPO) e "criativo inteligente" (Smart Creative).

Profissionais de marketing, especialmente gestores de tráfego, sabem que não é muito saudável em termos de otimização da verba de campanha, deixar a plataforma escolher o que fazer com o seu anúncio, especialmente para verbas limitadas. Mas, o Google também sugere algo parecido com seus formatos de anúncio, o que não recomendo. Contudo, essa iniciativa não deixa de ser uma tentativa de ajudar, e incentivar, os anunciantes na plataforma. 

E como a base de toda mídia social são os criadores de conteúdo, o TikTok ainda anunciou nesta semana o Effect Creator Rewards, um programa especial de monetização. Funciona como uma espécie de recompensa por engajamento das publicações que utilizarem determinado efeito de vídeo. Serão disponibilizados 6 milhões de dólares, premiando conquistas. Para início, cada vídeo com 500 mil engajamentos num prazo de 90 dias da publicação, o produtor será premiado com 700 dólares. Depois de desbloquear a conquista inicial, a cada vídeo com 100 mil, novos prêmios. Infelizmente, não está disponível para o Brasil ainda. Veja abaixo:



Guia Descomplicado de Tráfego Pago - 01


 O "Guia descomplicado de tráfego pago para negócios digitais" foi idealizado, produzido e distribuído pelo professor e profissional de tráfego Douglas de Castro. Ele tem se posicionado como referência no mercado há muitos anos e certamente tem ajudado milhares de pessoas com os famigerados anúncios online. Tratamos sobre o gestor de tráfego neste outro artigo (sua importância e atuação), e falaremos mais sobre a profissão e o que fazer para atuar nessa área do marketing digital. Por isso, trago parte deste guia do prof. Douglas, que além de explicar "o quê" trará estratégias para saber "como" fazer tráfego pago. 

O termo "tráfego" ficou muito famoso na internet quando começou a ser usado por produtores digitais especialmente no nicho de marketing digital. Na verdade, refere-se ao volume de pessoas visitando um site, uma página de venda (landingpage) ou perfil de rede social. Essa atração geralmente é feita através de anúncios, seja no Google ou nas redes sociais. Ou seja, as pessoas vêem o anúncio, clicam nele e são levadas a uma página de destino. A página que ninguém sabia da existência começa a ter visitas de pessoas, um movimento, um tráfego de internautas. Dessa forma, se ninguém visitar a página do seu produto, ninguém o comprará, daí a importância do tráfego, de levar pessoas até essa página para realizarem a compra. Então, o bom gestor de tráfego, faz bons anúncios para levar pessoas "qualificadas" (que desejem comprar) a essas páginas.

Com a palavra o professor:

O que pode ser vendido na Internet

 O objetivo do tráfego, independente se é pago ou orgânico, é a venda. Claro que existem anúncios que apenas reforçam a marca de uma empresa, mas o que importa, no final, é a venda. E, na internet, você pode vender praticamente tudo. Veja só:

  • Produtos físicos: geladeira, tênis, roupa, carro, ar-condicionado, cápsula de emagrecimento, etc.;
  • Serviços: manutenção de ar, aula de violão, serviço de social media, etc.;
  • Produtos digitais: cursos, ebooks, seminários online, ferramentas online, etc.;
Dá para dizer que as possibilidades são praticamente infinitas. Mas para descomplicar o tráfego pago é preciso ter foco em um tipo de produto só. E nesse artigo vamos trabalhar em cima de um tipo muito específico: os produtos de transformação. Como o próprio nome diz, são produtos que produzem algum tip0o de mudança na vida da pessoa que consome aquele produto. Por exemplo:
  • Cápsulas: emagrecimento, crescimento capilar, etc;
  • Cursos: que ensinam a ganhar dinheiro na internet, que passam alguma dieta, que ajudam em algum tipo de relacionamento, etc;

Todos esses produtos são muito procurados na internet, e por causarem uma verdadeira transformação na vida de quem consome o conteúdo e aplica, são produtos muito lucrativos. Principalmente quando falamos de cursos online, que não tem nenhum custo por cada unidade vendida. O próprio artigo de um blog pode ser um produto de transformação, quando o leitor aprende algo e aplica em seu negócio trazendo resultados. De todos os produtos vendidos na internet, o melhor tipo de produto para obter alto lucro é o produto digital de transformação.

O Processo de Vendas dos Produtos Digitais

Como acontece a venda de um produto digital (ou qualquer outro)? Para isso, vamos fazer uma analogia com uma linha do tempo, onde o começo é quando o cliente ainda nem sabe que precisa de alguma coisa e o final, é quando ele compra um produto. Vejamos as etapas presentes nessa linha:


  • Inconsciente: é quando o futuro cliente nem sabe que está com algum problema e você o alerta com um anúncio. Por exemplo quando ele (futuro cliente) vê a chamada: "Ei, você gostaria de aprender uma nova profissão que te paga até 10x mais que o mercado tradicional, e ainda te permite trabalhar no conforto da sua casa?" Pronto, você despertou o cliente para um problema/desejo que a pessoa nem sabia que tinha.
  • Consciente do problema: este é o estágio quando o seu futuro cliente já sabe o que ele precisa/quer, como no exemplo acima, ele já sabe que quer aprender essa nova profissão, mas ainda não sabe como. Chegou a hora de apresentar uma solução perfeita para essa pessoa. Neste caso, a chamada é diferente, por exemplo: "Eu preparei um aulão gratuito para te explicar tudo sobre a profissão de Gestor de Tráfego, que é aquela que mais cresce no digital e que qualquer pessoa pode começar do absoluto zero, sem saber nada de internet. É o seu caso? Clique aqui no 'Saiba Mais'."
  • Consciente da solução: este é o estágio em que o futuro cliente reconhece o seu problema e sabe que existe está em busca de uma solução. Tomando o exemplo anterior: seu futuro cliente se inscreveu no seu aulão e lá dentro você vai explicar tudo sobre a profissão de gestor de tráfego: como começar, como conseguir os primeiros clientes, onde aprender, etc. Só que no final dessa aula, você vai apresentar o seu produto para o cliente, dizendo que é por meio dele que a pessoa vai ter o método completo para se tornar um gestor de tráfego e conseguir viver apenas disso, e viver muito bem, com liberdade, etc.
  • Consciente do produto: neste estágio o futuro cliente tem o contato com o seu produto. Ele ainda não comprou, mas, já tem ciência dele, sabe bem do que se trata e a dor que ele resolve. Talvez ele esteja esperando uma oferta melhor, ou uma ocasião oportuna (no recebimento do salário, por exemplo) para adquirir. Neste estágio, voltando ao exemplo anterior, você pode impactar a pessoa com anúncios de depoimentos de outros clientes satisfeitos, vai falar sobre a garantia, explicar como funciona o curso por dentro... aí faz uma chamada para ele realizar a ação de compra e finalmente virar seu cliente.

Esse processo acontece em todos os mercados, com qualquer produto do mundo. Você precisa levar a pessoa desde o momento que ela nem sabe que precisa da sua solução, até transformá-la em cliente. Obviamente, nem todas as pessoas estão ali no primeiro estágio, quanto mais avançada ela estiver, mais fácil será essa venda. Porém, a quantidade de pessoas diminui conforme você vai avançando no nível de consciência. Funciona mais ou menos assim, vamos supor que você dê aulas particulares de música. Em sua cidade existem milhares (talvez milhões) de pessoas. A maioria nunca nem parou para pensar na possibilidade de aprender um instrumento musical (o que é benéfico para qualquer um). Desses alguns até têm vontade de aprender, mas, não sabem direito como ou não se acham com a capacidade para aprender. Desses alguns sabem do benefício, tem vontade e já sabem que existem aulas particulares para isso, inclusive online, porém nem fazem ideia de quem é você ou do serviço que você oferece. Mas, tem um círculo de pessoas em sua rede pessoal que sabem que você é professor e têm vontade de aprender. Percebe que esse último grupo é bem menos do que o anterior e assim por diante?


A compreensão desses estágios é fundamental no tráfego pago, pois, como vimos em cada um deles o anúncio, a comunicação, deve mudar. Colocamos os processos em uma linha horizontal lá no início, mas, poderíamos colocá-los na vertical. E como você percebeu, quanto mais acima (estágio "inconsciente"), maior o grupo de pessoas, e quanto mais abaixo, menor. Essa representação vertical, levando em consideração o número de pessoas, é bem visualizada como se fosse um funil.

Ao observar a imagem do funil podemos perceber como funciona o processo de vendas, e o mais importante, entender o estágio do futuro cliente, para saber anunciar corretamente para cada estágio. Repito, não há como ser um bom gestor de tráfego sem compreender corretamente cada estágio do funil de vendas. O Funil de Vendas é uma das bases para a gestão de tráfego, como veremos adiante. As estratégias de tráfego mudam de acordo com o estágio do funil. Juntamente com os anúncios (tráfego pago) e o copywriting (escrita publicitária), formam a tríade digital. Falaremos disso no próximo artigo. Traremos estratégias e análises nesse mini curso de gestão de tráfego. Acompanhem!

Quer aprender tudo sobre gestão de tráfego? Clica no banner abaixo! Qualquer dúvida, escreva-nos!




A Gestão de Tráfego Pago


Uma das áreas muito importante do marketing digital é a gestão de tráfego. Gostaria de refletir um pouco sobre essa área, o profissional, as plataformas, os resultados e dicas, enfim. Chegou a hora de conversarmos um pouco sobre esse assunto que hoje é um dos pontos chaves na maioria das estratégias de campanhas e na comunicação efetiva de marcas e produtos. Certamente, ao falarmos deste assunto, seremos confrontados por outros correlacionados como, planejamento, diagnóstico, copywriting, e por aí vai. Ou seja, iniciaremos hoje uma série de postagens, onde pretendo chegar em estratégias e técnicas de tráfego que mais tem funcionado em minha experiência, obviamente passando por dicas e reflexões. Apesar de não ter a pretensão de curso, espero contribuir tanto para quem é iniciante, quanto para gestores de tráfego mais experientes. Fique à vontade para comentar, escrever-me, com opiniões, sugestões e sua experiência.

Entenda pela expressão "tráfego pago" toda forma de anúncios pagos à plataformas na internet, seja Google, Facebook ou outra qualquer, com a intenção de trazer pessoas ao seu site de vendas ou publicação.

Tráfego Pago e o Google Ads

A pandemia trouxe um processo de digitalização forçada no mercado. As empresas foram obrigadas a vir para a internet para poder vender os seus produtos ou serviços. Por incrível que pareça, muitos ainda eram resistentes em investir dinheiro em campanhas online. E para vender produtos e serviços na internet, você precisa de tráfego pago. Assim, de 2019 para cá, podemos dizer que o volume de anúncios aumentou, e com isso, a necessidade de profissionais que compreendam essa ação. Contudo, antes de falar do gestor de tráfego, vamos refletir um pouco sobre isso que acabamos de dizer. Por quê algumas empresas não tinham campanhas de tráfego pago como estratégia comercial antes da pandemia? Os anúncio já funcionavam antes da pandemia?

No ano 2000 o Google lançou o Adwords, sua plataforma de anúncios, o que viria a ser a sua principal fonte de renda. Mesmo com o lançamento do Google Play (loja de aplicativos) em 2012, o Adwords já havia se tornado uma máquina de dinheiro impressionante. Naquele ano, fiquei impressionado com a notícia que o Google havia sido a empresa que mais havia faturado com publicidade no mundo. Foi então que eu percebi que uma mudança tinha ocorrido no meio publicitário, a mídia online estava rendendo mais do que a televisiva, por exemplo. Em 2016, com o lançamento dos anúncios no celular, a empresa deixou Facebook e Microsoft para trás, faturando mais de 21 bilhões de dólares naquele ano (e a publicidade representava cerca de 90% do faturamento do Google). Ou seja, naquela época já haviam milhares de empresas anunciando no Google diariamente. E as empresas só continuavam anunciando porque os anúncios retornavam em lucros. Em 2020 o Google bateria um recorde faturando lucro de US$ 41,2 bilhões, com receitas totais de US$ 182,5 bilhões, conseguindo aumentar essa façanha em para US$ 61,2 bilhões em 2021 (o que chamamos de efeito pandemia)*.



Apesar de no ano passado, 2022, ter havido uma queda no faturamento em relação à 2021 (caiu de US$ 61,2 bilhões para US$ 59 bilhões), podemos dizer que a tendência é o volume de anúncios continuar crescendo. As empresas já perceberam que elas vão precisar cada vez mais investir no ambiente digital. Assim, ter um orçamento separado para anúncios no Google, Meta, e outros, faz parte da gestão da sobrevivência de qualquer negócio hoje em dia. Se não for questão de sobrevivência, pelo menos posso dizer que aquele que não está anunciando, possivelmente está perdendo negócios, "deixando dinheiro na mesa". Mesmo assim, ainda hoje, há empresas e profissionais que não anunciam na internet. Alguns por motivos plausíveis, outros nem tanto. 

Tive um cliente, para o qual fizemos um plano de crescimento dos negócios com estratégias de marketing para aumento do share no interior, que não poderia fazer anúncios pagos, devido a uma política da marca representada. Outro, para qual trabalhamos com estratégias de branding e posicionamento, não podia fazer tráfego pago, pois já não conseguia atender à demanda de clientes. Mas, a maioria de clientes que me deparei que não fizeram anúncios online, foi devido a dificuldades de enxergar um retorno financeiro plausível através desse canal. Ou seja, o comerciante investia a vida toda em panfletagem e acreditava que aquilo que estava dando certo não era pra mudar.

Ainda bem que os números acima mostram o movimento contrário. Com esse volume todo de dinheiro sendo investido pelas empresas, você deve imaginar que não é qualquer um que cuidará dessa área. Por isso, surgiu o gestor de tráfego. Vamos falar um pouco desse profissional a seguir.

O Gestor de Tráfego

Nas agências de publicidade que passei, tínhamos um profissional chamado de "mídia". Ele era o responsável por além de ajudar na estratégia de campanha, cotar e fazer as veiculações dos anúncios publicitários. Assim, ele era a ponte da produção com as rádios, emissoras de tv, jornais, e assim por diante. Além de entender de publicidade, o mídia entendia dos formatos de mídia, programação, campanhas, negociação, e por aí vai. Costumo fazer um paralelo dessa função com a do gestor de tráfego nas agências digitais. Ele é o profissional que irá ajudar na estratégia do anúncio, saber escolher as principais plataformas para anunciar, além de configurar o anúncio, veicular e acompanhar os resultados. O que quero dizer, é que essa não é uma função de apenas operar uma ferramenta de publicação, o gestor de tráfego precisa ter qualificações que vão além da configuração do anúncio.

Pense comigo! Tendo em vista que as plataformas de anúncio, como o Google, geram sua renda a partir dos anúncios, elas tentam deixar o processo de "criar um anúncio" o mais simples e intuitivo possível, para que cada vez mais pessoas possam anunciar, não acha? Na verdade, até ajudam nesse processo. Contudo, apenas montar e veicular o anúncio é apenas uma parte do processo, e nem considero a mais importante. Algumas habilidades o gestor de tráfego precisa desenvolver, e citarei algumas.

A primeira, que pode parecer óbvia, mas é fundamental, justamente é aprender sobre tráfego. Isso implica em entender da jornada do cliente no digital, conceitos de SEO, a importância da página de destino, cookies, pixel, e por aí vai. E a coisa pode complicar um pouco quando você passa a pensar em UX (experiência do usuário), mobile marketing, apps (como WhatsApp) e até ações que envolvem e-mail. Entender como o internauta trafega, como ele chega até o destino que você quer, como e onde ele vê o seu anúncio, os "caminhos" por onde ele irá passar até realizar a ação pretendida. Isso é o tráfego! 

O gestor de tráfego precisa entender também como funciona uma campanha. Aliás, esse é o nome que as plataformas dão aos anúncios seja um ou conjunto deles, "campanha". Uma campanha tem objetivos (metas), período de veiculação, mídia, verba, público, e por aí vai.  Por exemplo, no FacebookAds, o gestor deve entender que cada objetivo de campanha é para um nível de conscientização que o potencial comprador tem. Deve-se usar cada objetivo de campanha, considerando não apenas o que o anunciante quer, mas o estágio em que a pessoa que será impactada pelo anuncio está, isso também se aplica no Google Ads. Dessa forma, se você coloca como objetivo uma conversa direta via messenger ou WhatsApp, está considerando que a pessoa já está com algum interesse e a venda é mais consultiva. O seu anúncio irá utilizar um vídeo, imagem? Como e quando usar cada um desses formatos faz toda diferença na campanha. Caso seja um anúncio de teasing, ou remarketing, os públicos são bem distintos. Algumas campanhas são necessários fazer testes de criativos, para depois ajustar a verba de campanha. E para não se perder, o bom e velho planejamento de campanha é fundamental.

As habilidades não param por aí. Já que falamos da jornada do cliente e nível de conscientização dele, isso também implica em conhecer os funis de vendas. E mesmo que as estratégias de funis estejam num outro departamento, geralmente a nível de diretoria ou gestão da empresa, o gestor de tráfego deve conhecer a respeito para montar a estratégia de campanha. Não adianta gerar o tráfego pago se não tem o funil de venda planejado. Deparei-me com algumas situações onde o anúncio apontava para um público de topo de funil e a empresa queria clientes prontos para comprar (fundo de funil). O erro aqui foi do gestor de tráfego, que sabia tudo sobre a plataforma, mas, quase nada sobre funil de vendas. Ou seja o custo por aquisição (CPA) estava bem além do esperado. 

Como foi dito, entender sobre o cliente é muito importante, e acrescento que é igualmente importante saber se comunicar com ele em cada fase (seja do funil ou da jornada). Estou referindo-me à habilidade de copywriting. Obviamente, por se tratar de uma profissão à parte, o ideal é ter um copywriter focado. Mas, sabemos que nem sempre essa é a realidade da maioria. O gestor de tráfego deve ter um mínimo de conhecimento sobre redação publicitária. Não adianta ter um anúncio muito bem configurado, no sentido técnico, um funil definido, mas, a comunicação errada. Costumo dizer que o anúncio pode da mesma forma atrair ou afugentar o cliente, dependendo da copy. E não trata-se apenas de saber termos de persuasão, isso o ChatGPT faz com maestria. A grande questão é ter clareza na comunicação, fazer ressoar a sua proposta de valor nas dores do cliente, como uma solução plausível e que faça sentido para ele.

Agora já posso falar, o gestor de tráfego deve dominar a ferramenta de publicação. Claro que isso faz diferença! O monitoramento do anúncio é essencial e saber definir as KPIs, como mensurar as métricas, onde modificar para que melhorar determinado dado, isso é fundamental. Por exemplo, teve uma campanha que estava performando bem e de repente começou a cair muito o resultado. Ficamos sem entender, até que pensamos que o problema poderia ser justamente uma limitação do lance por clique. Aumentamos o valor, e a campanha voltou a performar bem. Naquele período a concorrência havia aumentado, e apesar de todas as configurações estarem ok, esse limitador tirava nosso anúncio do páreo. O gestor deve saber exatamente o que cada item da plataforma faz, e como utilizá-lo em benefício próprio. Enfim, tem que dominar mesmo. Seja GoogleAds ou TikTokAds, quanto mais domínio da plataforma, melhor. Isso dará mais segurança ao gestor de tráfego e trará melhores anúncios. Mas, isso também tem a ver com a experiência. 

Recapitulando, o gestor de tráfego precisa conhecer sobre:

  • Tráfego (orgânico e pago);
  • Funcionamento de uma campanha;
  • Funil de vendas;
  • Copywriting;
  • Ferramenta de publicação.

Acabou por aí? Por incrível que pareça, não. Ainda acrescentaria, saber fazer um diagnóstico da concorrência, teste de palavras-chave, segmentação, e por aí vai.

Portanto, o gestor de tráfego deve saber sobre marketing digital. Na verdade, é bem difícil separar as coisas, tanto o gestor de tráfego deve compreender o marketing digital, como quem busca compreender o marketing digital deve entender a gestão de tráfego. Porém, existe uma formação específica e mais aprofundada em gestão de tráfego. Irei abordar em outras postagens algumas dicas e técnicas que uso no tráfego pago. Caso deseje aprender a fundo, clique no banner abaixo. Viva o gestor de tráfego! Sem ele, os bilhões movimentados na internet não seriam os mesmos.



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fonte: INFOMONEY

Netflix com Anúncios Já tem Data Para Começar


Certamente este tem sido um dos anos mais importantes para a Netflix. A gigante do serviço de streaming anunciou no final do primeiro trimestre uma queda volumosa de assinantes. Seguidos a isso vieram demissões, mudanças na empresa, alterações no catálogo (diminuiu muito) tudo em busca de um equilíbrio fiscal. Contudo, as ações continuavam a cair, e os acionistas certamente cobrando posturas cada vez mais fortes. Até que em julho desse ano eles fizeram um anúncio, que segundo alguns foi a "jogada de mestre" da Netflix, uma parceria com a Microsoft.

Minha Amiga Microsoft

(esse subtítulo faz alusão ao game Minha Amiga Peppa Pig do Xbox One que teve problemas com hackamento de contas).
 O grande foco da parceria entre Netflix e Microsoft está especialmente na publicidade e propaganda. Nessa área de anúncios a Microsoft pode não ser a número um, mas, já tem bastante experiência.  Lembrando que ela comprou a Xandr da AT&T no ano passado, que possui uma solução de primeira linha, larga escala e orientada a dados para publicidade. Ou seja, esse acordo posiciona a Netflix num dos mercados mais lucrativos do mundo.

Além da valorização do branding, ao se associar a uma marca premium, a possibilidade dos anúncios deu solidez, com a possibilidade de ganhos a longo prazo. Então, essa boa notícia trouxe novo fôlego e de fato se mostrou uma jogada importantíssima. Caso não tivesse jogado essa "carta" na mesa, a produtora de Stranger Things poderia estar numa situação bem pior, após o anúncio do grupo Disney sobre seu número de assinantes (que se tornou no mês passado o número 1 do mundo deixando a Netflix em segundo lugar).

Netflix Planos

Um dos desdobramentos dessa parceria com a Microsoft seria um novo plano de assinatura com valor reduzido. Mas, ao que parece não é todo o conteúdo que terá anúncios. Dizem os rumores que filmes da própria Netflix não teriam esses anúncios, e nem conteúdo voltado ao público infantil (duvido).

Essas mudanças parecem que chegarão no dia 1º de novembro. Segundo a notícia do The Wall Street Journal, os planos custarão entre 7 e 9 dólares e estrearão nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha. Talvez (dependendo da cotação) seja uma boa usar o seu VPN. Ah! Aquela história de cobrar o tal "ponto extra" parece que vai acontecer. Ou seja, emprestar a conta pra galera vai dar prejuízo.

Plano de Mídia

O que isso vai mudar na sua vida publicitária? Não sei. Já era difícil encontrar cliente para anunciar em canal de TV paga, mas, pode ser que esse modelo "pegue". O brasileiro meio que já é acostumado com a publicidade, e até gosta. Acho que seria bom segmentar anúncio para os fãs de determinada série, no momento em que eles estão assistindo.

Por enquanto, o Youtube vai continuar reinando no mundo dos anúncios. Digo isso porque não é só a Netflix que está correndo atrás de uma fatia desse bolo publicitário, outros gigantes estão no páreo. Por aqui, nomes como Pluto TV, VIX TV e +Favela TV e os sistemas de TV conectada como da Samsung Ads e LG Channel atraem usuários com conteúdos gratuitos e publicidade nos intervalos da programação.
Aliás, você já domina anúncios no Youtube? Escreva-nos e receba dicas.

O Conteúdo dos Anúncios no Marketing Digital


    Talvez você já esteja até acostumado, quando vai assistir a um vídeo no Youtube, lá vem um anúncio. Algumas vezes, até vários no mesmo vídeo. A Google fatura alto com isso já tem alguns anos. E você, tem faturado com eles também?


    Os anúncios são uma forma legítima de você divulgar seus produtos e/ou serviços na internet. E sim, eles trazem resultados. Mas, sem querer entrar no mérito da questão do planejamento publicitário, às vezes os anúncios dão errado. O famoso ditado “o tiro saiu pela culatra” já aconteceu em alguns casos na história publicitária do Brasil, e na internet não é diferente. Pode ser um erro de perspectiva, timing da propaganda (o momento errado), mensagem abusiva ou enganosa, baixa qualidade da mídia, ou da mensagem. Um caso que marcou a internet foram as propagandas da empresa Empiricus, com a Betina. Aliada à saturação dos anúncios (a campanha deles foi gigante) a mídia teve uma mensagem controversa, o que acabou gerando um desgaste da marca e uma enxurrada de críticas na época. Eles tiveram lucro com a campanha? Talvez em termos de ROI da campanha sim, mas, certamente tiveram um prejuízo no branding

   

    Além do caso citado, vemos muitos anúncios atualmente de cursos online. A venda de cursos é um negócio que tem gerado interesse de muitos investidores, pois é escalável (permite a venda a diversas pessoas simultâneas) e de baixo custo. Geralmente, essas empresas recorrem a métodos de marketing bem agressivos para atrair os clientes/consumidores, gastando volumosas quantias em anúncios. Alguma vez já se deparou com algum anúncio sobre como ganhar mais dinheiro ou programas de emagrecimento? O que não é um problema em si, caso o produto seja bom, e a mensagem publicitária também.

    A venda de cursos online tornou-se a fonte de renda para muitos que perderam seus empregos na pandemia, e empresários que viram o seu negócio falir nessa crise. E sim, existem estratégias para se vender cursos online de baixo custo. Alguns estão até em uma situação melhor hoje, superando a crise.


    Então, chegamos à pergunta: existe outra forma para divulgar meus produtos/serviços sem ser através de anúncios? Eis que entra em cena o Marketing de Conteúdo. Que nada mais é do que você (sua empresa) despertar o interesse do seu público-alvo através de conteúdos feitos para eles. Você entrega conteúdo de verdade e não apenas anúncios. Por exemplo, suponhamos você tenha uma loja de móveis. Então, você começa a postar no blog do seu site, dicas de decoração, como aproveitar melhor os espaços, análises dos lançamentos, etc. Quando um internauta fizer uma busca sobre esses temas será atraído para o seu website. E se o conteúdo for realmente bom, ele poderá até divulgá-lo para seus amigos, fazendo que sua visualização seja bem maior.

       Ao entregar um conteúdo de qualidade você atrai mais clientes para o seu negócio. Melhor ainda, atrai seguidores, defensores para sua marca. Busque estratégias publicitárias assertivas, mas, sem tentar enganar sua audiência ou ser apelativo. Isso trará mais valor e credibilidade para sua marca, e certamente os lucros virão.

    Um dos benefícios do Marketing de Conteúdo é que você passa a ter seguidores, fãs e não apenas possíveis clientes. Claro que essa é uma solução a médio e longo prazo, ao passo que os anúncios são de curto. Mas, você pode aliar as duas estratégias para favorecer o seu negócio. Lembrando que é preciso planejamento, expertise e muito trabalho.

 

      Quer saber mais sobre como fazer anúncios ou sobre o Marketing de Conteúdo? Mande-nos uma mensagem, enviaremos um material para lhe auxiliar. Conte-nos a sua experiência!


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