O Trabalho de um YouTuber



 O que faz, ou precisa fazer, um YouTuber? Que conhecimentos e práticas fazem parte de sua rotina? Bora falar um pouco sobre isso!

Recebi um convite inusitado neste semestre de uma escola particular. A ideia era ajudar num projeto com os alunos do ensino fundamental anos finais, que eles denominaram de Youtuber (nome dado à matéria). A área educacional sempre foi uma das minhas paixões, por isso, sou professor já tem um bom tempo. Mas, sem dúvida, essa matéria era um desafio. Lembrei-me de alguns amigos que são YouTubers (vivem disso), da trajetória e lutas deles. E obviamente, de todo conteúdo teórico que tinha a respeito. Uma das metas era revisar o projeto e passar aos estudantes o que seria essencial, e vou compartilhar um pouco com vocês sobre esse tema.


O Fabuloso YouTube

Muito tem se falado da plataforma de streaming do Google, especialmente pela importância que ela tem, sendo o segundo site mais acessado do mundo (perdendo apenas para o buscador Google). Dessa forma, certamente você já deve ter visto coisas do tipo, “viver de YouTube”, o “YouTube como estratégia de vendas”, “YouTube para empresas”, e por aí vai. Realmente, com uma audiência gigante e cativa, esse gigante é um local fértil para muitas ações de marketing e até de empregos. Você tem usado o YouTube em suas estratégias?


Contudo, poucos imaginam, ou realmente sabem, a dura realidade dos profissionais que utilizam essa plataforma, especialmente dos criadores de conteúdo. De fato, muito mais do que gravar vídeos, eles devem estar atentos a outros fatores. Resumidamente, veja abaixo algumas habilidades e assuntos que o YouTuber deve dominar.

  1. Produção

Nem precisava falar, mas, para ser um YouTuber, tem que fazer vídeos. E aqui entra a produção de vídeos, que envolve coisas do tipo:

  • Roteiro - Saiba antes como será o seu filme.

  • Filmagem - Apesar que alguns vídeos são feitos totalmente na edição (o YouTuber não aparece), outros por inteligência artificial, porém, o normal é que haja uma filmagem. Nesse caso, o YouTuber deve preocupar-se com: equipamento de filmagem, cenário, figurino, iluminação, enquadramento e áudio.

  • Edição - Chegou o momento de fazer os cortes necessários, aplicar zoom, transições, efeitos, legenda, imagens, montagens, equalizar o áudio, trilha sonora e tudo mais para deixar o seu vídeo ainda melhor.


  1. Postagem

Com o filme pronto, agora é necessário disponibilizar o vídeo na plataforma de streaming, ou seja, postá-lo. Simples, não é? Nem tanto quanto parece. Aqui o YouTuber deve compreender coisas como:

  • Formatos do vídeo - proporção do vídeo, tamanho da tela, tipos de arquivo, podem afetar ou até impossibilitar a postagem do mesmo. Alguns formatos não são aceitos pelo YouTube, outros podem deixar o seu vídeo mal adaptado para o seu objetivo. Por exemplo, dependendo da resolução de tela ou do tipo do arquivo, o YouTube não aceitará o seu vídeo.

  • Direitos Autorais - O YouTuber deve conhecer as normas da plataforma, especialmente com relação aos direitos autorais, senão pode ter todo o seu trabalho perdido. Por exemplo, se você gravou o vídeo e colocou uma trilha sonora de um artista de sucesso que você gosta, provavelmente terá infringido os direitos autorais e poderá ter o seu vídeo desmonetizado, ou até pior, banido.

  • YouTube Studio - Durante o processo de postagem, algumas configurações no seu canal e do YouTube Studio deverão ser feitas. Conhecer as possibilidades dessa ferramenta, e como cada coisa impacta é fundamental. Além disso, durante a postagem elementos como: título, descrição e miniatura, deverão ser muito bem pensados.

  • Arte de capa  (miniatura ou Thumbnail) - Por incrível que pareça, além de estratégica, a capa é um elemento importante na postagem do vídeo.

  1. Divulgação

O nosso YouTuber produziu o vídeo, postou com olhar atento em todos os detalhes e está todo orgulhoso do seu trabalho bem feito. Contudo, só ter o vídeo postado não é garantia de que as pessoas o assistirão. Ele precisa divulgar o vídeo! 

Essa é uma etapa que exige um esforço além da plataforma, e alguns conhecimentos em marketing digital são muito bem vindos. A divulgação envolve:

  • Elementos de SEO - Na verdade, a divulgação começa até mesmo antes do roteiro, na escolha dos temas dos vídeos. Saber escolher os temas dos vídeos e ter títulos criativos, já ajudam muito para o vídeo ser encontrado. Então, quando você otimiza o seu vídeo para os buscadores, na verdade, o próprio YouTube estará divulgando o seu vídeo para outras pessoas.

  • Capacidade de interação - Sim, uma das formas para você divulgar o seu vídeo é contar para as pessoas que ele está lá disponível. Isso inclui divulgar no seu WhatsApp, redes sociais, e-mail. Ou seja, o YouTuber tem que sair falando mesmo e enviando o link do vídeo para outras pessoas. Até mesmo fazer comentários pertinentes em conversas, fóruns e grupos que falam do tema do seu vídeo, ajudará a divulgá-lo.

  • Anúncios - Anúncios pagos também o ajudarão.

  • Parcerias, colabs (vídeo com participação de outros youtubers), e por aí vai.

  1. Monetização

Esse tópico representa muito para o YouTuber, pois é onde ele faz o ganha-pão. E quando falamos de monetização vai além da própria plataforma do Google. Vou apenas citar alguns meios de monetização para o YouTuber, mas, esse tópico merece uma postagem a parte. São eles:

  • Adsense do Google - o youtuber passa por um processo de aprovação, e em breve virão novidades sobre isso;

  • Comunidades e Subscrições - o próprio YouTube oferece, através do programa Adsense, a subscrição da audiência;

  • Lives - aqui entram os comentários em destaque e stickies personalizados - também passa pela aprovação do YouTube;

  • Parcerias comerciais (patrocínios);

  • Mídia Kit;

  • Venda de produtos por indicação.

  • Afiliações.


Perceba que a vida de YouTuber não é um “mar de rosas”. Na verdade, é uma rotina de produção de conteúdo e gestão muito grande. E os resultados vêm com o tempo e constância. Ou seja, nada é do dia para a noite (o que pode gerar alguns problemas emocionais, como ansiedade). Você encontrará biografias, filmes e outros materiais sobre esse assunto com certa facilidade. Contudo, cabe aqui uma grande reflexão, não somente sobre o produtor de conteúdo, mas, sobre como essa plataforma tem sido um grande instrumento de mídia e influência na sociedade. E por haver grande audiência, muitos anunciantes, parece que esse império ainda vai perdurar por um bom tempo.


Melhores Horários Para Postar Nas Redes Sociais

Atualizado

Você já teve a sensação de que o story que você postou não teve o mesmo alcance que outros anteriores, ou não teve a mesma reação do público? Que aquele vídeo caprichado da última trend do TikTok não engajou como outros que você fez, apesar de este último ter ficado melhor produzido?

Pois é! O horário em que você posta o seu conteúdo pode influenciar no alcance e no engajamento, sim.

Uns anos atrás (2023), fiz uma análise do relatório da Sprout Social sobre os melhores horários para postar nas redes sociais. De lá pra cá, percebi uma mudança no comportamento do público, apontado pelo relatório atual. Agora, fazendo a atualização do artigo, com muito mais material sendo analisado, trago os dados mais recentes e algumas boas dicas para você entender os melhores momentos para publicar seu conteúdo e aumentar as chances de alcance e engajamento. E o melhor, o que trago abaixo há uma grande tendência para se manter em 2027.

Mas leia até o final. Além dos números, deixarei uma estratégia que considero de ouro para você fazer o seu próprio mapa de postagem.

O mais importante

Antes de entrarmos nos horários em si, trago primeiramente o que julgo mais importante: algumas boas práticas que minha experiência de 14 anos de atuação no marketing digital mostrou serem essenciais.

1. Planejamento (programe o post) – a não ser que seja uma live ou algum conteúdo que dependa de publicação imediata, nada de terminar o post correndo e publicar. Utilize as ferramentas da própria plataforma ou de terceiros para programar seus posts. Assim, você terá mais organização e, principalmente, melhores condições para analisar e comparar os resultados posteriormente.

2. Benchmark próprio – você é a sua melhor referência. Faça análises mês a mês, comparando um período com o outro. Confronte os cinco conteúdos mais engajados com os cinco menos engajados em determinado período. Observe temas, formatos, dias e horários.

Só não copie o concorrente sem antes olhar para dentro, pois o que funciona para o outro pode não funcionar para você.

3. Tente entender sua audiência (faça testes) – quanto melhor você entender o seu público, mais assertivo será com o conteúdo, inclusive com o horário das postagens.

Por exemplo, eu tinha o costume de pausar anúncios fora do horário comercial para otimizar a verba do cliente. Contudo, com um cliente comecei a ter resultados muito melhores justamente fazendo o contrário: pausando no horário comercial.

Quando fui analisar o comportamento daquele público, descobri que ele tinha um hábito mais noturno para interagir nas redes sociais.

Como eu descobri?

Testando.

Tendo dito isso, vamos ao panorama geral.

“Nunca abandone os passos de experimentação e análise para saber o que funciona melhor para o seu público específico.”

Um montão de gente

O relatório de 2026 mostra algo interessante quando comparado ao levantamento que motivou este artigo originalmente: os horários mudaram — e isso não deveria ser uma surpresa.

A equipe de Ciência de Dados da Sprout Social analisou quase 2 bilhões de interações em aproximadamente 307 mil perfis, abrangendo mais de 30 mil clientes da empresa em todo o mundo. A análise considerou Facebook, Instagram, LinkedIn, Pinterest, TikTok e X, entre 27 de novembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026. Os horários apresentados no estudo correspondem ao horário local do público.

É um montão de gente. E um volume de dados desse tamanho nos dá um panorama bastante interessante sobre o comportamento das redes sociais.

Mas existe uma ressalva importante: panorama não é receita.

A própria Sprout Social afirma que esses dados agregados servem como uma referência inicial e recomenda que cada marca teste os horários em seu próprio perfil.

Outro relatório que vamos utilizar mais adiante traz um contraponto interessante. A Buffer analisou mais de 52 milhões de posts em sua pesquisa geral de 2026 — e, como veremos, alguns resultados são diferentes dos encontrados pela Sprout.

Isso não significa necessariamente que um estudo esteja errado. São bases de dados e metodologias diferentes.

E essa diferença, na verdade, nos ensina alguma coisa.

Mas vamos aos números.

Um resumão

Antes de olharmos cada rede social individualmente, vamos a um resumão dos melhores horários.

Os números do levantamento mais recente da Sprout Social apontam que terça e quarta-feira concentram os maiores níveis de engajamento nas redes sociais, especialmente entre o meio-dia e o fim da tarde. A janela geral indicada pela Sprout é de aproximadamente 12h às 18h, no horário local. Domingo aparece como o pior dia.

Mas não existe um horário universal para publicar. Cada rede apresenta comportamentos diferentes e os dados do seu próprio público devem orientar a decisão.

Indicador O que mostra o levantamento de 2026
Melhor período geral Terças e quartas, aproximadamente das 12h às 18h
Melhores dias Terça e quarta-feira
Pior dia Domingo
Horário considerado Hora local
O que fazer com esses dados Usar como referência e testar no próprio público

Cada rede tem seu próprio ritmo

A Sprout Social faz uma distinção entre redes mais orientadas ao conteúdo visual, como Facebook, Instagram e TikTok, e redes em que textos, atualizações e conversas têm maior peso, como LinkedIn e X.

Em vez de transformar este artigo em uma enorme tabela com os horários de todas as redes, vale observar uma coisa mais importante: as janelas de maior atividade não são iguais.

No levantamento da Sprout, por exemplo, o Facebook apresenta forte atividade entre o meio-dia e a noite nas terças e quartas; o Instagram concentra suas principais janelas entre o início da tarde e a noite; o TikTok apresenta maior atividade principalmente durante a tarde; o LinkedIn concentra suas melhores janelas durante o horário comercial; e o X tem seu movimento mais forte entre o meio-dia e o fim da tarde.

Ou seja: aquela prática de preparar um conteúdo e simplesmente apertar o botão de publicar em todas as redes ao mesmo tempo não faz muito sentido.

Cada rede tem seu ritmo. E, dentro de cada rede, cada público também pode ter o seu.

Cada rede tem seu ritmo. E, dentro de cada rede, cada público também pode ter o seu.

Em suma, nas redes com foco no visual, os vídeos curtos têm grande importância. As principais janelas apontadas pela Sprout Social são:

  • Facebook:
    • Segundas: das 12h às 13h
    • Terças e quartas: das 12h às 20h
    • Quintas: das 12h às 14h e às 20h
  • Instagram:
    • Segundas: das 14h às 16h
    • Terças: das 13h às 19h
    • Quartas: das 12h às 21h
    • Quintas: das 12h às 14h
  • TikTok:
    • Segundas: das 15h às 17h
    • Terças: das 14h às 18h
    • Quartas: das 13h às 20h
    • Quintas: das 13h às 17h
    • Sextas: das 15h às 17h

Para redes com foco em texto — tanto para B2B quanto para B2C — o movimento muda um pouco. Os melhores horários para publicação são:

  • LinkedIn:
    • Segundas: das 13h às 14h
    • Terças: das 11h às 17h
    • Quartas: das 11h às 16h
    • Quintas: 11h e das 13h às 17h
    • Sextas: 11h e das 13h às 14h
  • X (Twitter):
    • Segundas: das 14h às 15h e das 17h às 20h
    • Terças, quartas e quintas: das 12h às 18h

Uma boa ideia para essas redes é buscar o público B2B da manhã com conteúdos no LinkedIn e acompanhar o ritmo acelerado da tarde na rede X com atualizações rápidas e comentários.

O relatório apresenta dados para diversas redes, mas gostaria de olhar um pouco mais de perto para o Instagram. Além de estar entre as plataformas de maior alcance no Brasil, é uma rede na qual diferentes formatos de conteúdo convivem — Stories, Reels, carrosséis, imagens e outros — e na qual é especialmente fácil cair na armadilha de procurar uma “hora mágica” para publicar. E é justamente aí que os dados começam a ficar interessantes.

Instagram: vamos olhar mais de perto

O Instagram merece uma atenção especial.

Além de estar entre as plataformas sociais de maior alcance no Brasil, os dados mais recentes do DataReportal, baseados nas ferramentas de publicidade da Meta, indicam 147 milhões de usuários alcançáveis por anúncios no Instagram no Brasil no final de 2025. Isso correspondia a 79,5% da base local de usuários de internet. É importante observar que esses números são de alcance publicitário, e não uma contagem direta de usuários ativos mensais.

Por isso, quando falamos de horários para publicar no Brasil, o Instagram é uma plataforma que merece atenção.

O que a Sprout encontrou

No levantamento de 2026, a Sprout Social encontrou as seguintes janelas de maior engajamento no Instagram:

Dia Melhores horários
Segunda-feira 14h às 16h
Terça-feira 13h às 19h
Quarta-feira 12h às 21h e 23h
Quinta-feira 12h às 14h
Sexta-feira —
Sábado e domingo Menor engajamento geral

As terças e quartas-feiras são os dias de maior destaque. O fim de semana aparece como o período mais fraco.

O estudo que estou utilizando como resumo da pesquisa também aponta que a atividade tende a crescer em momentos como o intervalo do almoço, a queda de energia do meio da tarde e o final do expediente.

Isso nos dá uma primeira pista interessante: não estamos falando de um único horário mágico. Estamos falando de janelas de oportunidade.

E o formato do conteúdo?

Aqui aparece outro dado interessante.

De acordo com o resumo do estudo, os vídeos curtos de até 60 segundos — os Reels — apresentam a maior preferência de consumo, chegando a 52% dos formatos mencionados na análise. Porém, o horário ideal encontrado é semelhante para Reels e fotos estáticas.

A conclusão apresentada no estudo é que o momento em que o público está ativo tem peso maior do que simplesmente escolher um formato específico. A velocidade com que as pessoas começam a interagir com a publicação também aparece como um fator importante para sua distribuição.

Isso é interessante porque desmonta outra ideia bastante comum: não adianta simplesmente produzir o formato “certo” se você o coloca diante de um público que naquele momento não está disponível para interagir.

Mas também vale a cautela: horário não transforma um conteúdo ruim em um conteúdo bom.

Ele pode ajudar um conteúdo a encontrar seu público em um momento mais favorável. Não substitui conteúdo relevante.

Gráfico de melhores horários para se postar no Instagram


E o seu setor de atuação?

Aqui está outra nuance que vale considerar.

Os hábitos não são necessariamente iguais em todos os segmentos. O material analisado apresenta diferenças importantes entre setores.

Por exemplo:

  • Educação e escolas: terça e quarta-feira, com destaque para 11h;
  • Tecnologia e software: segunda a sexta, entre 11h e 15h;
  • Varejo: segunda a sexta, entre 12h e 15h;
  • Alimentos e bebidas: dias úteis, especialmente entre 11h e 13h;
  • Viagem e hospitalidade: segunda a quarta, entre 11h e 16h.

Percebe como a resposta começa a ficar mais complexa?

Não basta perguntar:

“Qual o melhor horário para postar no Instagram?”

Talvez a pergunta mais adequada seja:

“Qual o melhor horário para o meu público, no meu setor, para este tipo de conteúdo?”

E ainda falta uma variável nessa equação: o seu próprio histórico.

O seu Instagram pode contar uma história diferente

É aqui que voltamos ao começo deste artigo.

A Sprout analisou quase 2 bilhões de interações. É um conjunto de dados impressionante e extremamente útil para encontrarmos padrões.

Mas você não precisa administrar 307 mil perfis.

Você precisa entender o seu.

O próprio Instagram oferece uma ferramenta gratuita para isso: o Instagram Insights.

Em um perfil profissional, é possível consultar os dados da audiência e verificar os horários de maior atividade dos seguidores. O resumo do estudo utilizado nesta atualização indica o caminho pelo aplicativo: Insights → Total de seguidores → Horários de maior atividade, observando os dados por dias e horas.

A partir daí, você pode começar a construir o seu próprio mapa.

Por exemplo:

Semana 1: publique em determinado horário.

Semana 2: teste uma janela diferente.

Semana 3: repita o teste com um conteúdo de características semelhantes.

Depois compare alcance, interações, compartilhamentos, salvamentos, cliques ou qualquer outra métrica que faça sentido para seu objetivo.

O importante é não tirar uma conclusão a partir de uma única publicação.

Teste. Compare. Repita.

E, depois de algum tempo, você terá algo que nenhum relatório global consegue entregar:

dados sobre o comportamento do seu próprio público.

E se outro estudo chegar a uma conclusão diferente?

Agora vem a parte que eu prometi lá atrás.

Se a Sprout analisou quase 2 bilhões de interações, o que acontece quando olhamos para outro estudo igualmente grande?

A Buffer analisou mais de 52 milhões de posts publicados por mais de 200 mil contas, entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025.

E, quando olhamos especificamente para o Instagram, a diferença fica ainda mais interessante.

Em uma atualização publicada em 23 de setembro de 2026, a Buffer analisou 9,6 milhões de posts do Instagram. Os três melhores horários encontrados foram quinta-feira às 9h, quarta-feira às 12h e quarta-feira às 18h. A quarta-feira apareceu como o melhor dia geral, enquanto sexta e sábado ficaram entre os mais fracos.

Espere aí.

A Sprout aponta suas principais janelas do Instagram para o período entre o início da tarde e a noite, com terça e quarta-feira em destaque. A Buffer encontra, entre seus três principais horários, quinta-feira às 9h — um horário que nem sequer aparece como destaque na análise da Sprout.

Qual das duas está certa?

Talvez essa não seja a melhor pergunta.

As duas pesquisas utilizaram bases diferentes, períodos diferentes e metodologias diferentes. A Buffer, por exemplo, calculou sua análise do Instagram a partir da taxa mediana de engajamento dos posts, enquanto o estudo da Sprout trabalha com o volume de interações em sua base de perfis.

Isso nos mostra algo muito importante:

até grandes conjuntos de dados podem apresentar respostas diferentes para uma pergunta aparentemente simples.

E é justamente por isso que você não deve tratar nenhum desses horários como uma regra absoluta.

Afinal, qual é o melhor horário para postar?

Se você chegou até aqui esperando que eu finalmente entregue uma hora mágica, sinto decepcioná-lo.

Ela não existe. Existem padrões. Existem estudos.

Existem períodos em que milhões de pessoas, em média, demonstram maior propensão a interagir.

E tudo isso é muito útil.

A Sprout Social nos dá uma excelente referência. A Buffer nos apresenta outra perspectiva. Os dados do setor podem acrescentar uma nova camada. E o Instagram Insights permite olhar para o comportamento da nossa própria audiência.

Mas, no final, você é a sua melhor referência.

Se eu pudesse resumir toda esta atualização em uma estratégia, seria esta:

1. Consulte os estudos

Eles ajudam a encontrar um ponto de partida.

2. Observe seu público

Veja quando seus seguidores estão mais ativos e quais conteúdos apresentam melhor desempenho.

3. Faça testes

Altere dias e horários de maneira planejada e compare os resultados.

4. Registre os resultados

Não confie apenas na memória. Crie seu próprio histórico.

5. Ajuste

O comportamento das pessoas muda. As plataformas mudam. Seu público também pode mudar.

Por isso, o melhor horário de hoje pode não ser o melhor horário daqui a alguns meses.

Resumo Melhores Horários de Postar

Olhe para fora. Mas olhe para dentro.

Talvez esta seja a principal conclusão deste artigo.

Relatórios como o da Sprout Social são extremamente úteis. Eles nos ajudam a enxergar tendências que seriam impossíveis de identificar olhando apenas para uma conta.

Mas benchmark não é receita.

Use os dados para formular uma hipótese.

Depois, teste essa hipótese com o seu público.

Foi assim que descobri que, para aquele cliente que mencionei no início, o comportamento noturno funcionava melhor do que a minha antiga regra de concentrar os anúncios no horário comercial.

E é assim que você pode descobrir algo sobre o seu próprio público que nenhum relatório global será capaz de revelar.

Olhe para o que funciona para os outros.

Mas nunca deixe de olhar para o que funciona para você.

O melhor horário para postar não é necessariamente aquele que aparece no relatório. É aquele que você descobre, testa e comprova com o seu próprio público.

Fonte: Sprout Social

Twitter e TikTok em Busca de Anunciantes


Este mês de maio está bem agitado nas redes sociais, e digo a nível de direção dos negócios. Todos em busca de manter o seu público, especialmente os anunciantes, e se possível, crescer. O Twitter tem novo CEO, anunciado via tweet por Elon Musk, e visa crescimento de publicidade. O TikTok trouxe novidades em sua plataforma Business como o “TikTok World 2023”. E ainda, programas para criadores de conteúdo. A Meta também anunciou boas novidades com foco tanto para anunciantes e produtores de conteúdo, mas, sobre ela falaremos em outra postagem. 

O que temos visto é uma grande preocupação das mídias sociais em duas vertentes, anunciantes e produtores de conteúdo. Uma briga que promete render boas novidades. Como por exemplo, inteligência artificial e automação. Neste contexto, os profissionais de marketing devem se ater cada vez mais a um bom planejamento e diagnóstico, pra não ficar vendo a verba de campanha "escoando pelo ralo" nas plataformas. Ou seja, profissionalismo e dever de casa bem feito.

Twitter - Conheça Linda Yaccarino

Elon Musk anunciou em sua conta do Twitter no dia 12 de maio o nome da nova CEO do Twitter. Ela é uma especialista em publicidade global e parcerias, teve uma brilhante atuação na NBC Universal, e cuidará exatamente dessa área do Twitter. Sócios e analistas viram a mudança com otimismo, e parece que em breve veremos novidades nessa área do Twitter. A verdade é que houve uma queda de anunciantes na plataforma, o que deve mudar daqui para frente. Só o fato dessa notícia apaziguar a grande comunidade e acionistas, já foi uma grande vitória. (Outra vitória foi ver os memes da versão feminina do Elon Musk como sendo Linda Yaccarino, rsrs).

Você já anunciou no Twitter? Conte-me como foi a sua experiência! 

A verdade é que possivelmente ainda veremos outras mudanças no Twitter, e talvez até o nome possa mudar. Com uma CEO focada na área comercial, Elon Musk focará na inovação e melhoria do aplicativo. E acredite, nisso ele é muito bom! O Twitter tendo um gênio focado em melhorias tecnológica, e com recursos em abundância, eu já aposto que será um player muito forte em 2024. E pra finalizar, lembre-se que em termos de inteligência artificial, Elon Musk (e a Tesla) já está nesse ramo há um bom tempo. Tudo indica um novo Twitter melhorado em breve (Twitter X?). O que acha?

TikTok Preocupado com Engajamento e Performance

 A gigante chinesa TikTok anunciou o lançamento de ferramentas educacionais em sua plataforma TikTok Business, para ensinar as marcas como engajar melhor os anúncios na rede social. Trata-se do TikTok World 2023, com vídeos educacionais para ajudar possíveis anunciantes a entender melhor a publicidade na plataforma. Dentre os tópicos estão branding, comércio, desempenho e criatividade. E não são apenas videoaulas, o tal hub, traz ferramentas para ajudar gestores de marketing (especialmente gestores de anúncios) com a publicidade na plataforma.

Além do World Hub, a plataforma chinesa também trouxe o TikTok Fundamentals. A ideia é auxiliar os anunciantes melhorar os resultados de suas campanhas publicitárias na plataforma. Também na linha educacional, a empresa aconselha investir três pilares para o sucesso nos anúncios: 

  • Combustível - Fornecer corretamente os dados e material criativo para os anúncios.
  • Construção - Começar com uma estrutura de conta e campanha mais simples; partir para uma segmentação escalonável, não limitando o público; e programar um orçamento para conseguir passar da fase de aprendizado da campanha e ter resultados.
  • Automatizar - Utilizar as soluções da plataforma de anúncios como "desempenho inteligente" (SPC), "otimização do orçamento" (CPO) e "criativo inteligente" (Smart Creative).

Profissionais de marketing, especialmente gestores de tráfego, sabem que não é muito saudável em termos de otimização da verba de campanha, deixar a plataforma escolher o que fazer com o seu anúncio, especialmente para verbas limitadas. Mas, o Google também sugere algo parecido com seus formatos de anúncio, o que não recomendo. Contudo, essa iniciativa não deixa de ser uma tentativa de ajudar, e incentivar, os anunciantes na plataforma. 

E como a base de toda mídia social são os criadores de conteúdo, o TikTok ainda anunciou nesta semana o Effect Creator Rewards, um programa especial de monetização. Funciona como uma espécie de recompensa por engajamento das publicações que utilizarem determinado efeito de vídeo. Serão disponibilizados 6 milhões de dólares, premiando conquistas. Para início, cada vídeo com 500 mil engajamentos num prazo de 90 dias da publicação, o produtor será premiado com 700 dólares. Depois de desbloquear a conquista inicial, a cada vídeo com 100 mil, novos prêmios. Infelizmente, não está disponível para o Brasil ainda. Veja abaixo:



WhatsApp Expandindo a Usabilidade


O mês de abril trouxe boas novidades no WhatsApp. Na verdade, foi um mês bem produtivo em termos de anúncios e atualizações do aplicativo. Acompanhamos tudo e trazemos em detalhes as novidades. Você também pode conferir as atualizações mais antigas neste artigo, e as funcionalidades já disponíveis neste outro artigo.

Podemos categorizar em quatro áreas as atualizações anunciadas. São elas:

Pagamentos

Na primeira quinzena de abril foi liberado o pagamento dentro de conversas do Whats para algumas empresas do Brasil. A ideia é facilitar a vida de pequenos empreendedores na hora de receber o pagamento. Na verdade, poder negociar, comprar e vender, tudo pelo chat do WhatsApp, sem precisar de ir para sites e outsourcing de pagamentos, agiliza muito o processo. Assim, você não perde o feeling da venda e pode fechar negócios com mais facilidade. Claro que se o seu negócio tiver o WhatsApp como base de atendimento e negócios isso fará mais sentido. E isso tem muito a ver com estratégias de marketing.

Imagine na situação, você faz uma campanha chamando a pessoa diretamente do anúncio para o WhatsApp. Ao fazer o atendimento no aplicativo você já pode mostrar o catálogo de produtos ou serviços, tirar dúvidas e fechar negócios ou vendas. Parece-me bem interessante! Por isso, muitos estão fazendo sua "base" no aplicativo, ao invés do site. Isso eu já não acho lá muito interessante, por questões óbvias de estar colocando toda sua operação nas mãos do aplicativo, que já se mostrou instável algumas vezes.

Contudo, não há dúvida de que serão operações bem seguras, pois, essa é meio que uma obsessão do WhatsApp. A tal da "criptografia de ponta a ponta" torna tudo mais confiável. Os pagadores podem fazer suas operações tranquilas usando cartões de débito, crédito ou pré-pagos Mastercard e Visa. Pequenas empresas que usam o app WhatsApp Business podem vincular um parceiro de pagamento compatível, como Cielo, Mercado Pago ou Rede, e criar um pedido dentro do app para aceitar pagamentos de clientes com segurança.

Mais Segurança

Como eu disse, e não é novidade, o WhatsApp tem uma super preocupação com essa questão de segurança. E eles irão incluir alguns recursos/melhorias para aumentar ainda mais essa questão:

  • Conta Mais Protegida - A ideia é que ao mudar de aparelho a sua conta esteja blindada. A partir de agora, você terá que fazer uma confirmação a mais para habilitar a sua conta em outro aparelho.
  • Verificação de dispositivo - Para aumentar a segurança das contas (e evitar que você use uma versão pirata do Whats) haverá uma verificação de dispositivo afim de evitar ações de malwares. Essa verificação ocorrerá via tokens e autenticação do ping. Toda vez que um cliente do WhatsApp se conecta ao servidor do WhatsApp, será exigido que envie o token de segurança que está em seu dispositivo. Você não precisa fazer nada, isso ocorrerá automaticamente via conexão. Se encontrar alguma infecção, a conexão é interrompida.
  • Códigos de Segurança Automáticos - Sabe os códigos de segurança do WhatsApp? Não? Fique tranquilo, a maioria dos usuários nunca os viu. É um recurso de verificação para garantir que você está conversando com o destinatário pretendido. Você deveria acessar a aba Criptografia nas informações de um contato, daí podia confirmar a identidade da pessoa. Bom, agora isso ficará mais fácil, bastando clicar na aba criptografia.

Lembre-se que só você pode ativar: a verificação de duas etapas e o uso de backups protegidos com a criptografia de ponta a ponta.

Salvando 

Ao implementar as mensagens temporárias, muitas conversas simplesmente vão embora. Porém, agora você poderá salvar aquilo que achar importante, antes que se vá. Trata-se do recurso “Salvar na conversa”. Contudo, se não foi você quem enviou a mensagem, o remetente original deverá permitir o seu "arquivamento" da mensagem. Para isso, o remetente será notificado quando alguém salvar uma mensagem e poderá decidir se permite ou não. Se você decidir que sua mensagem não poderá ser salva por outras pessoas, ninguém mais poderá guardá-la, e a mensagem será excluída quando o tempo expirar. Acho justo!

Haverá uma pasta "Mensagens salvas" onde você poderá ver aquilo que salvou. Essas mensagens ficarão marcadas como Favoritos.

Sua conta do WhatsApp em mais de um aparelho 

Conforme foi anunciado, uma mesma conta do WhatsApp agora já pode ser usado em vários aparelhos (até 4 aparelhos). Tudo bem que você já usava logando no WhatsApp web, celular e tablet, mas não era possível em outro celular. Cada telefone vinculado se conecta ao WhatsApp de forma independente, garantindo que suas mensagens, mídias e chamadas pessoais sejam vinculadas. Além disso, caso seu dispositivo principal fique inativo por um longo período, nós automaticamente desconectaremos você de todos os dispositivos complementares. Essa novidade é uma excelente notícia para equipes de vendas com um mesmo número sendo anunciado, especialmente para quem usa o Business.

Para o WhatsApp Web, agora ao invés do QR code, você pode receber um código único para se conectar. O que permitirá que outras pessoas que não estão com o celular por perto possam se conectar na conta. A ideia é mais produtividade em equipe.


Apesar de nem todas as funcionalidades anunciadas já estarem disponíveis, elas estão sendo integradas ao aplicativo gradativamente no mundo todo. Em pouco tempo já teremos todas ativas.

Portanto, o que temos visto é um esforço crescente do WhatsApp em melhorar, desenvolver e tornar o aplicativo cada vez mais presente em nossas vidas. Os usuários agradecem todas as melhorias, e que venham outras. Vejamos agora em maio o que mais será anunciado. E você, já está utilizando todas essas funcionalidades? Conta pra gente!

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Fonte

Conceitos Importantes Na Gestão de Tráfego


Abordamos no artigo anterior conceitos sobre o que é o tráfego pago, o processo de vendas de produtos digitais e o seu funil. Caso não tenha lido, clique neste link. Continuando o Mini Curso de Gestão de Tráfego abordaremos neste artigo outros termos importantes no ambiente do marketing digital, e que precisam ser bem compreendidos pelo gestor de tráfego.

Algumas expressões e conceitos são importantes e quanto melhor compreendidos, mais clara ficará a sua estratégia. São termos comuns no mundo do marketing digital e são voltados para o tráfego pago. Eles irão te ajudar a entender o funcionamento do mercado como um todo, que pode ser um pouco complexo para quem não está acostumado, mas nada que seja impossível de se esclarecer. Começaremos pela tríade digital.

A Base da Estratégia Digital


Para uma estratégia de vendas, ou promocional, funcionar com sucesso na internet é preciso atuar em um ecossistema com elementos que têm uma sinergia entre si. A base para esse funcionamento é composta de três elementos, que sem eles nenhuma estratégia é sustentável no ambiente online. Podemos denominar eles de Tríade Digital, que são: o Tráfego Pago, o Copywriting e o Funil de Vendas (que pode ser entendido como "estratégia" ou "jornada"). Vamos refletir um pouco sobre esses termos.

Acredito que você já tenha entendido que o tráfego pago começa com anúncios no Facebook, Instagram, TikTok, Google e Youtube. O tráfego pago é um dos três pilares e já falamos dele noutro artigo. Ele se resume no fluxo de pessoas que visitarão o seu site ou perfil. Porém, entenda que ele não funciona sozinho. Pense comigo, você fará um anuncio e pagará por cada pessoa que clicar nesse anúncio para levá-la a um site (geralmente). Essas pessoas que formam um tráfego no seu site, você pagou para elas serem atraídas até lá com a finalidade de fazerem algo, uma ação desejada, talvez a compra de um produto. Mas, só o fato delas estarem no seu site não garante que realizarão essa ação que você deseja. Então, você precisa de outros elementos atuando juntamente com o tráfego para que o visitante do seu site faça o que você espera. Por isso, coisas como, uma comunicação clara e persuasiva no site, ajudará o visitante a entender o que você tem a oferecer e como ele pode adquirir o produto ou serviço. E caso ele ainda não esteja pronto para efetuar a ação, talvez você possa "caminhar" um pouco mais com essa pessoa até que esteja pronta para efetuar a compra. Essa comunicação é o copywriting, o que pode ser entendido como redação publicitária. O caminho que você acompanhará essa pessoa é o Funil de Vendas.

O copywiting é a comunicação, ou seja, a mensagem que você vai passar nos seus posts, site, e claro, nos anúncios. Ela é fundamental para construir uma narrativa que leve o futuro cliente a fazer o que você deseja. Veja o exemplo abaixo de duas mensagens para venda do mesmo produto:

  1. Compre meu curso porque ele é o melhor.
  2. Participe do treinamento para a profissão mais desejada do mercado digital que já transformou milhares de vidas e pode mudar a sua!

No segundo exemplo, a comunicação está mais persuasiva graças a técnicas de copywriting que foram utilizadas.


Já os funis de venda (digital) são as estruturas onde você aplicará o tráfego pago e o copywriting. São estratégias para captar o futuro cliente de acordo com o estágio do nível de consciência de compra dele. Esse termo gera um pouco de confusão com o funil de venda tradicional, por ter o mesmo nome, mas é diferente. Provavelmente esse jargão recebeu esse nome por usar os estágios do funil de venda tradicional como base para a formação da sua estratégia; e também porque, naturalmente, entram muitas pessoas através do tráfego e poucas acabam realizando a ação final (comprando). Assim, pode ser que você veja algum autor, ou influenciador, utilizando esse nome para se referir à estratégia usada para o tráfego. Veja alguns exemplos de "funis de venda" (digital).

  • Funil de tráfego direto: é quando você faz um anúncio que leva a pessoa direto para a página de vendas do produto.
  • Funil do WhatsApp: é quando você faz um anúncio que leva a pessoa a conversar contigo no WhatsApp, para a partir daí, você fazer uma venda.
  • Funil de e-mail: mesma lógica, só que mandando a pessoa para uma sequência de e-mails que tem como objetivo a venda de um produto.

As estratégias podem utilizar estruturas mais complexas, onde misturam mais de um tipo de funil. Como por exemplo o seguinte funil avançado: atrair o tráfego por mais de um meio (anúncios pagos, redes sociais e abordagem direta) > leva a uma página para captar os dados do internauta (landing page) > continua o relacionamento através de mensagens por celular e e-mail > realiza a venda categorizando o cliente ou lead para futuras ações de pós-venda ou remarketing (veja imagem abaixo). 



O fato é que você deve pensar na jornada, caminho, em que o cliente fará, desde o contato inicial até a efetuação da ação desejada. Dessa forma, o gestor de tráfego deve ter uma visão panorâmica do processo. É assim em todo o mercado. Um pilar não funciona sem o outro. Não adianta ter um funil avançado se não tem pessoas chegando até ele. Da mesma forma que não adianta mandar pessoas desqualificadas para seu funil. E se sua copy não for boa, você não vai conseguir convencer ninguém a entrar no seu funil ou comprar seu produto.

Copy e Anúncios

Vale a pena explorar um pouco mais esses dois termos que estão relacionados, pois, são a coluna que sustentam o tráfego pago, a copy e o anúncio. O texto do anúncio é chamado de copy, termo que vem da contração de copywriting, que é a redação publicitária. Todo anúncio precisa de um texto persuasivo que chama a atenção da audiência, a esse texto chamamos copy. Existem técnicas especiais para que isso aconteça, e é disso que se trata a copy. Obviamente que a qualidade do anúncio estará intimamente ligada à qualidade da copy, ou seja, do texto.

O anúncio pode variar de formato, e nele o tipo de copy também. Por exemplo, na rede de pesquisa, do Google Ads, o formato é de texto; já no Youtube pode ser vídeo; e na rede Display  imagem (banners que aparecem nos sites). No Facebook e Instagram (MetaAds) os anúncios podem estar no formato de vídeo ou imagem. Note que, a imagem pode ter alguma frase nela, essa seria a copy da imagem. No vídeo há um roteiro, às vezes com narração, esse roteiro é a copy do vídeo. Notou que apesar da mudança de formato a copy e o anúncio continuam relacionados? Aliás, há um termo para a imagem final, ou vídeo, que será usada no anúncio, é o criativo. 
Um anúncio do Facebook ou Instagram, por exemplo, é composto por: título, texto e criativo. A copy, no caso, está presente em todos os três elementos, e pode ser o fator decisivo para o clique comprar. O gestor de tráfego deve estar atento ao anúncio e sua copy, pois, mais da metade do sucesso da campanha dependerá deles.
Poderíamos dizer que a configuração do anúncio e sua copy são aspectos internos do anúncio, dizem respeito ao que será veiculado. Porém, existem fatores externos ao anúncio que irão influenciar o resultado da campanha. Vamos a eles!

Outros Termos Que Fazem Diferença

Um professor de gestão marketing que tive dizia que odiava os termos estrangeiros da área e sempre que podia abrasileirava tudo. Confesso que também faço isso algumas vezes. Porém, é inevitável você se deparar com os termos em inglês, e o mais importante é saber o que significa em termos da campanha em si. Esse é o caso do termo landing page. Que geralmente é a página de destino, "aterrisagem", do anúncio. Mas, ela representa muito em uma campanha.

A landing page é um dos casos que merece um artigo todo especial, devido a sua importância. Pois é nela que o suposto lead será convencido a fazer a ação desejada. Ela é a página de venda, onde estão os argumentos para o internauta realizar a ação. Dessa forma, mesmo que o seu anúncio seja maravilhoso e leve a pessoa à landing page, se lá ela não encontrar o que deseja, não efetuará a ação pretendida. Por isso, ela deve ser direta e ter um objetivo apenas. Objetivo que pode ser: captar os dados do internauta (e-mail, telefone, etc.); realizar a venda e levar à página de pagamento; inscrição num evento; etc. 

Dependendo do tipo de público o objetivo da landing page pode mudar. Os tipos de público podem ser:

  • Quente - "público quente" são pessoas que já conhecem a solução e às vezes até o produto. Esse público já está pronto para efetuar a ação desejada (compra p.e.).
  • Morno - são pessoas que tem um problema/necessidade, estão conscientes dessa situação, e estão em busca de uma solução adequada.
  • Frio - esse é o público que nem sabe ainda que tem um problema. Ele tem o problema, mas, não está consciente ainda dele e nem da solução. Ao ser impactado pelo anúncio correto, despertará nele a consciência do problema e apresentada uma possível solução.


Uma das missões do gestor de tráfego é transformar esses públicos em leads. Um lead é um "contato". Ou seja, a pessoa se torna um lead porque ela fornece algum dado dela, tipo, celular, e-mail, preenchendo espontaneamente algum cadastro. Geralmente, sendo em troca de receber algo, como, um e-book, participação em um evento, entrar em um grupo exclusivo. Assim, em termos de estratégias, poderíamos pensar que, o anúncio para o público frio deve ser para captar leads, que receberão novos anúncios "esquentando-os" para efetuarem uma possível compra. Você continua o relacionamento, caminha um pouco mais com ele. Já o anúncio para o público quente, já é para levá-lo diretamente à compra. Para efetuar a compra, o internauta deve ser levado à página de checkout. Essa é a página de pagamento do produto ou serviço. 

Você percebeu que o público frio recebeu dois anúncios? Isso é possível graças ao pixel. É um código que você coloca dentro do site (ou landing page), que informa o comportamento das pessoas que chegam até ele pelo anúncio. Por exemplo: se uma pessoa clica no anúncio e entra na landing page e se inscreve para receber seu material gratuito, ela fica "marcada", ela recebe esse pixel. Futuramente, você pode fazer um anúncio só para as pessoas que receberam essa marca.

Recapitulando os termos - 

  • Tráfego Pago / Funil de Vendas / Anúncios / Copy / Landing Page/ Público Quente, Morno e Frio / Leads / Página de Checkout / Pixel.

Conseguiu compreender todos esses termos, e o mais importante, o conceito deles? Já conversei com alguns anunciantes que o anúncio deles era muito bem feito, com uma copy muito persuasiva, porém, a landing page demorava muito para carregar. O que acontecia era que o internauta desistia de esperar a página carregar e ia embora. Ou seja, uma possível venda perdida. Também já me deparei com campanhas de clientes com estratégias erradas. Anúncios feitos para público frio, porém com estratégia para público quente. Nesse caso, a campanha gera muitos cliques, porém a venda não é feita, devido ter atraído o público errado. 

Portanto, o gestor de tráfego deve conhecer e compreender a fundo esses termos, sendo que o sucesso da campanha depende deles. O papel de estudar e praticar é um ciclo constante na vida do gestor de tráfego. Todo esse ecossistema digital, com termos estrangeirados, acaba se normalizando no dia a dia, e quando você percebe já consegue ver tudo de uma forma mais panorâmica e tranquila. Claro que ainda há muitos outros termos, mais específicos. Continue acompanhando as postagens, inscreva-se em nossa newsletter para ver outras postagens a respeito do tema. Mas, se você quer tornar-se um gestor de tráfego pra valer, clique no link abaixo. Nele está o material completo e bem esclarecido sobre praticamente tudo que o gestor de tráfego precisa para atuar com maestria. Qualquer dúvida, não deixe de me escrever!



Co-branding da Lacoste com a Netflix

Foi lançada no dia 12 deste mês, no Brasil, a nova coleção da Lacoste em um incrível co-branding com a Netflix, especialmente com algumas séries, dentre elas, Stranger Things. Essa iniciativa colaborativa não é novidade para nenhuma das marcas, que já fizeram parcerias anteriores. Contudo, não deixa de ser um caso bastante icônico e comemorado, e o ensejo para tratarmos do assunto.

Conforme a dupla Kotler e Keller, "co-branding (também conhecido como dual branding ou brand building): quando duas ou mais marcas conhecidas são combinadas em um único produto ou comercializadas em conjunto de alguma forma." O que se aplica nesta nova coleção, onde no mesmo produto vemos as duas marcas. 

O Co-branding é Uma Boa Estratégia?

Talvez podemos começar a responder a pergunta fazendo outra, qual a motivação para se fazer um co-branding? Acertou se você pensou em maior alcance de público, o que resulta em mais vendas. Dessa forma, a principal vantagem de ações colaborativas assim é que o produto ganha um posicionamento mais forte em virtude das marcas envolvidas. Isso agrega valor de várias formas, dependendo das marcas, especialmente com relação à credibilidade. Foi o caso da Cisco, no final dos anos 90, quando desenvolveu parcerias com Sony, Matsushita e US West para modens com o seu logotipo, para fortalecer sua marca desenvolver o conhecimento do seu nome. As ações elevaram não apenas o conhecimento da marca, mas, fez com que a Cisco ganhasse credibilidade e mais aceitação no mercado.

Outra ação bem-sucedida de co-branding foi da cafeteria Starbucks com o Spotify (aplicativo de streaming musical). As ações, além da propaganda em conjunto, trazia ações dentro da cafeteria, como personalização dos copos, assinatura do Spotify premium para parceiros da Starbucks (nos EUA) e playlists da Starbucks dentro do aplicativo. Note que ambas as marcas já estavam bem estabelecidas no mercado, já tinham o seu público e o seu trabalho próprio de brand equity (gestão da percepção da marca). Dessa forma, as duas marcas puderam se beneficiar da associação, e quando teve fim, não houve prejuízo para nenhuma delas.

Voltando a pergunta do subtítulo, resposta vai depender de alguns fatores, como os citados nos exemplos. Primeiro, a marca com a qual irei me associar trará uma percepção melhor para a minha marca, agregará valor? Se ao final da parceria a percepção da marca for a mesma, talvez seja um sinal negativo. Segundo, a marca com a qual vou me associar tem um trabalho próprio de gestão de marca? E eu tenho da minha marca? Caso você não tenha uma boa gestão da sua marca, pode acontecer que a percepção de sua marca após a parceria seja pior tendo parte dessa percepção diluída no processo (uma condição necessária para o sucesso é que cada uma das marcas tenha uma conscientização de marca adequada e uma imagem suficientemente positiva). E a principal questão, o público consumidor da marca é pertinente? Caso negativo, não faz sentido, pois não resultará em maior faturamento. Ou seja, essa é uma estratégia que deve ser feita com cuidado, mas, quanto bem realizada, traz excelentes frutos.

Todos Saem Ganhando

No caso da Lacoste, o co-branding com a Netflix, além da marca, incluiu ícones das séries com legiões de fãs da plataforma, como Stranger Things, Bridgerton, Lupin, Money Heist, The Witcher, Sex Education, Shadow e Osso e Elite. Essa colaboração trouxe uma maior percepção de valor à coleção de roupas, por serem itens únicos e limitados. Os fãs poderão adquirir as roupas, e como a Lacoste tem uma percepção de produto premium, eleva a sensação de valor das séries e da plataforma de streaming.

Conforme disse Josh Simon, vice-presidente de produtos de consumo da Netflix: “Acreditamos que os produtos podem ser um meio poderoso para contar histórias e a parceria com a Lacoste apresenta uma oportunidade única de misturar os mundos da moda e do entretenimento. Esta coleção é uma maneira atraente e criativa para os fãs expressarem seu amor por nossas histórias e personagens." Opinião mais do que confirmada pela Catherine Spindler, vice-CEO da Lacoste, que disse: "[...] um encontro único entre nossos dois mundos e duas referências globais de criatividade e inovação, ambas com um poder inigualável de reunir comunidades de todas as esferas da vida."


A coleção traz roupas para crianças, jovens e adultos. O trabalho de marketing está sendo realizado com maestria, e pode ser conferido nas redes sociais também. Lembrando que os gestores devem avaliar cuidadosamente qualquer iniciativa de co-branding, buscando a adequação correta de valores, competências e metas, bem como um equilíbrio apropriado de brand equity. Deve haver um planejamento detalhado para legalizar contratos, arranjos financeiros e planos de marketing coordenados. E assim estamos vendo neste caso, com ações coordenadas entre Netflix e Lacoste. Como comparou um executivo da Nabisco, “ceder uma marca é como doar um filho — você quer ter certeza de que tudo sairá perfeitamente bem”. Os arranjos financeiros entre marcas podem variar, embora seja comum o pagamento de taxa de licenciamento e de royalties, que deve ser o caso.

Então, gostou desse co-branding? Conte-nos o que achou. Veja mais clicando nos links abaixo. E honestamente, que venham mais colaborações desse tipo!

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Links:

Lacoste

Netflix

Mini Curso Canva - Aulas Finais


O Mini Curso sobre o Canva teve como ideia inicial ter um conteúdo um pouco mais específico e aprofundado em forma de tutorial. Assim, ao postar os vídeos da profª Camila Alberti, o resultado foi excelente! Ou seja, tenho recebido feedbacks bem positivos sobre esta série, e de coração, espero que seja bastante útil a todos. Hoje, chegamos às últimas aulas, com o tema "Instagram".

Contudo, quero reforçar que, apesar do excelente conteúdo do mini curso, ele não passa de uma degustação do verdadeiro conteúdo do curso Canva Sem Segredos. Nele você irá de fato aprofundar-se e desenvolver bastante as suas habilidades com a plataforma, além dos bônus. Por isso, se você está gostando do mini curso, sugiro fortemente clicar no banner abaixo e se inscrever no curso pra valer. Além de indicar o curso dou o meu aval nas técnicas e estratégias ensinadas por lá. E indico por saber que atuar com maestria nas redes sociais não é uma tarefa fácil, e nem todo mundo tem disponibilidade financeira para contratar um social media. Caso você seja um profissional social media, ou queira se tornar um, esse curso vai te ajudar muito mais do que imagina!





Atuando nas Redes Sociais

Uma das vantagens do Canva é a versatilidade de formatos que você pode criar nele. Precisa de uma postagem para o Facebook? Ele já tem o padrão correto. Para o Instagram? Youtube? LinkedIn? Tiktok? Vídeo? Painel? Carrossel? Sim, você estará bem servido(a) no Canva com relação a qualquer formato que precise. 

No caso específico do Instagram, que pode ser aplicado a outras mídias, alguns formatos são característicos. Como por exemplo, o tal "carrossel" e o Story. Cada formato atende a uma estratégia, falamos sobre isso no post sobre o Funil do Instagram. Vamos ver algumas dicas maravilhosas para esses formatos com a professora Camila? Veja abaixo!

FAZENDO UM CARROSSEL - 

Antes de começar os seus posts é preciso observar algumas questões. Abaixo estão dicas para você se preparar melhor e usar o Instagram de forma eficaz. No vídeo você terá um exemplo de conteúdo, porém, é só um exemplo, você deve adaptar ao seu contexto e nicho. O objetivo do vídeo é apenas ensinar um modelo. Por isso:

  1. Defina o seu público-alvo: entenda quem você deseja alcançar e crie um conteúdo atraente específico para eles. 
  2. Publique consistentemente: publique regularmente conteúdo de alta qualidade para manter seus seguidores engajados. Ou seja, quanto mais praticar fazendo seus posts, melhor.
  3. Use hashtags: use hashtags relevantes na legenda para tornar seu conteúdo mais detectável para um público mais amplo. Tem algumas dicas valiosas neste artigo aqui.




STORIES BOMBÁSTICOS - 

O Story tem um jeitão e função especial. Ele pode ser otimizado para gerar muito engajamento e realizar ações importantes e poderosas, como vendas. Mas, tenha em mente que ele tem um alcance mais restrito do que o Reels. Geralmente o Story será visualizado apenas pelos seus seguidores (a não ser que eles o compartilhem). Criar um conteúdo envolvente e inspirador é o principal objetivo do Story. Por isso, conhecer o seu público, como ele reage, será importante para ter sucesso em seus stories. As dicas do vídeo ajudarão a preparar conteúdos assim.



Agora é só botar em prática tudo o que foi aprendido! Caso não tenha visto as outras aulas, fizemos um tutorial sobre o Canva na aula 1; e como construir uma identidade visual no Canva na aula 2. Por aqui no blog você também encontrará dicas e estratégias sobre redes sociais. Estou certo que com o Mini Curso Canva você já está familiarizado com a plataforma. Imagine o quanto mais irá aprender no curso completo! Já sabe, qualquer dúvida ou sugestão, escreva-nos!

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