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Twitter e TikTok em Busca de Anunciantes


Este mês de maio está bem agitado nas redes sociais, e digo a nível de direção dos negócios. Todos em busca de manter o seu público, especialmente os anunciantes, e se possível, crescer. O Twitter tem novo CEO, anunciado via tweet por Elon Musk, e visa crescimento de publicidade. O TikTok trouxe novidades em sua plataforma Business como o “TikTok World 2023”. E ainda, programas para criadores de conteúdo. A Meta também anunciou boas novidades com foco tanto para anunciantes e produtores de conteúdo, mas, sobre ela falaremos em outra postagem. 

O que temos visto é uma grande preocupação das mídias sociais em duas vertentes, anunciantes e produtores de conteúdo. Uma briga que promete render boas novidades. Como por exemplo, inteligência artificial e automação. Neste contexto, os profissionais de marketing devem se ater cada vez mais a um bom planejamento e diagnóstico, pra não ficar vendo a verba de campanha "escoando pelo ralo" nas plataformas. Ou seja, profissionalismo e dever de casa bem feito.

Twitter - Conheça Linda Yaccarino

Elon Musk anunciou em sua conta do Twitter no dia 12 de maio o nome da nova CEO do Twitter. Ela é uma especialista em publicidade global e parcerias, teve uma brilhante atuação na NBC Universal, e cuidará exatamente dessa área do Twitter. Sócios e analistas viram a mudança com otimismo, e parece que em breve veremos novidades nessa área do Twitter. A verdade é que houve uma queda de anunciantes na plataforma, o que deve mudar daqui para frente. Só o fato dessa notícia apaziguar a grande comunidade e acionistas, já foi uma grande vitória. (Outra vitória foi ver os memes da versão feminina do Elon Musk como sendo Linda Yaccarino, rsrs).

Você já anunciou no Twitter? Conte-me como foi a sua experiência! 

A verdade é que possivelmente ainda veremos outras mudanças no Twitter, e talvez até o nome possa mudar. Com uma CEO focada na área comercial, Elon Musk focará na inovação e melhoria do aplicativo. E acredite, nisso ele é muito bom! O Twitter tendo um gênio focado em melhorias tecnológica, e com recursos em abundância, eu já aposto que será um player muito forte em 2024. E pra finalizar, lembre-se que em termos de inteligência artificial, Elon Musk (e a Tesla) já está nesse ramo há um bom tempo. Tudo indica um novo Twitter melhorado em breve (Twitter X?). O que acha?

TikTok Preocupado com Engajamento e Performance

 A gigante chinesa TikTok anunciou o lançamento de ferramentas educacionais em sua plataforma TikTok Business, para ensinar as marcas como engajar melhor os anúncios na rede social. Trata-se do TikTok World 2023, com vídeos educacionais para ajudar possíveis anunciantes a entender melhor a publicidade na plataforma. Dentre os tópicos estão branding, comércio, desempenho e criatividade. E não são apenas videoaulas, o tal hub, traz ferramentas para ajudar gestores de marketing (especialmente gestores de anúncios) com a publicidade na plataforma.

Além do World Hub, a plataforma chinesa também trouxe o TikTok Fundamentals. A ideia é auxiliar os anunciantes melhorar os resultados de suas campanhas publicitárias na plataforma. Também na linha educacional, a empresa aconselha investir três pilares para o sucesso nos anúncios: 

  • Combustível - Fornecer corretamente os dados e material criativo para os anúncios.
  • Construção - Começar com uma estrutura de conta e campanha mais simples; partir para uma segmentação escalonável, não limitando o público; e programar um orçamento para conseguir passar da fase de aprendizado da campanha e ter resultados.
  • Automatizar - Utilizar as soluções da plataforma de anúncios como "desempenho inteligente" (SPC), "otimização do orçamento" (CPO) e "criativo inteligente" (Smart Creative).

Profissionais de marketing, especialmente gestores de tráfego, sabem que não é muito saudável em termos de otimização da verba de campanha, deixar a plataforma escolher o que fazer com o seu anúncio, especialmente para verbas limitadas. Mas, o Google também sugere algo parecido com seus formatos de anúncio, o que não recomendo. Contudo, essa iniciativa não deixa de ser uma tentativa de ajudar, e incentivar, os anunciantes na plataforma. 

E como a base de toda mídia social são os criadores de conteúdo, o TikTok ainda anunciou nesta semana o Effect Creator Rewards, um programa especial de monetização. Funciona como uma espécie de recompensa por engajamento das publicações que utilizarem determinado efeito de vídeo. Serão disponibilizados 6 milhões de dólares, premiando conquistas. Para início, cada vídeo com 500 mil engajamentos num prazo de 90 dias da publicação, o produtor será premiado com 700 dólares. Depois de desbloquear a conquista inicial, a cada vídeo com 100 mil, novos prêmios. Infelizmente, não está disponível para o Brasil ainda. Veja abaixo:



As Novas Apostas do TikTok para 2023


Quem aí achou que 2023 iria ser um ano tranquilo no mundo digital enganou-se. Prevejo socos, bombas, tiros, e muita briga pelo mercado. O "velho e bom" marketing de guerrilha nunca esteve tão aceso no digital, e a tendência é o circo pegar fogo. No "parquinho", o gigante chinês TikTok está mostrando a sua força e que não veio para brincar. A rede social que chegou como uma onda adolescente, mas, já se tornou a segunda maior do mundo, trouxe novidades neste mês e parece que teremos ainda mais. E claro que isso tem a ver com suas estratégias e campanhas de marketing digital.

 Após a pandemia forçar o crescimento do mercado digital temos visto uma profissionalização cada vez maior desse ambiente. Isso é muito verdadeiro para o marketing digital, que ainda sofre com muita desinformação e amadorismo. Por exemplo, a gestão de campanhas e divulgação de marcas e produtos fica cada dia mais cara, com contextos nebulosos e volúveis. Quem pensa em seguir uma receita pronta do tipo, "invista tanto em tal rede social e tenha tanto de resultado", corre um grande risco de decepcionar-se. O que estou tentando mostrar é que mais do que nunca um bom diagnóstico do mercado, seguido de um planejamento estratégico, são imprescindíveis para ter-se uma clareza das ações em marketing a serem realizadas. E o TikTok é uma das variáveis importantes como mídia. Irei destacar duas notícias do TikTok que demonstram uma grande intenção de atrair mais anunciantes e prometendo público qualificado.

Vídeos na Horizontal - Novo Formato de Mídia

Quando falamos em TikTok logo vem à mente o celular na vertical e aquela rolagem de micro-vídeos, certo? Esse é o formato que popularizou a rede social, e juntamente com seu algoritmo a fez um grande sucesso. Ok, eu sei que você se lembra das dancinhas também. O fato é que o TikTok conquistou a atenção do público, trouxe produtores de conteúdo junto, e até anunciantes. Passou a segundo lugar como mídia social preferida mundialmente, com mais de 4 bilhões de usuários, ficando à frente do Instagram, com mais de 2 bilhões (conforme a Semrush). O impacto no mercado foi tão grande que fez o Instagram mudar o seu formato preferido e "imitar" o concorrente. Contudo, ele chegou no segundo lugar, o primeiro ainda pertence ao Youtube.

O Youtube é gigante! Sua audiência já desbancou grandes emissoras, já conquistou grandes anunciantes e produtores de conteúdos. E uma das diferenças do líder para o segundo lugar é o formato de mídia, vídeos na horizontal. Pelo menos por enquanto, pois o TikTok anunciou o modo tela cheia horizontal e vídeos com 10 minutos. Ou seja, pretende atrair o público do Youtube e fidelizar mais o seu. E a empresa pensou em tudo, nos criadores de conteúdo, com um programa de incentivo e nos anunciantes, criando uma plataforma business para anunciantes.

Várias tecnologias, como o Programa TikTok Beta para remuneração de criadores de conteúdo, estão sendo lançadas. Em novembro foi anunciado a criação do TikTok Creator Marketplace (TTCM), que visa ajudar os anunciantes a encontrar os criadores de conteúdo certos. Ou seja, há uma preocupação em atrair anunciantes e promover criadores de conteúdo, transformando a rede social numa mídia perfeita para anunciantes e influenciadores. E os vídeos na horizontal foi um golpe forte no maior concorrente, e para se distanciar dos demais.

E agora, em qual mídia social você colocaria o seu anúncio? Sabendo do público gigante do TikTok e das facilidades para se anunciar por lá, realmente fica mais difícil chutar, não é? Para aumentar a sua dúvida, saiba que os grandes anunciantes estão migrando para lá. E o TikTok está fazendo de tudo para isso acontecer.

As Grandes Marcas Brasileiras No TikTok

 A aposta mais recente para atrair anunciantes foi a estreia do TikTok Ad Awards, premiação que reconhece as empresas e agências que mais souberam aproveitar o potencial de vendas na plataforma em 2022. No total contou com pequenas, médias e grandes empresas, dividas em sete categorias diferentes, com mais de 190 anúncios.

As categorias premiavam o foco em diversidade e inclusão, a co-criação junto aos TikTokers, engajamento da comunidade, o melhor planejamento de campanha, melhor áudio, as que aproveitaram melhor os hits adaptando ao negócio, e a que teve maior consistência entre orgânico e anúncio. Bem criativo, não? Eles trouxeram a premiação a um nível de mídia para a rede social mesmo e não apenas as melhores peças. Veja os ganhadores:

  • TikTok para todes: Dove + Oliver - That's not my name challenge
  • Parceria de milhões:  Rock in Rio + A-LAB Content Lovers - #RockInRioEuVou;
  • Tem aquela baita presença: Avon + Wunderman Thompson Brasil - #Avonscov: O Hit do TikTok;
  • Vai para a FY, caramba: Prime Video + DOJO - Raio X Prime Video;
  • Deixa baixo alto: Burger King/Zamp + David - Dueto Delivery;
  • POV: hitei no TikTok: Coca-Cola + Wunderman Thompson Brasil - Coca-Cola light, Coca-Cola normal, Coca-Cola trend no TikTok;
  • Isso aqui esquece, tá falando da elite: Guaraná Antarctica + Snack Content - @guarana


Conforme Comazzetto, "O prêmio vai disseminar boas práticas e referências para as empresas que ainda não investem na plataforma". A expectativa é que essa iniciativa ajude a trazer mais anúncios à plataforma. Essa pretensão não é apenas para as grandes marcas. Recentemente, ao criar o "Vem Comigo" o TikTok busca capacitar aqueles que comercializam produtos dentro da plataforma, micro e pequenos empreendedores. A ideia é informar e auxiliar esses empreendedores sobre o TikTok for Business, recurso voltado para anúncios das PMEs. O TikTok faz uma projeção de  que 85% dos usuários brasileiros após ver um vídeo no TikTok sobre um produto pela primeira vez pesquisam sobre ele.

Tumulto Na Retaguarda

Enquanto o TikTok foca nos vídeos e busca alcançar o mercado dos anunciantes, o Instagram preocupa-se com o BeReal, nova rede social voltada para fotos que abocanhou uma fatia dos usuários. Com isso, fez atualizações no aplicativo trazendo uma série de novos recursos buscam essa face "realista" e colaborativo entre os usuários. Entre as atualizações estão:

  •  Recurso Candid - para o compartilhamento de fotos duplas. Usa a câmera frontal e traseira do celular simultaneamente.
  • Notas Rápidas - frases que podem ser colocadas junto a sua imagem na aba de mensagens, com duração de 24h.
  • Grupos - anunciado anteriormente e ainda não lançado, é um tipo de perfil exclusivo aos participantes (seguidores) e colaborativo, onde as postagens não são mostradas aos demais perfis. Ou seja, o que você posta só quem está no grupo que vê, e quem faz parte do grupo pode postar também.
Outra rede social que sofreu nesse fim de ano foi o Twitter, com uma migração de perfis para o Koo.

Portanto, com as plataformas de redes sociais mostrando os seus "dentes" em busca de audiência, produtores de conteúdo e anunciantes, já prevemos um 2023 bem acirrado. O mesmo pode-se dizer das empresas que esperam conseguir clientes por lá, tendo que fazer um trabalho de marketing cada vez mais primoroso. Com o avanço do TikTok em 2022, ele consagra-se como uma opção de mídia, e deve ser considerado na sua decisão estratégica de anúncios no próximo ano. Será? Conte-nos sua experiência por lá!

Fonte: Exame

A Rede Social mais Usada e as Tendências para 2023



Tratei sobre as mudanças recentes do Instagram em outro post, e tem tudo a ver com o que direi aqui. Contudo, são apenas observações do panorama atual. Farei um estudo melhor sobre quais poderiam ser as tendências para o próximo ano em uma postagem no mês que vem, com outros argumentos. Então, já é um início sobre o tema, mas, esse artigo não deve ser considerado como conclusivo. Porém, certamente, o que direi aqui, já faz parte das tendências para o próximo ano. Dito isso, vamos lá!

Olhando Para as Redes Sociais

Quando você pensa em redes sociais tem algumas que já vem em sua mente automaticamente. Provavelmente a que você mais usa acaba sendo a imagem que aparece primeiro. Porém, ultrapassando a experiência individual, as redes sociais acabam tendo desempenhos diferentes em diferentes comunidades e países. Um exemplo, é o WhatsApp que tem muito mais popularidade no Brasil do que nos Estados Unidos. Por outro lado, algumas redes foram crescendo tanto que acabaram por se tornar universais. E o grande gigante das redes sociais é o Facebook. Ainda hoje, o Face é a rede social com maior número de usuários ativos (2,91 bilhões). Ele cresceu tanto que chegou no limite de usuários mundiais, ou seja, o Facebook não consegue mais manter o ritmo de crescimento simplesmente por não terem mais seres humanos suficientes para fazerem novos perfis. Razão pela qual o valor das ações da empresa Meta caíram no final do ano passado.

Frente a isso você deve estar se perguntando, "mas o Facebook não estava morrendo?". De fato, no Brasil, as pessoas estão gastando menos tempo nessa rede social, apesar dos perfis estarem ativos. E tem outro gigante que tem conquistado o precioso tempo e atenção das pessoas, o Youtube. Além de ser a segunda rede social com mais usuários ativos (2,56 bilhões), é onde as pessoas gastam mais o seu tempo. 
Entretanto, quero fazer uma reflexão sobre essas duas redes sociais gigantes de hoje. Eles começaram a se popularizar no meio dos jovens e adolescentes. Foi assim com o Facebook, um projeto universitário; e com o Youtube, que fez famosos como Whindersson Nunes e Felipe Neto numa audiência teen. Nessa época, grande parte dos internautas estavam se socializando no Orkut, MSN e por aí vai. Quando olhamos para o inicio do Instagram, a mesma inferência ocorre - a maioria das pessoas estavam postando fotos no Flickr, Picassa, e os adolescentes/jovens indo para o Insta. Talvez então, possamos dizer que, em termos de redes sociais a galera mais nova acaba fazendo um tipo de tendência. 

A Tendência Social na Juventude -

Foi realizado um estudo* nos Estados Unidos, no primeiro semestre desse ano, entre adolescentes, que revelou alguns dados já esperados. A pesquisa aponta o Youtube como rede social preferida entre os eles, seguida pelo TikTok e Instagram. 


O TikTok teve um crescimento muito grande no ano passado, e apesar de ter a metade de usuários ativos do que o Instagram, ultrapassou o volume de uso da rede social do grupo Meta. O que parece estar se mantendo nesse ano. E não foi só o Instagram que caiu entre os adolescentes, o Facebook também (e muito). Porém, as mudanças no cenário da mídia social desde 2014-15 vão além da ascensão do TikTok e da queda do Facebook. O Twitter e o Tumblr tiveram uma queda de uso pelos adolescentes. Outro fator interessante na pesquisa são as redes sociais que não existem mais e estavam presentes na versão anterior da pesquisa (Vine e Google+).

A pesquisa contemplou o quanto os adolescentes usam as principais plataformas online: YouTube, Tiktok, Instagram, Snapchat e Facebook. Do total, 35% dos adolescentes dizem que estão usando pelo menos uma rede "quase constantemente". Os adolescentes que usam o Tiktok e os do Snapchat são os que gastam mais tempo nas redes, seguidos pelos usuários do YouTube. Um quarto dos adolescentes que usam Snapchat ou Tiktok dizem que usam esses aplicativos quase constantemente, e um quinto dos usuários adolescentes do YouTube diz o mesmo. Ao olhar para os adolescentes em geral, 19% dizem que usam o YouTube quase constantemente, 16% dizem isso sobre Tiktok e 15% sobre o Snapchat. Fica um alerta aqui, pois, o uso excessivo das redes sociais pode causar muitos males, inclusive depressão. O estudo ainda aponta que o maior uso é via smartphone, seguido por laptops e consoles.

Tendências Para 2023

O que esperar de 2023? Parece cedo pra falar disso, mas, tudo indica uma forte tendência das redes que privilegiam vídeos. Nesse contexto, o YouTube é rei e o TikTok a novidade. Ou seja, aquilo que já é uma realidade no meio dos adolescentes deve se ampliar. Mas, e o Instagram? Ele está lá, ativo, importante, brigando com todas as suas forças pela atenção do usuário. Como disse em outro artigo, o Insta está se reinventado para lutar com o concorrente. Apesar que acho difícil o Instagram conquistar os adolescentes, essas ações pelo menos irão manter os usuários atuais, que não é pouca coisa (2 bilhões). Outro ponto que confirma essa tendência é o Snapchat. Ou seja, mais uma plataforma de micro vídeos. Dessa forma, creio que conteúdo em vídeos continua como tendência, com destaque para o Youtube.

Ainda sobre tendências, temos os podcasts que vieram com muita força no ano passado e continuam em alta. Acredito num crescimento ainda maior dessa mídia para 2023. E se você ainda não está usando Inteligência Artificial, recomendo uma olhada no assunto, que já parece estar invadindo as redes sociais. Mas, isso é papo para outro artigo! 

Concorda comigo? Conta aí! Agora se independente da tendência e da rede social mais usada no Brasil, o que importa para você é fazer o seu projeto digital decolar, tenho uma recomendação toda especial. Clica no banner abaixo ou no menu "recomendo" e nunca mais fique sem estratégias e ideias, independente da mídia ou rede social. Confira lá e depois me conta!




*Fonte: https://www.pewresearch.org/internet/2022/08/10/teens-social-media-and-technology-2022/

O Instagram e Suas Novidades

Todos os usuários já sabem, ou pelas notícias ou pela experiência, que no final de julho o CEO Adam Mosseri anunciou atualizações e mudanças no Instagram. O vídeo postado em seu twitter - que parecia ser uma resposta a uma repercussão negativa, mas, explicado posteriormente que não - trazia informações de grandes mudanças e o rumo que o aplicativo teria. Esperei um pouco mais para ver se alguma outra novidade aterrorizante surgiria, mas ainda não surgiu (graças ao bom Deus!), e o que Mosseri falou vem acontecendo mesmo.

Novidades Amargas

Todos os usuários mais antigos do Instagram já sabem que o aplicativo está em constante mudança. As quais nem sempre são muito significativas, mas, de vez em quando sim. Nesse caso atual, foram muito significativas, pois as alterações não aconteceram apenas no layout ou pequenas funcionalidades, mas, chegou a nível do algoritmo.

A mais perceptiva delas, e que causou uma gritaria, foi o aplicativo incorporar um "estilo Tik Tok" de ser, explico melhor abaixo. Antes de falar das mudanças em si, gostaria de lembrar que tais mudanças trouxeram um impacto global. Como foi o caso da publicação da fotógrafa Tati Bruening, na qual protesta contra a “TikTokização” da rede. O post dela viralizou mais a partir do compartilhamento das modelos e empreendedoras americanas Kim Kardashian e Kylie Jenner (orgânico funciona). 
O protesto surgiu após a expansão da mudança mais recente e radical do feed, página inicial da rede onde são mostrados conteúdos de contas seguidas pelo usuário e sugestões de conteúdos semelhantes - que agora são mostrados em tela cheia, com maior foco em cada publicação, semelhante ao feed do TikTok.

Essa reação é totalmente compreensível, principalmente quando entendemos que há um impacto profissional (e não apenas na experiência dos usuários). Estou falando de fotógrafos, social media, influenciadores, e outros profissionais que utilizam a rede para o seu ganha pão. Imagine aqueles que fizeram o planejamento de mídia para um mês do conteúdo de dez clientes, achou que ia dormir mais tranquilo, mas, ao acordar percebeu que terá que refazer tudo novamente. A angústia e desespero foi grande nesse momento. Especialmente porque o planejamento vem depois de diagnóstico, pesquisa, braistorms, muita reza, enfim, aquela vontade de morrer bateu forte. Vou um pouco além, influenciadores que fizeram belas imagens de eventos e viagens, de repente descobrem que o esforço pela selfie perfeita valeu pouco. Não tem como voltar no tempo e fazer um vídeo ao invés de foto. Ou seja, só queria me solidarizar e dizer que a gritaria foi muito justificada. Mas, vida que segue. Vamos entender um pouco melhor essa mudança no feed abaixo.

Tik Tok Algoz?

Como foi dito, parte das mudanças é para que o Instagram se pareça mais com o seu rival Tik Tok. O aplicativo chinês cresceu muito no mundo todo e tornou-se a "rede social" mais utilizada no mundo em 2021, e não está diferente nesse ano. Ele se popularizou especialmente entre um percentual considerável da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) e Millenials. E porque deu tão certo? O Tik Tok, muito mais do que apostar em vídeos, entrega esse conteúdo de uma maneira e em uma interface muito diferente. Ele faz os algoritmos funcionarem em dois caminhos: um de gratificações rápidas e outro quando a plataforma gera um autoplay. Assim, se você viu uma dancinha e deu like, ao arrastar vem outra, e outra, sem precisar clicar em mais nada, e como são vídeos curtos, você acaba assistindo e ficando lá. Isso explica um pouco do porquê ele é tão viciante (tem outras razões, claro!). Ou seja, ele foi feito para a pessoa ficar presa querendo ver mais conteúdo. O fato é que hoje o Tik Tok é líder, e muitos anunciantes começaram a migrar para ele, ou pelo menos a considerá-lo (se você vende algo e não está lá, deveria considerar). Em outras palavras, para os concorrentes, isso significa guerra!

Metamorfose Ambulante

Contudo, já o Instagram, apesar de suas mudanças, não tem o mesmo DNA do Tik Tok (ainda). Ele foi comprado pela Meta (Facebook Inc. na época), e de uma espécie de Flickr (aplicativo de armazenamento de fotos) incorporou as habilidades sociais e de conexão do Facebook. Mais tarde, com o sucesso do Snapchat, ele incorporou habilidades de vídeos, os conhecidos stories. Chegou a ter poderes de streaming para se parecer com o Youtube (rede mais acessada em 19 e 20) (lembra do IGTV?), e agora mira no Tik Tok. Como foi dito, ele está sempre "modernizando". Veja o que aconteceu com o seu feed e como isso afeta a experiência.
  • Alcance - A principal mudança, e a mais criticada, está relacionada ao alcance das postagens. Assim, se você postar uma foto e um vídeo, o vídeo terá um alcance maior do que a foto (eu testei). Ou seja, ele chega a mais pessoas. É comum que os profissionais da área se sintam prejudicados pela diminuição do alcance, mas é errado associar isso a uma suposta má vontade ou má-fé dos canais de mídia; há incontáveis variáveis que reduzem o alcance das publicações, entre elas a quantidade cada vez mais crescente de conteúdos que é veiculada diariamente nas redes sociais, e a forma como os conteúdos são distribuídos: o cálculo por relevância. De forma ilustrativa, o seu conteúdo terá um crescimento de alcance proporcional à quantidade de interações que ele recebe, logo, quanto menos interações você tiver, menor será o seu alcance, e quanto mais outros conteúdos concorrentes conquistarem a atenção do usuário para quem você poderia aparecer, pior para o alcance do seu conteúdo, que vai ficando para trás. Ou seja, entre um vídeo ruim e uma imagem boa, prefira a imagem, especialmente se ela gera mais engajamento. Mas, se o seu reels for no mínimo razoável, aí, é melhor o vídeo mesmo.
  • Recomendações Orgânicas - Agora também, o Instagram passou a recomendar postagens que não fazem parte das pessoas que você segue. Ele busca conteúdo semelhante ao que você curte em outras contas pelo mundo, e organicamente recomenda. E a sua postagem? Ela também pode ser recomendada, especialmente se ela teve engajamento e alcance (e se for vídeo).
  • Mais Vídeos - Reels e Storie ganham importância. Foi liberado nessa semana o storie de 60 seg., e o Reels ganha novas funcionalidades que antes havia apenas no storie. Quem produz mais vídeos é mais premiado, e o Insta está mostrando mais vídeos mesmo (reels reinam no feed).

Tendências e Implicações

Será que o Instagram está "pisando na bola"? Perdendo a sua essência? Será que ele vai morrer?
Conforme um relatório do Google, a retenção do público jovem é muito maior a vídeos curtos. Por isso, o YouTube criou o Shorts (vídeos curtos no formato do storie - tela de celular). Ou seja, o Insta está certo. Essa tendência tem sua comprovação empírica (você e eu somos prova disso) e científica (não vou falar sobre isso agora). Mas, todo produto tem sua vida útil, e pode ser que um dia o Insta deixe de existir. O que devemos nos lembrar é que as redes sociais ganham dinheiro com publicidade (anúncios). Dessa forma, são empresas que visam lucro, e só conseguem isso através de audiência. Sim, eles precisam que as pessoas gastem o precioso tempo na sua rede. Quanto mais tempo você fica numa rede social, mais anúncio você vê e mais dinheiro eles ganham. Então, ao ver parte do público gastar menos tempo no Insta e no Youtube e assistir dancinhas no Tik Tok, essas empresas trataram de trazer mudanças para prender a atenção das pessoas. Tipo, "é isso que você quer, toma!"

Claro que essas mudanças trazem implicações! Os produtores de conteúdo terão que mudar suas rotinas e produções. Pensar em roteiros, gravar, editar, passou a ser quase que obrigatório para se destacar nas redes sociais daqui pra frente. E não estou falando apenas de influenciadores não. Empresas acostumadas a postar fotos de seus produtos, deverão fazer vídeos. De preferência com alguma interação com o produto. 
Outra implicação tem a ver com o seu círculo social. Antes, o Insta privilegiava as suas conexões, amizades, sua "rede", para lhe mostrar conteúdo. Agora, é mais uma questão de tema, do tipo de coisa que você curte, assiste, e não quem. Ou seja, o seu conteúdo acaba concorrendo com o do mundo todo na sua audiência. Dessa forma, buscar engajamento com o seu público-alvo (local) torna-se mais importante ainda. Tipo, que tal avisar, via Messenger, a sua audiência sobre as suas postagens? Vai ter que melhorar o seu sistema de comunicação com sua audiência. Nesse ponto, o social media ganha importância.
Por último, uma implicação óbvia, planejamento e constância são ainda mais importantes na gestão do Insta de sucesso.

E aí, o que achou das mudanças no Instagram? Conta aí nos comentários! Ficou preocupado? Quer dominar técnicas e estratégias para o Instagram e outras redes sociais (Tik Tok)? Deixo de presente uma super recomendação de curso para atuar no digital. Confia em mim, vai te ajudar muito (nem que seja para ideias e referência). Clica no banner abaixo e confira!



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