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Como pequenas empresas devem pensar Marketing em 2026

Profissional de marketing analisando uma escola para planejar estratégias de marketing

 Eu nunca tive o prazer de fazer um planejamento de marketing de uma grande empresa. Minha experiência foi, principalmente, com pequenas e microempresas.

Em um planejamento de marketing tradicional, devemos analisar os ambientes interno e externo, observando fraquezas, potencialidades, oportunidades e ameaças. Nesse esforço, entram ferramentas como os 4 Ps — Produto, Preço, Praça e Promoção —, a conhecida análise SWOT e, dependendo do caso, outras análises mais aprofundadas, como estudos de público, comportamento do consumidor ou aceitação e impacto de determinado produto.

Depois desses estudos, passamos à escolha das estratégias e ações que nos levarão aos resultados pretendidos. E, caso seja adotada uma estratégia mais específica de branding, por exemplo, para fortalecimento da marca, possivelmente novas análises e estudos serão necessários.

Tudo isso pode se tornar bastante complexo quando temos, por exemplo, um grande mix de produtos.

Eu poderia citar muitos exemplos, mas a questão que quero trazer é outra: apesar de estudar tudo isso, na prática das micro e pequenas empresas, nunca cheguei a aplicar integralmente todas essas análises.

Este é quase um desabafo.

Acredito que todo profissional de marketing sonha em realizar grandes análises, mergulhar em vastos volumes de dados e alcançar uma profundidade cada vez maior de convicção para tomar decisões estratégicas.

O problema é que tempo e dinheiro são gastos nesse processo. E esses dois ativos são extremamente escassos quando trabalhamos com micro e pequenas empresas.

A realidade do marketing nas pequenas empresas

Como, então, geralmente é feito o plano de marketing dessas empresas?

Alguns fatores são bastante característicos dessa realidade — e talvez você se identifique com o que vou contar.

Nos cases que atendi, encontrei frequentemente:

  • Orçamento baixo: não havia recursos para contratar pesquisas de maior custo ou adotar estratégias mais ousadas.

  • Tempo escasso: muitas vezes era literalmente "trocar a roda enquanto a carruagem está andando". Era preciso atender uma demanda urgente ao mesmo tempo em que tentávamos construir um planejamento melhor para médio prazo.

  • Equipe reduzida: consequência, em grande parte, do próprio orçamento. A estrutura costuma ser a mais enxuta possível.

  • Poucos dados disponíveis: raramente encontrei um planejamento prévio, um manual de identidade ou algum material mais elaborado nos clientes que atendi. Na maioria das vezes, os dados precisavam ser "garimpados".

  • O gestor se considera especialista em tudo: como acontece em muitos negócios, o dono quer "bater o escanteio, cabecear e ainda defender o gol". Dessa forma, são comuns palpites e ordens para mudar algo no plano porque ele "tem certeza de que não vai dar certo".

  • Preferências e palpites pessoais: o sobrinho do dono, que não é profissional de marketing, dá sua opinião sobre como o trabalho deveria ser feito; o gestor tem uma "intuição" sobre determinada estratégia e quer que ela seja executada daquela maneira; o proprietário é apaixonado por determinado filme, cor ou cantor e decide que a campanha precisa abordar aquilo.

A lista poderia continuar.

Talvez você mesmo consiga acrescentar alguns desafios encontrados no planejamento de marketing de pequenas empresas.

Mas o ponto que quero destacar é que o planejamento de marketing dessas empresas normalmente acontece em um ambiente cheio de restrições, especialmente de recursos, tempo, dados e estrutura interna.

E existe ainda um problema adicional: mesmo quando conseguimos fazer um bom diagnóstico, muitas vezes as decisões tomadas durante o planejamento acabam sendo alteradas no momento da execução.

Por isso, o profissional de marketing precisa ter clareza sobre quais análises realmente farão diferença para aquele negócio.

Não se trata de fazer menos por fazer menos. Trata-se de concentrar esforços no que pode produzir maior impacto.

Em resumo, podemos dizer que micro e pequenas empresas frequentemente possuem limitações de recursos e conhecimento técnico, o que pode tornar as auditorias ambientais tradicionais complexas, demoradas e caras.

Um mapa mais enxuto para o planejamento

Quem nos apresenta um verdadeiro "mapa da mina" para o planejamento de pequenas empresas é o professor Nino Carvalho, especialmente por meio de sua Metodologia PEMD.

Em seu trabalho sobre o Ecossistema de Marketing para Pequenas Empresas, Nino propõe uma abordagem mais enxuta e pragmática. Em vez de tentar reproduzir nas pequenas empresas toda a complexidade de um planejamento pensado para organizações maiores, a proposta é concentrar a análise em um número menor de áreas estruturais.

A ideia não é abandonar o planejamento estratégico tradicional, mas direcionar a energia para aquilo que é mais essencial e viável dentro da realidade de uma pequena empresa.

Nesse modelo, três pilares ganham destaque:

1. Públicos

O foco deve estar dividido entre os clientes atuais e os potenciais clientes, os chamados prospects.

A máxima de Theodore Levitt é reforçada: marketing consiste em atrair e manter clientes. Portanto, não basta pensar apenas em aquisição.

É preciso conhecer profundamente quem já compra, quem pode comprar e, principalmente, por que essas pessoas compram ou deixam de comprar.

Quanto mais informações conseguirmos obter sobre comportamento, necessidades, desejos e percepções do público, melhores serão nossas condições de tomar decisões.

2. Produtos

O segundo ponto é compreender profundamente aquilo que a empresa oferece.

O que você vende? Por que vende? Quais são os diferenciais? Qual é o potencial dessa oferta? Que necessidade ela resolve?

O papel do marketing — ou do consultor — é justamente realizar o "casamento" entre a necessidade do público e o produto ou serviço oferecido.

Parece simples. E, no fundo, é.

Mas conhecer profundamente os dois lados desse casamento pode fazer uma enorme diferença.

3. Concorrentes

E então aparece um terceiro elemento: a concorrência.

Se o objetivo é aproximar o público da oferta, os concorrentes são uma barreira que pode dificultar essa conexão.

É por isso que Nino Carvalho fala em uma espécie de "paranoia competitiva": acompanhar constantemente preços, produtos, processos, equipes, estratégias, movimentos e presença digital e física dos concorrentes.

A expressão pode parecer exagerada, mas a ideia é bastante prática: você precisa saber o que está acontecendo ao seu redor.

Não para copiar o concorrente, mas para entender o mercado, identificar oportunidades, perceber ameaças e, principalmente, descobrir onde sua empresa pode ser melhor.

Quando os três pilares saem do papel

Um exemplo que vivenciamos recentemente aconteceu em um plano de marketing para uma escola.

Os números mostravam uma queda nas matrículas e um aumento na evasão escolar. Não poderíamos continuar daquela forma. A situação colocava em risco a própria sustentabilidade do negócio.

Ter um plano de marketing mais assertivo era, portanto, prioritário e urgente.

Começamos pelo estudo do público, especialmente do público interno.

Por meio de uma análise de cohort, percebemos que os alunos da Educação Infantil tendiam a permanecer na escola ao longo dos anos mais do que os alunos do Ensino Fundamental. Havia, portanto, uma diferença importante de comportamento entre esses públicos.

A conclusão foi clara: precisávamos pensar em estratégias diferentes para cada um deles.

Também percebemos a necessidade de um espaço mais adequado para a Educação Infantil. No plano, propusemos a reorganização das turmas entre os prédios, de forma que a Educação Infantil tivesse uma área mais separada dos demais segmentos, incluindo um playground próprio.

Ao mesmo tempo, analisamos os concorrentes.

Descobrimos que cinco novos players haviam entrado na região, sendo dois deles pertencentes a grandes franquias.

Por meio de cliente oculto, analisamos cada um deles: recepção, atendimento, processo de venda, oferta, estrutura e outros aspectos da experiência apresentada ao potencial cliente.

O aumento da concorrência explicava parte da evasão, mas obviamente não explicava tudo.

Também trabalhamos os diferenciais internos, realizando uma repaginação do ambiente e da proposta da Educação Infantil.

Identificamos dois diferenciais que eram pouco explorados pela concorrência e passamos a comunicá-los e monitorá-los de perto.

Esse monitoramento trouxe muito mais argumentos para a equipe comercial. Ela passou a saber exatamente o que cada concorrente oferecia e quais eram os valores praticados.

Também adequamos nossa oferta e passamos a monitorar os leads visitantes para entender, entre outras coisas, quais concorrentes eles também estavam considerando.

O mesmo raciocínio foi aplicado ao Ensino Fundamental.

A análise mostrou que a quadra poliesportiva era um ponto considerado importante pelo público interno. O plano resultou na reforma da quadra e na criação de uma quadra de vôlei de areia, além da personalização de algumas salas.

Essas mudanças aumentaram significativamente a percepção de valor dos alunos em relação à escola.

E a concorrência continuava sendo monitorada de perto: cada evento, cada novidade e cada movimento relevante eram observados.

Não precisamos analisar tudo para decidir melhor

Claro que todo esse plano também resultou em campanhas e anúncios que comunicavam os diferenciais encontrados.

Mas perceba algo importante.

O ambiente externo estava impactando negativamente a escola, enquanto o ambiente interno não estava suficientemente preparado para responder a essa pressão.

Ainda assim, não precisamos fazer uma análise SWOT completa, nem uma análise exaustiva dos 4 Ps para chegar às principais decisões.

Fomos diretamente aos pontos que poderiam fazer diferença naquele momento:

Públicos. Produtos. Concorrentes.

Foi suficiente para encontrar problemas importantes, identificar oportunidades e transformar essas descobertas em ações concretas.

E essa, para mim, é uma das grandes contribuições de pensar o marketing dessa maneira nas pequenas empresas.

Como pensar Marketing em 2026?

Pequenas empresas devem pensar o marketing em 2026 como uma ferramenta para conhecer melhor seus públicos, adaptar seus produtos e aumentar sua competitividade.

Marketing não deve ser visto apenas como a área que publica nas redes sociais ou cria anúncios.

Isso é parte do trabalho.

Marketing é muito mais.

É entender o cliente. É compreender a oferta. É acompanhar o mercado. É identificar oportunidades. É construir diferenciais. É tomar decisões.

E, principalmente para as pequenas empresas, é fazer tudo isso de maneira estratégica, mas compatível com os recursos disponíveis.

Pensar marketing em 2026 também envolve compreender e buscar ferramentas que possam colaborar com as decisões e ações necessárias para fortalecer esses três pilares: público, produto e concorrência.

Novas tecnologias e aplicações estão cada vez mais presentes no mundo do martech e podem se tornar um diferencial importante para pequenas empresas.

O dia a dia do profissional de marketing está cada vez mais inserido em um ecossistema de aplicações e ferramentas digitais. Inteligência artificial, automação, análise de dados, CRM, plataformas de mídia, ferramentas de conteúdo e tantas outras tecnologias passaram a fazer parte da rotina de quem trabalha com marketing.

Isso não significa substituir a estratégia pelas ferramentas. Pelo contrário: significa utilizar a tecnologia para ampliar nossa capacidade de analisar, testar, executar e tomar decisões melhores.

O marketing moderno está cada vez mais orientado para o cliente, estratégico e multicanal. Mas isso não significa necessariamente fazer mais coisas.

Às vezes, significa simplesmente saber quais coisas realmente precisam ser feitas.

E você, que trabalha ou administra uma pequena empresa, tem conseguido usar o marketing de forma estratégica ou ele ainda está limitado às redes sociais e aos anúncios?


O que é estratégia de marketing?

Equipe de profissionais discutindo estratégias de marketing em uma reunião

 Quando o assunto é estratégia de marketing, geralmente vejo uma certa confusão. Muitas vezes, uma ação isolada é chamada de estratégia, enquanto outras vezes a própria ausência de ações é tratada como uma escolha estratégica.

Neste artigo, quero propor uma reflexão sobre esse tema a partir da minha experiência profissional e apresentar alguns princípios que podem ajudar você a escolher uma estratégia de marketing mais adequada para o seu negócio.

Estratégia de marketing não é planejamento de marketing

A primeira coisa que gostaria de esclarecer é que estratégia de marketing e planejamento de marketing não são exatamente a mesma coisa.

Dentro de um bom planejamento de marketing estão inseridas as estratégias que serão utilizadas em busca dos objetivos e metas propostas. O planejamento oferece uma visão mais ampla: onde estamos, onde queremos chegar, quais recursos temos disponíveis, quais são os obstáculos e quais caminhos podemos seguir.

A estratégia está relacionada justamente à escolha desse caminho.

Outra coisa é que não fazer nada em termos de marketing não é necessariamente uma estratégia. Em determinados contextos, não agir pode até ser uma decisão consciente, mas, na maioria das vezes, estamos falando de uma omissão ou falta de planejamento.

Da mesma forma, fazer uma ação isolada não significa necessariamente ter uma estratégia.

Você fez um anúncio e parou. Isso não quer dizer que teve uma estratégia de marketing. Pode ter sido apenas uma ação.

Então, o que é uma estratégia de marketing?

Gosto de pensar na estratégia como um caminho escolhido para ser trilhado, ou um conjunto de ações para se alcançar um objetivo em marketing.

A estratégia é algo que foi pensado. Houve uma reflexão, analisaram-se as possibilidades e, a partir disso, tomou-se a decisão por determinadas posturas e ações.

Dessa forma, posso propor uma definição simples:

Estratégia de marketing é um conjunto de decisões e ações intencionais de marketing, tomadas a partir de análises, em busca de um objetivo específico.

Tendo dito isso, vou contar uma experiência que ajuda a explicar melhor essa ideia.

Uma mudança de estratégia baseada em análise

Após dois anos adotando a mesma estratégia de marketing para as campanhas de captação de novos alunos de uma escola, decidimos mudar a estratégia para aquele ano.

A campanha de matrículas geralmente começa em outubro de um ano e vai até março do ano seguinte. Depois de encerrada, entramos em um momento de relatórios e análises. Em seguida, começamos o planejamento para a próxima campanha. Geralmente, todo esse processo ocupa cerca de três meses.

Assim, no início de julho, eu já estava com os principais indicadores organizados e uma nova estratégia desenhada.

Havíamos investido mais de R$ 25 mil nessa campanha, e o saldo de matrículas não foi satisfatório. Em vez de simplesmente repetir o que havíamos feito, decidimos olhar para os números.

Analisamos o histórico da campanha e também os resultados provenientes do alcance orgânico. Fizemos comparações YoY (Year over Year), observando o desempenho em relação aos períodos anteriores, e procuramos entender melhor quais ações estavam contribuindo para os resultados.

A partir dessas análises, decidimos adotar uma estratégia de marketing mais focada em marketing de conteúdo, inbound marketing e comunicação intencional.

Fizemos uma estimativa considerando dois cenários e, mesmo que o pior deles se concretizasse, o resultado projetado já seria muito melhor do que a experiência que havíamos tido com outras estratégias envolvendo anúncios.

Não entrarei em detalhes sobre a estratégia orgânica neste artigo — deixarei isso para outro momento. Mas veja o que aconteceu: antes de decidir o caminho, fizemos análises e um planejamento que envolvia vários meses de ações e mais de uma estratégia.

A mudança não aconteceu simplesmente porque decidimos “tentar algo diferente”.

Mudamos porque os dados e as análises nos deram motivos para mudar.

NA PRÁTICA

Antes de escolher uma estratégia de marketing, procure responder:

Qual é o objetivo?
O que exatamente queremos alcançar?

O que os dados mostram?
O que aconteceu nas ações anteriores?

O que o mercado está fazendo?
Quais movimentos dos concorrentes ou do segmento merecem atenção?

Quais recursos temos?
Orçamento, equipe, tempo, ferramentas, conhecimento e canais disponíveis.

Quais caminhos são possíveis?
Existem alternativas ou estamos simplesmente repetindo o que sempre fizemos?

Como saberemos se está funcionando?
Quais indicadores deverão ser acompanhados?

Antes de escolher o caminho, faça uma boa análise

Por isso, considero muito importante analisar os números e as ações anteriores, observar os concorrentes e o mercado, compreender os objetivos pretendidos e trabalhar com diferentes cenários.

Também é importante ter uma visão panorâmica do negócio.

Uma estratégia de marketing não deveria ser escolhida olhando apenas para uma ferramenta, uma campanha ou uma publicação. É preciso compreender o contexto em que aquela ação está inserida.

Essa parte da análise eu considero uma das mais importantes.

Quanto melhor for a sua “radiografia”, mais informações você terá para tomar uma decisão.

Isso não significa que uma boa análise garanta que a estratégia dará certo. Marketing envolve muitas variáveis e não existe garantia de resultado.

Mas uma boa análise pode reduzir bastante as decisões baseadas apenas em achismos.

E isso já faz uma grande diferença.

Cuidado com os modelos prontos

Outra dica que deixo é evitar a implementação automática de modelos prontos de estratégias.

É muito comum pegar os passos que um concorrente utilizou, ou que um “guru de marketing” ensinou, e simplesmente sair fazendo igual.

Cada contexto é único e, sem uma análise, o risco de erro é enorme.

Modelos precisam ser adequados, moldados à realidade e aos objetivos específicos de cada negócio.

Você pode estar pensando:

“Mas fulano adotou a estratégia de subir um anúncio em vídeo nas redes sociais para ganhar visualizações e depois fez outro anúncio para mostrar a oferta apenas para o público que assistiu a 50% do vídeo. Deu super certo e converteu muito!”

Sim, essa é uma estratégia bastante utilizada. Mas o seu vídeo não é igual. O seu público pode ser diferente. O momento e o contexto podem ser diferentes.

Um exemplo disso é trabalhar com públicos semelhantes, conhecidos no ecossistema da Meta como Lookalike. Uma empresa pode utilizar uma determinada audiência como referência para encontrar pessoas com características semelhantes.

É uma estratégia conhecida e que pode funcionar muito bem.

Mas isso não significa que simplesmente reproduzir a mesma configuração produzirá o mesmo resultado para outra empresa. A qualidade da audiência de origem, os dados disponíveis, a oferta, o criativo, o posicionamento, o orçamento e o próprio momento do mercado podem ser completamente diferentes.

Digo isso sem entrar profundamente na questão da gestão de tráfego, pois nessa área há muito teste. O gestor de tráfego tem um trabalho árduo até refinar seus anúncios, públicos e campanhas.

Ou seja, simplesmente copiar a estratégia é um “chute”.

Conhecer uma estratégia é diferente de saber quando, por que e como utilizá-la.

Observe o mercado, mas adapte à sua realidade

Contudo, apesar de não incentivar a cópia, incentivo muito a observar o mercado atentamente.

Veja o que está dando certo. Observe como seus concorrentes estão se posicionando. Acompanhe os formatos que estão ganhando espaço. Perceba as mudanças no comportamento do público.

Mas, em vez de perguntar apenas:

“Como faço igual?”

Experimente perguntar:

“Como isso poderia se encaixar na minha realidade?”

A partir dessa reflexão, você pode adequar, modificar, combinar, melhorar ou até descartar aquela ideia.

Veja os recursos que você tem em mãos e pense no melhor que pode fazer com eles.

Nem sempre a melhor estratégia é aquela que exige o maior investimento. Muitas vezes, é aquela que consegue combinar melhor os recursos disponíveis com os objetivos que precisam ser alcançados.

Estratégia também precisa ser acompanhada

Por último, eu diria que tão importante quanto escolher a estratégia é acompanhar o desempenho dela.

Escolher um caminho não significa permanecer nele até o fim, independentemente dos resultados.

É preciso estabelecer indicadores, acompanhar o desempenho, mensurar os resultados e fazer os ajustes necessários.

Pode ser que uma estratégia precise de uma adequação ou melhoria. Pode ser necessário mudar uma parte importante do caminho. E, em alguns casos, pode ser necessário fazer uma mudança radical.

Já vivi situações em que precisei abandonar algumas estratégias. Também vivi outras em que precisei alocar mais recursos porque determinada estratégia estava performando acima do esperado.

Isso faz parte do marketing.

Uma estratégia não é uma promessa de que o resultado acontecerá. É uma decisão sobre qual caminho seguir com as informações que temos naquele momento.

E, à medida que novas informações aparecem, podemos tomar novas decisões.

Conclusão: qual caminho você está escolhendo?

No fim das contas, acredito que estratégia de marketing tem muito menos a ver com encontrar uma fórmula mágica e muito mais com saber escolher um caminho.

Uma boa estratégia começa antes da primeira publicação, do primeiro anúncio ou da primeira campanha. Ela começa na análise do cenário, na compreensão dos objetivos e na avaliação das possibilidades.

Depois, transforma essa análise em decisões e ações.

E não termina quando a campanha é colocada no ar. Ela continua enquanto acompanhamos os resultados, aprendemos com os dados e fazemos os ajustes necessários.

Por isso, quando alguém me pergunta qual é a melhor estratégia de marketing, minha primeira resposta provavelmente será:

Depende.

Depende do objetivo, do público, do mercado, dos recursos disponíveis, do momento do negócio e, principalmente, das informações que temos para tomar a decisão.

A melhor estratégia não é necessariamente a mais famosa, a mais moderna ou aquela que funcionou para outra empresa.

É aquela que faz sentido para o seu contexto — e que você está disposto a acompanhar, medir e aprimorar.

E você? A estratégia de marketing que está utilizando hoje foi realmente escolhida depois de analisar o seu cenário ou simplesmente é o caminho que você acabou seguindo porque parecia funcionar para outras pessoas?

Talvez essa seja uma boa pergunta para fazer antes de planejar a sua próxima ação de marketing.


Melhores Horários Para Postar Nas Redes Sociais


E saiu um relatório do Sprout Social com dados dos horários mais propícios para se postar nas redes sociais. Foi feita uma análise de engajamento de mais de 34 mil usuários da plataforma (Sprout) no ano passado e as tendências que surgiam disso. A novidade deste relatório foram os dados do TikTok, que não estava presente nos anos anteriores. A amplitude da lista traz informações adicionais que auxiliam no processo de gestão e marketing de mídia social - lembrando que são dados generalizados entre várias marcas e usuários, ou seja, não substitui o seu diagnóstico e planejamento. E aproveito para dar a minha cutucada sobre relatórios, embora sejam indicadores úteis para aprimorar a estratégia, em se tratando de mídias sociais, o que funciona para o outro pode não funcionar para você. Assim, nunca abandone os passos de experimentação e análise para saber o que funciona melhor para o seu público específico. Dito isso, vamos ao relatório.

Horários no Facebook

Com uma vasta presença mundial, e em alguns países ainda é o foco principal das grandes marcas, o Facebook não pode ser ignorado. De acordo com o relatório, os melhores horários para se postar no Face são:

  • Segundas-feiras das 8h às 13h
  • Terças-feiras das 8h às 14h
  • Quartas-feiras das 8h às 13h
  • Quintas-feiras das 8h ao meio-dia

Os usuários continuam com seu ritmo habitual no Face. Que parece estar melhorando o tempo de sua audiência, um bom sinal para anunciantes.

Portanto, as manhãs são melhores, de acordo com as taxas de resposta, enquanto os dias da semana têm um desempenho melhor do que os finais de semana.

A dica que deixo é buscar um horário próximo do horário do almoço para um melhor engajamento. O que pode ser um ponto de partida para seus experimentos. Tenha uma certa constância e analise, depois teste outro horário e veja qual tem melhor resposta.

Melhores Horários Para Postar no Instagram

Pelo que parece, para melhores resultados, os instagramers deveriam acordar cedo para produzirem seus conteúdos. Veja o gráfico:

  • Segundas-feiras das 10h ao meio-dia
  • Terças-feiras das 9h às 13h
  • Quartas-feiras das 10h às 13h
  • Sextas-feiras das 9h às 11h

Se você ficou com a pulga atrás da orelha com a quinta-feira, eu também compartilho desse estranhamento. Com um engajamento mediano, acabou tornando-se um dia útil com pouco destaque, perdendo apenas para o final de semana. Aliás, os domingos são horríveis para engajar, tanto no Face quanto no Insta. Lembrando que essas janelas podem ser novas oportunidades, caso outras marcas não estejam postando nesses dias. Tudo depende do seu público. 

O destaque da semana, que era na quarta, agora ficou com a terça-feira, com uma janela maior de engajamento. E o horário do almoço continua campeão por aqui. Mas, como tudo depende do seu público, a experimentação é que vai lhe dizer como agir com sua conta no Instagram.

Melhores Dias No Twitter

O ano passado foi um ano intenso e confuso no Twitter. As eleições presidenciais, as mudanças na direção da plataforma e as várias mudanças do novo gestor Elon Musk, podem ter afetado o uso do Twitter de forma atípica. Contudo, ao que parece, o período matinal tem sido a melhor hora para twittar


Das 9h ao meio-dia, de terça a sexta-feira, ocorre o maior engajamento geral do Twitter, alinhando-se com o foco de notícias em tempo real da plataforma. E justamente por ter essa "pegada" de notícias é que o mapa pode variar, dependendo do surgimento de novidades e polêmicas.

 Geralmente, o usuário engajado está sempre de olho no aplicativo, e envolve-se nas conversas e discussões. Por isso, busque uma pauta que relacione assuntos variados e fique de olhe nas trends.

Outra plataforma que tem destaque pela manhã é o LinkedIn. Conforme o relatório do Sprout as terças e quartas-feiras, das 10h ao meio-dia, são os melhores horários para postagem nas páginas da empresa.

Mas, a janela das 08h às 16h acaba sendo aceitável também, de segunda à sexta-feira.

Seguindo a tendências das outras redes citadas, os finais de semana não conseguem engajar bem. O que é totalmente compreensível em se tratando de uma rede social voltada mais ao ambiente empresarial e profissional. 

Alguns usuários têm relatado melhores resultados no meio da semana, o que coaduna com o gráfico exposto.


As Tardes do TikTok e Pinterest

A novidade do relatório foi a inserção do TikTok na lista. E realmente a plataforma chinesa não podia ficar de fora, não é mesmo? E no aplicativo, diferente das outras redes sociais citadas, o maior engajamento acontece pela tarde. Veja as percepções do Sprout:

Ao que parece, segunda e sexta-feira mostram um engajamento fraco a mediano, com janelas e variações de interação no decorrer do dia. Contudo, nada muito intenso.

O grande engajamento do TikTok acontece mesmo de terça a quinta-feira, depois das 14h e antes das 18h. Esse é o melhor horário para se postar no TikTok.  Será essa é uma característica dos tiktokers mesmo, ou é porque durante a manhã estão interagindo em outras redes sociais? Talvez, as pessoas procurem diferentes tipos de engajamento.

Entretanto, mesmo que haja uma alternância no engajamento das mídias sociais durante a semana, isso não acontece aos finais de semana. Sábado e domingo também são fracos aqui. Parece que realmente não há muito envolvimento nas redes sociais aos finais de semana. 

Finalmente, o relatório Social Sprout traz o Pinterest. A mídia social dos infográficos tornou-se um banco de ideias e artes e tem gerado muito engajamento. Realmente é a mídia preferida na área de decoração, ganhou muita atenção no mundo da moda, tem um grande volume de postagens gastronômicas e os assuntos são os mais diversos possíveis. De educação à faça você mesmo (DIY) você encontrará muitos pins e infográficos.

O gráfico mostra uma atividade dinâmica, com algumas janelas e períodos bem fracos (das 16h às 18h), mas, no geral engajado.

O maior volume está entre 13h e 15h, de terça à quinta-feira, com destaque para quarta-feira.

A surpresa foi o engajamento no final de semana, superando as outras mídias sociais. Apesar de ainda tímido, há um pico às 13horas do sábado e domingo. Aliás, sábado surpreende, perdendo por pouco para a sexta-feira e superando a segundo em volume de engajamento.

Fiquei curioso também pela intensidade de engajamento à meia-noite de quarta à sábado. Inesperado!

1,2,3, Testando

Portanto, com esse panorama do engajamento, podemos traçar estratégias para melhorar as vendas ou visualizações nas mídias sociais, dependendo do seu objetivo. Talvez alguém diga, esses dados estão errados! Pode ser que sim, para o seu público. Sim, é bem variável de acordo com nichos e subnichos. Contudo, temos um material importante para analise e que pode ajudar nas estratégias de postagem e busca de engajamento. Ou seja, a lista traz um tipo de guia e não prescrições para todos os negócios. A dica que repito é, experimente, faça testes e observe. Pode levar um tempo, mas, em breve você terá um mapa dos melhores horários para o seu negócio. Isso pode levar a um grande aumento na atividade - ou pode permitir que você cancele outro horário para sua estratégia. Em quais dias e horários você costuma postar com maior engajamento?

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Fonte

Inbound Marketing Significado e Atuação


Nos últimos anos, o inbound marketing vem tornando-se uma grande tendência dentre as estratégias de marketing. Sua popularidade gira em torno do fato dele atrair leads que desejam envolver-se com sua marca — um grande benefício que pode gerar clientes fiéis à marca a longo prazo e uma experiência positiva. A grande chave aqui é a palavra "atrair".

Pra quê Atrair?

Você pode pensar em uma estratégia de marketing como tendo duas trilhas principais: comunicação passiva (entrada, vitrine) e comunicação ativa (saída, prospecção). Apesar de não gostar muito do termo "passiva" por dar a ideia de algo estático, na verdade, na primeira trilha a empresa é vista ao produzir o seu conteúdo naturalmente, ela busca "colocar à mostra" a sua proposta de valor, e quem gostar e se interessar vem até ela. Já a segunda trilha é meio que a ideia de "interromper" o que o interlocutor está fazendo e chamá-lo a uma ação, de compra ou visita, o que geralmente é feito com um anúncio. A primeira trilha é o inbound marketing, e a segunda o outbound. O marketing de saída (outbound) é realmente focado em buscar clientes e chamar sua atenção, já o inbound marketing tem tudo a ver com ganhar visibilidade para que os clientes em potencial cheguem até você no tempo próprio deles. Requer uma pequena mudança no pensamento sobre como os clientes encontram a sua marca, e os motiva.

No final das contas, usamos muitas das mesmas ferramentas de marketing para inbound e outbound, pois ambos fazem parte da comunicação. Porém, no inbound o foco está na criação de conteúdo útil e envolvente para que as pessoas possam encontrá-lo. Por exemplo, vamos supor que você tenha uma confeitaria, ao invés de fazer um anúncio divulgando o bolo para casamento, você faça um vídeos sobre os tipos de bolos para casamento, os sabores mais pedidos, dicas para o momento do bolo, e assim por diante. Nesse caso, há uma grande probabilidade de você atrair noivos que estão buscando informações sobre o bolo, e daí pode surgir não apenas um cliente, como um fã. Essa é a diferença entre divulgar sua mensagem e atrair as pessoas com algo de valor. 

Outro benefício da abordagem de inbound é que as pessoas não se sentem "vendidas", como se fosse apenas um objeto comercial. A sensação da audiência é a de estar "no controle", e de fato estão. Hoje em dia, as pessoas veem tantos anúncios em suas vidas diárias que rapidamente ficam cegas para qualquer coisa que pareça “vendas-y.” Isso foi justamente o que aconteceu durante a onda outbound que começou na pré-pandemia e se estendeu. Milhares de empresas anunciando seus produtos, gerando uma enxurrada de anúncios, o que acabou saturando os clientes e elevando os valores das campanhas (ficou mais caro anunciar devido à concorrência). O inbound marketing pode contornar essa barreira, atraindo o público até a sua marca por conta própria. 

Em terceiro lugar, outra vantagem dessa estratégia é a quantidade de informações que você pode coletar sobre seus clientes, que podem ser usados para criar comunicações mais personalizadas. Usando uma ferramenta de relacionamento com o cliente (CRM ou algo do tipo), você pode agrupar dados e direcionar com  mais precisão um conteúdo que realmente importa para sua audiência. 

Ainda há o benefício da automação que pode ser utilizado no inbound marketing. A automação de  e-mail marketing, por exemplo, ajuda a  aumentar a eficiência e mantém os clientes engajados. Ao automatizar o processo, você liberará recursos que podem ser dedicados a outras iniciativas de marketing. Quando consistente, as comunicações automatizadas ajudam a manter o interesse de potenciais compradores. 

Em suma, dentre os benefícios do inbound marketing destacamos: atrair, informar, engajar e reter seus clientes. Em vez de forçar a sua mensagem para eles, você está deixando que eles se aproximem você quando estiverem interessados.

Como o Inbound Marketing Funciona

Uma estratégia de inbound marketing bem-sucedida começa com desenvolvendo suas  personas de comprador individuais. ao fazer pesquisa de clientes, exercícios de  mapeamento de jornada visam identificar onde essas diferentes personas estão no processo de compra e usar esses “pontos de contato” para se comunicar de forma eficaz a mensagem  apropriada.

 Normalmente, a jornada do comprador pode ser dividida em três etapas principais:

  •  Estágio de atração (topo do funil)
  •  Estágio de engajamento
  •  Fase de deleite

No estágio de atração, os clientes estão apenas procurando conteúdo informativo e envolvente que responda suas perguntas. Assim que souberem o suficiente sobre possíveis soluções para seus  problemas, eles começam considerando os prós e contras entre diferentes provedores. 

Na fase de engajamento, as conversas começam a acontecer e você pode ser um pouco mais claro e um pouco mais ousado com suas soluções de vendas. O objetivo aqui é capitalizar o experiências positivas que o cliente já teve com sua marca e solidificá-lo como comprador. 

E o terceiro estágio, o estágio do deleite, trata de manter as pessoas dentro do seu "universo" e, em  seguida, continuando a encantá-los com conteúdo valioso e útil e soluções para ajudar a mantê-los como clientes ativos. Como todos sabemos, é muito mais caro adquirir novos clientes do que reter seus existentes, então esta é outra área onde o inbound marketing se destaca. 

Conhecendo melhor o seu público-alvo (persona?) e a jornada dele até você, seu próximo passo é criar  conteúdos relevantes e valiosos nas várias etapas dessa jornada, ajudando-o a passar para a próxima fase. A automação de marketing ajuda a manter seus compradores em movimento nessa jornada. Entenda que não se trata de uma trilha linear, mas cíclica, onde os clientes continuam voltando por causa de seus resultados positivos e experiências de engajamento com sua marca. Depois que os caminhos de inbound marketing são configurados, as campanhas podem manter seu público dentro desse ciclo de vida sempre que precisarem de seu produto ou serviço. 

Como Implementar o Inbound Marketing?

O Marketing é o componente de ativação de uma estratégia de marca. Ou seja, a gestão de um negócio envolve estratégias para que a marca esteja bem posicionada e ativa no mercado, e quem faz essa parte é o marketing. Dessa forma, é importante pensar no inbound marketing como apenas uma parte do quadro maior de marketing. Assim, o inbound necessitará de elementos importantes que aparecem nos diagnósticos de marketing, como características do mercado, público e próprias da marca.

Então, como qualquer gestor de marca ou de marketing, você precisa conhecer o seu público. Especialmente saber as suas "dores", o que ele busca solucionar. Mas subindo um nível, você também precisa conhecer a marca. Aqui precisa ter claro em sua mente qual o valor tem a oferecer, que problema consegue resolver. Estou falando da proposta única de valor, que é um extrato de uma reflexão do seu contexto de marketing e diagnósticos. Sabendo isso, você estará equipado com um arsenal poderoso para sua comunicação e já poderá iniciar sua estratégia de inbound marketing.

Antes, porém, de começar a construir uma estratégia de inbound marketing, você deve identificar seus
objetivos comerciais e de marketing. Depois de obter essas informações, você deve considerar a jornada do cliente (abordada anteriormente em neste artigo), para que você possa identificar os pontos de contato de cada etapa. O próximo passo é construir o plano de conteúdo. Pense no que seu público quer ver, ler, ouvir e interagir. (Caso deseje algumas ideias sobre o conteúdo pode clicar neste link  e nesse aqui também, e veja artigos específicos.) Obviamente você deve levar em conta o seu nicho e produtos no planejamento desse conteúdo, ou seja, escolher temas pertinentes, coisas que você faça ou produtos com que trabalha, e características (necessidades) do seu público. Escolha os canais (mídias) em que atuará, e afunile o plano para cada um desses pontos de contato. Dependendo do canal você conseguirá ajustar o conteúdo com a jornada. Por exemplo:

  • Post sobre "tipos de bolo de casamento" em um Blog ou Landingpage de distribuição de um e-book sobre o tema - estágio de atração;
  • E-mail marketing para inscritos na newsletter / cadastro informando outras matérias ou produtos - estágio de engajamento;
  • Venda de um bolo - deleite.

Lembrando que essas etapas se repetem num ciclo, só que o tema da postagem muda de acordo com o plano. Outros e-mails podem ser inseridos também, um de agradecimento, um informando descontos. O mesmo pode acontecer para um canal do Youtube, utilizando o WhatsApp ao invés de e-mail, atuando nas redes sociais (posts), e fazendo assim uma estratégia multicanal de atração. E sempre é bom lembrar, o conteúdo deve ser de qualidade, senão o efeito ao invés de atrair é afastar. 


Portanto, as pessoas tem usado cada vez mais o inbound marketing especialmente por ele trazer resultados mais consistentes a médio prazo e custos menores. Ou seja, sai mais barato você "ser encontrado" por quem já está procurando por aquele assunto do que "sair em busca" de um possível interessado. Como consultor tenho ajudado algumas empresas a implementarem estratégias de inbound. Algumas ferramentas são muito úteis nesse processo, deixarei abaixo um banner da E-Goi que é muito competente e completa no que faz. Caso precise de ajuda com a E-Goi pode me escrever que terei alegria em ajudar. O inbound está ligado ao marketing de conteúdo. Tenho também um material que poderá ser muito útil e trata do assunto. Clique aqui para baixar.

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A Importância dos KPIs e Métricas


 

"Um dado é necessariamente uma entidade matemática e, desta forma, puramente sintática. [...] Um dado é puramente objetivo não depende do seu usuário. Informação: é uma abstração informal, que representa algo significativo para alguém através de textos, imagens, sons ou animação. [...] A informação é objetiva-subjetiva no sentido que é descrita de uma forma objetiva, mas seu significado é subjetivo, dependente do usuário." (Setzer, 1999)

Sempre que penso na questão dos KPIs e das Métricas lembro-me da diferenciação entre dado e informação da época da faculdade de Gestão da Informação. Como são parecidos, acabam gerando confusão, mas, ao diferenciá-los, podemos tirar melhor proveito deles. Vira e mexe, por vezes, percebo algum desalinhamento, tanto por parte de leigos quanto por profissionais, ao se referirem às métricas e KPIs. Como veremos nesse artigo, ao trazer clareza sobre esse tema, podemos buscar melhores performances.

Saber a diferença entre KPI e métricas é muito importante para análises e gestão de projetos e negócios online. Estamos falando de e-commerce, blogs, sites, mídias sociais, ou qualquer outra área do marketing digital que envolva público, usuários, audiência e por aí vai. Em algumas áreas do marketing onde não é possível termos métricas exatas e automáticas, devemos nos valer de dados estatísticos e pesquisas. Dessa forma, esse tema abrange praticamente quase tudo no marketing, pois, como costumo dizer, no marketing não existe "achômetro", apenas os dados importam.

Qual a Diferença entre KPI e Métrica

Podemos entender como "métrica" todos os dados fornecidos pelas plataformas, aplicativos ou outros meios, sobre o comportamento ou ações realizadas pelos usuários, audiência ou visitantes, ao seu ambiente (negócio, site ou rede social). As KPIs (sigla para Key Performance Indicators) são indicadores que apontam para uma determinada performance das métricas. Conforme a professora Sandra Turchi (ESPM), "Métricas: mensuram, monitoram e gerem as estratégias de uma empresa. Apontam informações sobre estratégias e se devem ser continuadas, aperfeiçoadas ou abandonadas. KPIs: Indicam o desempenho das campanhas com base nas métricas. Apontam de forma percentual ou numérica o resultado de uma ação e avaliam o desempenho da organização." 

Dessa forma, podemos dizer que um é a base do outro. Ou, que as KPIs são quando você atribui algum significado a determinada métrica. Em termos práticos:

  • Métricas: Visitas ao site; visualizações do anúncio; número de seguidores;
  • KPIs: Número de inscritos na newsletter; adições ao carrinho de vendas; cliques no botão saiba mais.
Podemos perceber que as métricas são encontradas no Google Analytics ou Ads, Insights das redes sociais ou outras fontes que fornecem tais dados. Ao passo que os indicadores de KPI estão relacionados a metas ou objetivos realizados.

Monitoramento de Campanhas

Os KPIs começam a tornar-se especialmente importantes no monitoramento e análises de campanhas, como por exemplo do Google Ads. Assim, tudo começa quando estamos elaborando o planejamento da campanha. Naquele momento, precisamos definir as metas, os objetivos de determinada campanha. Sem um objetivo claro, não tem como mensurarmos a performance da campanha, se ela está dando certo ou não. E sem ter essa informação, não tem como sabermos o que deve ser alterado. Percebe como tudo fica meio nebuloso pelo erro lá no planejamento da campanha? Então, não adianta o gestor de tráfego ser um exímio "fazedor de anúncio", com copys maravilhosas, se no final não tem como saber se está dando certo.

Por exemplo, vamos supor que a campanha é de vendas de um produto, que traz de lucro por venda R$ 50,00. Já vi gestores de tráfego defenderem a qualidade do anúncio pela quantidade de cliques que ele teve. Mas, se a meta for "vendas", a quantidade de cliques no anúncio é apenas uma métrica, o grande KPI deveria ser a quantidade de carrinhos criados ou vendas realizadas. Ou seja, não importa se o anúncio gerou milhares de cliques, ou visualizações ou como está o CTR, o que faz a diferença é a meta definida. Essa meta é a grande "chave" para o monitoramento e análise da qualidade da campanha.

Indo um pouco além no exemplo acima, vamos colocar outra KPI. Já que o produto anunciado gera um lucro de cinquenta reais por venda, um importante indicador para monitorar é a venda de um produto num valor inferior àquele. Ou seja, o custo por aquisição (CPA) deve ser inferior aos R$50,00, caso contrário, a campanha estará dando prejuízo. Note que agora não é apenas o fato de vender, mas, vender a um custo inferior ao lucro do produto. Nesse ponto, configurar o Tag Manager do Google corretamente irá ajudar.

Quais as KPIs mais importantes? Isso depende das metas e objetivos da campanha. Dessa forma, dependendo da importância que você atribui a determinada métrica, ela pode se tornar um próprio KPI. Por exemplo, suponhamos que o seu objetivo seja atingir 50 mil visitas ao seu blog. Ao realizar uma campanha, deve ficar de olho no Analytics na quantidade de visitas. Se forem 50 mil visitas a um custo máximo de mil reais, deve configurar a meta no Ads e ficar de olho no CPA abaixo de cinquenta reais. Mas, se deseja que os visitantes tenham um tempo mínimo de visita, já é outro KPI, se deseja que os visitantes façam alguma ação em seu blog (como clicar em um banner ou inscrever-se na newsletter), o objeto de análise muda de novo. Compreende que a importância que você dá a determinada métrica é que faz o KPI surgir? Uma campanha bem planejada deve conter objetivos claros, público bem definido e verba ajustada, daí você pode começar a pensar nas estratégias da campanha.

Sites e Redes Sociais

A mesma lógica para as campanhas vale para os sites e redes sociais em geral, um bom planejamento ajuda a definir a principal KPI para monitoramento. No caso de websites, se você tem um objetivo com ele, fica mais fácil mensurar e analisar. Talvez, os objetivos mudem de acordo com as seções do seu site. Nesse caso, tenha KPIs diferentes para cada uma delas. Ou seja, em determinada página do seu site, é importante saber o tempo de permanência, em outra, onde o visitante clica. 

Certa vez, trabalhei com um cliente que dava extrema importância ao número de seguidores de seu perfil comercial no Instagram. Ao fazer uma análise, percebi o baixíssimo engajamento que o perfil tinha. Tentei conversar e convencer de algumas estratégias para gerar engajamento e assim fazer vendas. Contudo, após um tempo, percebi que eu estava em busca do objetivo errado. Na verdade, aquele cliente tinha a conta do Instagram como uma forma de alimentar o ego e se mostrar aos amigos e concorrentes. Ou seja, para ele, o mais importante era o número de seguidores. Assim, em eventos e feiras do ramo, ele podia abrir o Instagram da empresa e soltar a frase "olha quantos seguidores" e sorrir satisfatoriamente. Pouco se importava com as vendas pela rede ou conexões reais com os clientes por lá, pois, ele já fazia isso com maestria na loja física. Veja que nem sempre o objetivo está claro, pois, para mim seria óbvio que o maior objetivo era vender (ele até concordou com isso), mas, no fundo, não era. O KPI depende do seu foco com sua rede social. Contudo, na maioria das vezes o número de seguidores é apenas uma métrica.

Portanto, um dado sem um significado atribuído a ele não chega a ser uma informação. Mas, com uma importância atribuída, pode ser um fator importante para tomada de decisões. As métricas são importantes, mas, sem atribuir objetivos, não chegam a fazer diferença no seu negócio ou estratégias de marketing. Agora, quando definimos com clareza as metas, e sabemos onde precisamos chegar, daí conseguimos definir KPIs que serão verdadeiros faróis iluminando e apontando o rumo. E você, como tem usado os KPIs?

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