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O Ecommerce no Brasil em 2023


Esses dias, numa reunião de briefing para consultoria, quando questionei a motivação pelo nicho escolhido, o empreendedor me perguntou: "qual o nicho que está dando mais dinheiro na internet?". Bom, como o achismo é algo abominado no marketing, logo pensei nos relatórios anuais para ver se os prognósticos se confirmaram. Então, respondi que ainda não sabia ao certo, mas, iria verificar. E foi assim que busquei o relatório da Nuvemshop, uma das maiores plataformas de e-commerce atuais. Quero compartilhar alguns dados que julgo importantes e deixar um viés de minha opinião sobre o comércio digital.

Um Ano Complicado

Conforme o relatório o ano de 2022 definitivamente não foi para amadores no e-commerce brasileiro. Acompanhando clientes na consultoria pude perceber isso na prática, e os números só reforçam essas impressões. A onda gigantesca de 2020 no e-commerce "amadureceu", e o crescimento desacelerou com campanhas cada vez com um CPA mais apertado. Como bem diz o relatório, "os indícios de uma recessão global, a incerteza política e o poder de compra limitado dos consumidores tiveram impactos indesejados no e-commerce". No geral, houve uma queda de 23% no faturamento bruto do e-commerce no Brasil em relação a 2021. Esta queda foi vista no mundo inteiro, visto que, globalmente, o e-commerce teve a menor taxa de crescimento desde 2011. A minha percepção é que algumas áreas acabaram sofrendo um pouco mais, e as mudanças no comportamento das pessoas foi um fator determinante.

"Apesar da retração geral do mercado, em 2022, os lojistas que utilizam a Nuvemshop no Brasil atingiram 10,9 milhões de pedidos e movimentaram R$ 2,7 bilhões — um crescimento de 17% em vendas em relação ao ano anterior". Claro que esse crescimento no volume de vendas não traduz o resultado no caixa dos lojistas individuais. O que quero dizer é que, por se tratar do volume total das lojas da Nuvemshop, temos que levar em consideração o aumento no número de lojas, ou seja, novos lojistas que investiram no ano passado e que não contabilizaram 2021. E foi muita gente! Conforme o portal do governo foram mais de 3,8 milhões de empresas abertas no ano passado. Mas, essa é justamente uma das questões interessantes do ano passado, o número de players aumentou, a clientela ficou mais exigente, anúncios ficaram mais concorridos, alguns lucraram, outros nem tanto, muitos fecharam as portas (1,7 milhões). No geral, conforme o relatório produzido pela Nielsen|Ebit, o Brasil cresceu 2% no comércio online em 2022.

No mínimo, podemos dizer que foi um ano complicado. A considerada "retomada" da pandemia, onde muitos julgavam ser uma "corrida do ouro", mostrou-se bem conturbada. O desafio da última black friday mostrou isso a todos. Uma das coisas que ficou bem clara é que o mercado está se especializando e os consumidores mais amadurecidos. Nesse ponto, a consultoria de alguém que conhece o trajeto do e-commerce é muito bem-vinda.  

Nichos Que Mais Vendem Na Internet

Antes de soltar uma lista aqui e você sair correndo para montar sua loja quero diferenciar uma coisa, um nicho em alta não significa que você vai se dar bem nele. O volume de vendas, ou buscas, é apenas um dos fatores a serem levados em conta na escolha de um nicho. Por exemplo, uma pessoa pode escolher o nicho de "roupas e acessórios", o que ela encontrará nesse mercado? Concorrência com grandes players, muitos lojistas híbridos (loja física e online) e até mesmo concorrência com produtos estrangeiros (chineses inclusive). Devido a grande concorrência, será que essa pessoa deve desistir desse nicho? Isso já depende de outros fatores do negócio, do empreendedor em si e até de características que podem envolver subnichos. Mas, esse é um assunto para outra matéria (me escreva caso tenha dúvidas). Agora vamos à lista dos nichos que mais venderam na internet no ano passado.


A pesquisa feita entre os lojistas da Nuvemshop (na imagem) reflete bem o mercado online em geral. Talvez o nicho que você sinta falta na lista da Nuvemshop é o de Pets, que apesar da explosão de crescimento em 2021 (alta de 27%) teve um desempenho bem menor em 2022 (16%), contudo com crescimento também. A ausência específica desse nicho na lista pode ser pelo número reduzido de lojas desse nicho instaladas na Nuvemshop. Outro nicho é o de alimentação, que geralmente estão instalados em outras plataformas como iFood e UberEats.

Segundo a análise Nielsen|Ebit no Brasil, o ranking  ficaria assim:

  1. Perfumaria e Cosméticos - com crescimento de 21,2%. O setor se distanciou em quase 5 pontos percentuais do segundo colocado; 
  2. Pet Shop - com crescimento de 16,3%; 
  3. Eletrônicos - com crescimento de 10,5%; 
  4. Casa e Decoração - com crescimento de 9,6%;
  5. Alimentos e Bebidas - com um crescimento estrondoso de 71,7%, em relação a 2021.
Essas duas listas (Nuvemshop e Nielsen) mostram algo importante, o e-commerce brasileiro está crescendo e amadurecendo cada vez mais. Nichos que antes não ocupavam a lista ganham força e mostram o potencial desse mercado.

Como Estamos Em 2023

Este ano começou borbulhando a inteligência artificial e tecnologias novas apontando no horizonte. Certamente isso impactará positivamente o e-commerce. Ainda olhando para o relatório da Nuvemshop, notamos a importância dos aplicativos de comunicação nos negócios. "Além da loja virtual, lojistas contaram principalmente com o WhatsApp e Instagram como canais alternativos de venda. Apenas 11% venderam apenas com a loja virtual própria". Isso aponta para um caminho já falado, o social commerce. Não se trata apenas de vendas pelas redes sociais, essa é uma tendência onde o cliente faz a compra utilizando mais de um canal de atendimento, e o fator relacionamento conta cada vez mais.

Acima falei que o consumidor online está mais maduro, sim, e mais exigente. Conforme o relatório mundial CX Trends 2023, apresentado pela Zendesk, revela que os latino-americanos são os consumidores mais exigentes do planeta. Por isso o cargo de gestão de Custumer Experience (CX) tem entrado nos organogramas empresariais. Isso impacta diretamente o mercado de MARTECH, onde soluções e automações são muito bem-vindas. 

Ainda neste ano, provavelmente veremos o surgimento e crescimento de "novos pontos de compra", como metaverso, WhatsApp, e via comando de voz pelo Google e outras I.A. (voice commerce). Além da personalização da experiência de compra por cliente (já é possível). Ou seja, apesar das novas tecnologias, o bom e velho relacionamento e facilitação da compra. Tudo isso impulsionado pela rede 5G. Tendo em vista que a geração Z passa 58% do seu tempo livre jogando videogames, usando aplicativos de streaming e navegando nas redes sociais, esse tipo de comércio será bem natural para eles.

Todo esse ecossistema digital envolvendo o e-commerce trará um crescimento. Estima-se para 2023  um volume de R$ 185,7 bilhões (contra 150bi em 2021 e 169bi em 2022), segundo dados da ABComm Forecast (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) . Ainda segundo a pesquisa, o ticket médio pode subir para R$ 470 por compra. Ou seja, continuar crescendo com os pés no chão.

Quer montar a sua loja online? Está montando uma? Recomendo a Nuvemshop como plataforma de vendas. Aliás, somos parceiros especialistas Nuvemshop. Caso precise de uma consultoria para começar do jeito certo, ou queira uma avaliação da sua loja, é só entrar em contato.


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Fontes: 



O Uso da Inteligência Artificial e o Marketing de Conteúdo

 


A inteligência artificial (IA) é um tema que tomou grandes proporções atualmente. Estávamos acostumados a vê-lo em livros e filmes de ficção científica. Onde geralmente, robôs com forma humana entravam em um dilema ao perceberem emoções em si. Quem assistiu (ou leu) Blade Runner, ou A.I. - Inteligência Artificial, sabe do que estou falando. Longe dessas obras, as discussões e desenvolvimento desse tema aconteciam no meio acadêmico.  Porém, parece que hoje em dia, ela está bem presente em nosso dia a dia, e alguns ainda nem perceberam.

Lembro-me quando ainda cursava a faculdade e o professor trazia a grande novidade da computação que era o uso da IA na programação. O programa com inteligência artificial não só criava o algoritmo, como fazia o teste, e caso desse um erro já corrigia o mesmo. E ele aprende com o erro, de forma que, da próxima vez, já faz da maneira certa. Acredito que assim como eu, os colegas da turma, que já sofreram por desenvolver por horas um algoritmo e o bendito dar erro por causa de uma vírgula, desejavam por a mão nessa IA. Contudo, a questão é que a gente tinha a impressão que a IA seria uma coisa de filmes e de experimentos acadêmicos, algo longe da nossa realidade, de meros mortais.

Então, surgiram os assistentes pessoais, smartphones, alexias e o mundo mudou. Mas, e no marketing? Será que a IA trouxe algum impacto?

ChatGPT, Midjourney, Canva e Cia

"A Inteligência Artificial é um campo de estudo em rápida evolução e que promete trazer grandes benefícios para o futuro. É um ramo da tecnologia que usa algoritmos e técnicas de aprendizagem automática para criar sistemas de computação que simulem o comportamento humano. A Inteligência Artificial tem aplicações em muitos campos, desde marketing e vendas até saúde e serviços financeiros. O uso da Inteligência Artificial possibilita que as empresas possam usar a tecnologia para aprimorar seus produtos, aprimorar os serviços que oferecem e desenvolver novas maneiras de abordar problemas existentes. Além disso, a Inteligência Artificial também pode ajudar a tornar as organizações mais eficientes e melhorar a satisfação do cliente. Com o uso da Inteligência Artificial, as empresas podem economizar tempo e recursos, melhorar a qualidade de seus serviços e oferecer novas soluções para os problemas atuais. É uma área fascinante que certamente trará muitos benefícios para as organizações no futuro próximo."

O parágrafo acima foi escrito por uma IA. Sim, o marketing de conteúdo está sendo bombardeado pela IA, e isso parece bom. O texto foi escrito no Canva, plataforma famosa para designers, mas, incluiu textos automáticos feitos pela IA em suas funcionalidades. Para o desespero, ou alegria, de redatores e copywriters, essa tecnologia já caiu no agrado de muitos profissionais de marketing. O que não é muito difícil de acontecer, dado meu recente teste com o ChatGPT. Fiquei impressionado com a fluidez e qualidade da produção do OpenIA.

"A Inteligência Artificial do ChatGPT é uma tecnologia que permite aos usuários interagir com bots de maneira mais natural e intuitiva. O ChatGPT usa algoritmos de aprendizado para compreender e reagir aos usuários. Ele é capaz de processar linguagem natural, entender o contexto das conversas e responder de forma fluida e natural. O ChatGPT também pode ajudar os usuários a encontrar informações, criar conteúdo personalizado e aprimorar a experiência do usuário. Esta tecnologia está se tornando cada vez mais popular em empresas de todos os tamanhos, e é uma ferramenta poderosa para melhorar a comunicação com os clientes."

Funciona assim, você diz o que quer, e o robô por trás da aplicação "cria" o conteúdo com sua IA. Pode ser usado para textos, roteiros, títulos, frases, histórias, poemas, e por aí vai. Sim, dá para escrever um livro com IA. Aliás, já tem livro na Amazon sendo vendido, criado inteiramente através do ChatGPT. E que tal um livro infantil que foi escrito por IA e ilustrado também? Isso mesmo, através do Midjourney é possível criar ilustrações através da IA.

O Midjourney funciona como um chat dentro do Discord. É um aplicativo de inteligência artificial que permite aos usuários criar imagens incríveis usando uma variedade de ferramentas. Os usuários podem usar a IA para aplicar filtros e efeitos diferentes a suas imagens, além de gerar automaticamente imagens a partir de suas próprias criações. O Midjourney Discord também oferece recursos de compartilhamento e colaboração, permitindo que os usuários trabalhem juntos para criar imagens incríveis. A inteligência artificial do Midjourney é extremamente avançada e permite aos usuários criar imagens de qualidade profissional com facilidade. A imagem em destaque desse post foi feita lá!

O que temos visto hoje é a aplicação da IA em diversas áreas do marketing, até mesmo para ações de SEO. Minha percepção é mais ou menos a seguinte: Pense num problema ou situação de marketing, provavelmente já deve ter uma solução em IA sendo desenvolvida, ou já pronta.

O Fim dos Profissionais de Marketing

E a questão que trago aqui é mais profunda. Alguns profissionais insistem em dizer que nunca poderemos substituir a área criativa de um copywriter, um designer, ou um analista de marketing, ou um planner estrategista, por uma plataforma de IA. Entretanto, o que tenho percebido é que essa mudança não é um "se" para o futuro, já está acontecendo. E por pior que pareça esse cenário, tenho ouvido mais elogios do que reclamação.

Parece um cenário apocalíptico, profissões morrendo? Claro que não. Ao meu ver, e testes, a IA não substitui bons profissionais, apenas ajuda-os. Perceba que eu disse "bons profissionais", pois os ruins e medíocres perdem feio para a IA. E desabafando um pouco, com a facilidade de informações e cursos rápidos, o mercado foi infestado de profissionais ruins, oferecendo todo o tipo de serviço que se pode imaginar (com resultados horrorosos). Viva a IA, pelo menos agora eles podem usá-la!

Certamente a IA é algo que contribui. Espero apenas que sejamos desafiados a melhorarmos cada vez mais como profissionais e não fiquemos presos na zona de conforto de soluções rápidas oferecidas pela IA. E você, o que pensa sobre esse assunto? Já testou alguma IA? Vai lá, testa e me conta depois, vou deixar os links abaixo. Voltaremos nesse assunto em breve.

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Links:
* ChatGPT;
* Canva;
* Midjourney - (não se assuste, a página é diferentona mesmo).

As Novas Apostas do TikTok para 2023


Quem aí achou que 2023 iria ser um ano tranquilo no mundo digital enganou-se. Prevejo socos, bombas, tiros, e muita briga pelo mercado. O "velho e bom" marketing de guerrilha nunca esteve tão aceso no digital, e a tendência é o circo pegar fogo. No "parquinho", o gigante chinês TikTok está mostrando a sua força e que não veio para brincar. A rede social que chegou como uma onda adolescente, mas, já se tornou a segunda maior do mundo, trouxe novidades neste mês e parece que teremos ainda mais. E claro que isso tem a ver com suas estratégias e campanhas de marketing digital.

 Após a pandemia forçar o crescimento do mercado digital temos visto uma profissionalização cada vez maior desse ambiente. Isso é muito verdadeiro para o marketing digital, que ainda sofre com muita desinformação e amadorismo. Por exemplo, a gestão de campanhas e divulgação de marcas e produtos fica cada dia mais cara, com contextos nebulosos e volúveis. Quem pensa em seguir uma receita pronta do tipo, "invista tanto em tal rede social e tenha tanto de resultado", corre um grande risco de decepcionar-se. O que estou tentando mostrar é que mais do que nunca um bom diagnóstico do mercado, seguido de um planejamento estratégico, são imprescindíveis para ter-se uma clareza das ações em marketing a serem realizadas. E o TikTok é uma das variáveis importantes como mídia. Irei destacar duas notícias do TikTok que demonstram uma grande intenção de atrair mais anunciantes e prometendo público qualificado.

Vídeos na Horizontal - Novo Formato de Mídia

Quando falamos em TikTok logo vem à mente o celular na vertical e aquela rolagem de micro-vídeos, certo? Esse é o formato que popularizou a rede social, e juntamente com seu algoritmo a fez um grande sucesso. Ok, eu sei que você se lembra das dancinhas também. O fato é que o TikTok conquistou a atenção do público, trouxe produtores de conteúdo junto, e até anunciantes. Passou a segundo lugar como mídia social preferida mundialmente, com mais de 4 bilhões de usuários, ficando à frente do Instagram, com mais de 2 bilhões (conforme a Semrush). O impacto no mercado foi tão grande que fez o Instagram mudar o seu formato preferido e "imitar" o concorrente. Contudo, ele chegou no segundo lugar, o primeiro ainda pertence ao Youtube.

O Youtube é gigante! Sua audiência já desbancou grandes emissoras, já conquistou grandes anunciantes e produtores de conteúdos. E uma das diferenças do líder para o segundo lugar é o formato de mídia, vídeos na horizontal. Pelo menos por enquanto, pois o TikTok anunciou o modo tela cheia horizontal e vídeos com 10 minutos. Ou seja, pretende atrair o público do Youtube e fidelizar mais o seu. E a empresa pensou em tudo, nos criadores de conteúdo, com um programa de incentivo e nos anunciantes, criando uma plataforma business para anunciantes.

Várias tecnologias, como o Programa TikTok Beta para remuneração de criadores de conteúdo, estão sendo lançadas. Em novembro foi anunciado a criação do TikTok Creator Marketplace (TTCM), que visa ajudar os anunciantes a encontrar os criadores de conteúdo certos. Ou seja, há uma preocupação em atrair anunciantes e promover criadores de conteúdo, transformando a rede social numa mídia perfeita para anunciantes e influenciadores. E os vídeos na horizontal foi um golpe forte no maior concorrente, e para se distanciar dos demais.

E agora, em qual mídia social você colocaria o seu anúncio? Sabendo do público gigante do TikTok e das facilidades para se anunciar por lá, realmente fica mais difícil chutar, não é? Para aumentar a sua dúvida, saiba que os grandes anunciantes estão migrando para lá. E o TikTok está fazendo de tudo para isso acontecer.

As Grandes Marcas Brasileiras No TikTok

 A aposta mais recente para atrair anunciantes foi a estreia do TikTok Ad Awards, premiação que reconhece as empresas e agências que mais souberam aproveitar o potencial de vendas na plataforma em 2022. No total contou com pequenas, médias e grandes empresas, dividas em sete categorias diferentes, com mais de 190 anúncios.

As categorias premiavam o foco em diversidade e inclusão, a co-criação junto aos TikTokers, engajamento da comunidade, o melhor planejamento de campanha, melhor áudio, as que aproveitaram melhor os hits adaptando ao negócio, e a que teve maior consistência entre orgânico e anúncio. Bem criativo, não? Eles trouxeram a premiação a um nível de mídia para a rede social mesmo e não apenas as melhores peças. Veja os ganhadores:

  • TikTok para todes: Dove + Oliver - That's not my name challenge
  • Parceria de milhões:  Rock in Rio + A-LAB Content Lovers - #RockInRioEuVou;
  • Tem aquela baita presença: Avon + Wunderman Thompson Brasil - #Avonscov: O Hit do TikTok;
  • Vai para a FY, caramba: Prime Video + DOJO - Raio X Prime Video;
  • Deixa baixo alto: Burger King/Zamp + David - Dueto Delivery;
  • POV: hitei no TikTok: Coca-Cola + Wunderman Thompson Brasil - Coca-Cola light, Coca-Cola normal, Coca-Cola trend no TikTok;
  • Isso aqui esquece, tá falando da elite: Guaraná Antarctica + Snack Content - @guarana


Conforme Comazzetto, "O prêmio vai disseminar boas práticas e referências para as empresas que ainda não investem na plataforma". A expectativa é que essa iniciativa ajude a trazer mais anúncios à plataforma. Essa pretensão não é apenas para as grandes marcas. Recentemente, ao criar o "Vem Comigo" o TikTok busca capacitar aqueles que comercializam produtos dentro da plataforma, micro e pequenos empreendedores. A ideia é informar e auxiliar esses empreendedores sobre o TikTok for Business, recurso voltado para anúncios das PMEs. O TikTok faz uma projeção de  que 85% dos usuários brasileiros após ver um vídeo no TikTok sobre um produto pela primeira vez pesquisam sobre ele.

Tumulto Na Retaguarda

Enquanto o TikTok foca nos vídeos e busca alcançar o mercado dos anunciantes, o Instagram preocupa-se com o BeReal, nova rede social voltada para fotos que abocanhou uma fatia dos usuários. Com isso, fez atualizações no aplicativo trazendo uma série de novos recursos buscam essa face "realista" e colaborativo entre os usuários. Entre as atualizações estão:

  •  Recurso Candid - para o compartilhamento de fotos duplas. Usa a câmera frontal e traseira do celular simultaneamente.
  • Notas Rápidas - frases que podem ser colocadas junto a sua imagem na aba de mensagens, com duração de 24h.
  • Grupos - anunciado anteriormente e ainda não lançado, é um tipo de perfil exclusivo aos participantes (seguidores) e colaborativo, onde as postagens não são mostradas aos demais perfis. Ou seja, o que você posta só quem está no grupo que vê, e quem faz parte do grupo pode postar também.
Outra rede social que sofreu nesse fim de ano foi o Twitter, com uma migração de perfis para o Koo.

Portanto, com as plataformas de redes sociais mostrando os seus "dentes" em busca de audiência, produtores de conteúdo e anunciantes, já prevemos um 2023 bem acirrado. O mesmo pode-se dizer das empresas que esperam conseguir clientes por lá, tendo que fazer um trabalho de marketing cada vez mais primoroso. Com o avanço do TikTok em 2022, ele consagra-se como uma opção de mídia, e deve ser considerado na sua decisão estratégica de anúncios no próximo ano. Será? Conte-nos sua experiência por lá!

Fonte: Exame

Ascenção do Inbound e do Marketing de Relacionamento


 Uns anos atrás, por volta de 2012, ganhava força nas estratégias de branding o marketing de relacionamento. Agências de publicidade e profissionais de marketing logo aderiram à onda cada vez mais crescente. Nesse esforço, as empresas deveriam oferecer conteúdo de qualidade, responder aos comentários e contatos, provocar contato via newsletter e redes sociais, e assim, no médio/longo prazo fechar negócios e criar fãs. Ou seja, uma trabalheira boa!

Eis que surgiu então o outbound marketing. Uma abordagem direta e mais agressiva comercialmente, através de muitos anúncios. Era quase que o fim do Inbound. Termos técnicos como gestor de tráfego, ads, campanhas, ficaram comuns (e isso é um fenômeno), e os próprios clientes já os usavam. Assim, essa técnica trouxe benefícios, pela agilidade de resultados e praticidade, mas, os adeptos do inbound ainda torciam o nariz para ela. Pelo menos muitas pessoas começaram a entender que seguidor não é sinônimo de vendas ou engajamento.

 Hoje em dia, inbound e outbound marketing estão de mãos dadas em muitas estratégias de marketing, porém, o primeiro volta a ganhar força e isso é uma grande tendência. Explico!

Newsletter

Ultimamente tenho notado um aumento nas inscrições de newsletters. Em um grupo que participo, outros colegas comentaram o mesmo. O velho e-mail marketing ganha nova força, especialmente com conteúdo útil para o leitor (e não somente propaganda ou novidades da sua empresa). E pasmem, as taxas de clique estão altas. O que significa, maior leitura de blogs. Ou seja, o conteúdo de qualidade atraindo a atenção da audiência. 

Na verdade, a produção de conteúdos nunca deixou de ser uma estratégia boa. Mas, a enxurrada de anúncios trazia resultados mais rápidos, e muitos foram atrás dela, deixando a outra de lado. Mas, ultimamente há uma mudança nos resultados dos anúncios. Talvez seja pela saturação, pois com mais anunciantes o volume fica maior, ou simplesmente, as pessoas estão evitando o anúncio. Isso faz com que o clique fique mais caro para anunciantes, e a campanha tenha resultados menores.

Então você já entendeu a minha percepção, o engajamento orgânico aumentou, e o engajamento pago (anúncios) diminuiu.

Um exemplo simples do resultado que traz um bom conteúdo, é o engajamento do carrossel no Instagram. Mesmo o robozinho privilegiando (e muito) os vídeos, as pessoas ainda reagem aos carrosséis. Em alguns casos, com resultados tão bons quanto. ASsim, seja no e-mail, nas redes sociais, ou nos sites, o bom conteúdo está atraindo o internauta.

Ferramentas de Marketing

Atualmente existem quase 10 mil ferramentas de marketing na internet. Subdividas em 49 categorias, elas auxiliam profissionais de marketing, empresas ou usuários simples a organizarem e otimizarem sua vida digital. Em uma pesquisa feita na área de Martech (termo da junção de marketing e tecnologia), a respeito do crescimento do uso das ferramentas de marketing o resultado surpreendeu com o crescimento de ferramentas voltadas para o relacionamento. Enquanto todas as categorias no cenário martech experimentaram um crescimento nos últimos dois anos (pandemia), algumas cresceram mais rápidas do que outras. Foram destaques:

  •  Gestão: 67%
  • Conteúdo e experiência: 34%
  • Comércio e vendas: 24%
  • Social e Relacionamentos: 17%
  • Publicidade e promoção: 16%
  • Dados: 7%

Um dos destaques desses dados, é o fato de "Conteúdo e experiência" ter crescido bem mais do que "Publicidade e promoção". O que indica a importância que o marketing de relacionamento está ocupando nas estratégias.

Funil de Vendas e Google Analytics

Você deve estar acostumado a ouvir o termo "funil de vendas" e logo pensa em, atrair o lead - converter em vedas. Ou seja, o marketing atrai, o comercial vende. Isso está mudando! Tá, eu sei que você começou a rir. 

Quando você observa a jornada do cliente, e percebe que ele é cada vez mais atraído pelo conteúdo, e que daí pra frente você não tem "controle" dos passos dele, aí só lhe resta o relacionamento. Ou seja, você preparou um funil onde atrai com o anúncio, e o comercial pega o contato e faz a venda; mas, do anúncio o cliente vai atrás de mais informações sobre você. Ele abre seu site, sua rede social, procura informações, e então ele decide se vai lhe ouvir ou não. Aqui, ele simplesmente "sai" do seu funil, caso não sinta-se "acolhido". Nesse sentido, esse relacionamento pode ser mais cíclico do que linear. Pois, o prospect pode deixar as objeções dele justamente no direct, ao invés de esperar para falar com um vendedor; ou pode responder a newsletter; até deixar um comentário no blog. Dessa forma, a equipe de vendas deve andar junto com a equipe de marketing. A publicidade pode até cumprir o papel de chamar a atenção, mas, não terá o mesmo resultado do que ao juntar-se estratégias de relacionamento.

Outro indício de que os anúncios devem andar junto com relacionamento, são as mudanças nas ferramentas e tecnologia. Pensando nas leis de proteção de dados, e na questão do pixel e como os leads são trackeados, a Google trouxe a nova versão do Google Analytics, o GA 4. Mais do que uma atualização, ele tem uma forma toda nova de trabalhar, como se tivesse sido realmente reescrito. E isso está muito relacionado ao Tag Manager com seus containers, especialmente um chamado de "servidor" que muda a forma como os dados são captados e administrados. Apesar de ser um tema um pouco complicado (merece uma série de posts), a questão é que os anúncios e remarketing terão sua força reduzidas, necessitando de APIs de conversão, e um esforço maior do gestor de SEO para otimizar conversões. A fórmula mágica do outbound (anúncio + remarketing) sai perdendo a partir da metade de 2023. Então, é melhor chamar a atenção do cliente pro conteúdo também.

Conteúdo + Relacionamento 

Portanto, é bom colocar conteúdos de qualidade em seu planejamento de marketing. A experiência do cliente com a sua marca deve ser enriquecedora. Assim, você irá engajar mais, ter melhores resultados e conseguir um crescimento com qualidade. Até mesmo seus anúncios e campanhas terão melhores resultados. Porém nada disso adianta se você não tiver uma boa retenção de público. Mas, vou falar disso em outro post.

Quer conhecer algumas técnicas de relacionamento com o cliente? Precisa de ideias para esse relacionamento? Clica neste Link, lá tem um curso muito barato que vai te surpreender.

A Rede Social mais Usada e as Tendências para 2023



Tratei sobre as mudanças recentes do Instagram em outro post, e tem tudo a ver com o que direi aqui. Contudo, são apenas observações do panorama atual. Farei um estudo melhor sobre quais poderiam ser as tendências para o próximo ano em uma postagem no mês que vem, com outros argumentos. Então, já é um início sobre o tema, mas, esse artigo não deve ser considerado como conclusivo. Porém, certamente, o que direi aqui, já faz parte das tendências para o próximo ano. Dito isso, vamos lá!

Olhando Para as Redes Sociais

Quando você pensa em redes sociais tem algumas que já vem em sua mente automaticamente. Provavelmente a que você mais usa acaba sendo a imagem que aparece primeiro. Porém, ultrapassando a experiência individual, as redes sociais acabam tendo desempenhos diferentes em diferentes comunidades e países. Um exemplo, é o WhatsApp que tem muito mais popularidade no Brasil do que nos Estados Unidos. Por outro lado, algumas redes foram crescendo tanto que acabaram por se tornar universais. E o grande gigante das redes sociais é o Facebook. Ainda hoje, o Face é a rede social com maior número de usuários ativos (2,91 bilhões). Ele cresceu tanto que chegou no limite de usuários mundiais, ou seja, o Facebook não consegue mais manter o ritmo de crescimento simplesmente por não terem mais seres humanos suficientes para fazerem novos perfis. Razão pela qual o valor das ações da empresa Meta caíram no final do ano passado.

Frente a isso você deve estar se perguntando, "mas o Facebook não estava morrendo?". De fato, no Brasil, as pessoas estão gastando menos tempo nessa rede social, apesar dos perfis estarem ativos. E tem outro gigante que tem conquistado o precioso tempo e atenção das pessoas, o Youtube. Além de ser a segunda rede social com mais usuários ativos (2,56 bilhões), é onde as pessoas gastam mais o seu tempo. 
Entretanto, quero fazer uma reflexão sobre essas duas redes sociais gigantes de hoje. Eles começaram a se popularizar no meio dos jovens e adolescentes. Foi assim com o Facebook, um projeto universitário; e com o Youtube, que fez famosos como Whindersson Nunes e Felipe Neto numa audiência teen. Nessa época, grande parte dos internautas estavam se socializando no Orkut, MSN e por aí vai. Quando olhamos para o inicio do Instagram, a mesma inferência ocorre - a maioria das pessoas estavam postando fotos no Flickr, Picassa, e os adolescentes/jovens indo para o Insta. Talvez então, possamos dizer que, em termos de redes sociais a galera mais nova acaba fazendo um tipo de tendência. 

A Tendência Social na Juventude -

Foi realizado um estudo* nos Estados Unidos, no primeiro semestre desse ano, entre adolescentes, que revelou alguns dados já esperados. A pesquisa aponta o Youtube como rede social preferida entre os eles, seguida pelo TikTok e Instagram. 


O TikTok teve um crescimento muito grande no ano passado, e apesar de ter a metade de usuários ativos do que o Instagram, ultrapassou o volume de uso da rede social do grupo Meta. O que parece estar se mantendo nesse ano. E não foi só o Instagram que caiu entre os adolescentes, o Facebook também (e muito). Porém, as mudanças no cenário da mídia social desde 2014-15 vão além da ascensão do TikTok e da queda do Facebook. O Twitter e o Tumblr tiveram uma queda de uso pelos adolescentes. Outro fator interessante na pesquisa são as redes sociais que não existem mais e estavam presentes na versão anterior da pesquisa (Vine e Google+).

A pesquisa contemplou o quanto os adolescentes usam as principais plataformas online: YouTube, Tiktok, Instagram, Snapchat e Facebook. Do total, 35% dos adolescentes dizem que estão usando pelo menos uma rede "quase constantemente". Os adolescentes que usam o Tiktok e os do Snapchat são os que gastam mais tempo nas redes, seguidos pelos usuários do YouTube. Um quarto dos adolescentes que usam Snapchat ou Tiktok dizem que usam esses aplicativos quase constantemente, e um quinto dos usuários adolescentes do YouTube diz o mesmo. Ao olhar para os adolescentes em geral, 19% dizem que usam o YouTube quase constantemente, 16% dizem isso sobre Tiktok e 15% sobre o Snapchat. Fica um alerta aqui, pois, o uso excessivo das redes sociais pode causar muitos males, inclusive depressão. O estudo ainda aponta que o maior uso é via smartphone, seguido por laptops e consoles.

Tendências Para 2023

O que esperar de 2023? Parece cedo pra falar disso, mas, tudo indica uma forte tendência das redes que privilegiam vídeos. Nesse contexto, o YouTube é rei e o TikTok a novidade. Ou seja, aquilo que já é uma realidade no meio dos adolescentes deve se ampliar. Mas, e o Instagram? Ele está lá, ativo, importante, brigando com todas as suas forças pela atenção do usuário. Como disse em outro artigo, o Insta está se reinventado para lutar com o concorrente. Apesar que acho difícil o Instagram conquistar os adolescentes, essas ações pelo menos irão manter os usuários atuais, que não é pouca coisa (2 bilhões). Outro ponto que confirma essa tendência é o Snapchat. Ou seja, mais uma plataforma de micro vídeos. Dessa forma, creio que conteúdo em vídeos continua como tendência, com destaque para o Youtube.

Ainda sobre tendências, temos os podcasts que vieram com muita força no ano passado e continuam em alta. Acredito num crescimento ainda maior dessa mídia para 2023. E se você ainda não está usando Inteligência Artificial, recomendo uma olhada no assunto, que já parece estar invadindo as redes sociais. Mas, isso é papo para outro artigo! 

Concorda comigo? Conta aí! Agora se independente da tendência e da rede social mais usada no Brasil, o que importa para você é fazer o seu projeto digital decolar, tenho uma recomendação toda especial. Clica no banner abaixo ou no menu "recomendo" e nunca mais fique sem estratégias e ideias, independente da mídia ou rede social. Confira lá e depois me conta!




*Fonte: https://www.pewresearch.org/internet/2022/08/10/teens-social-media-and-technology-2022/
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